Tela com um gráfico e ao lado está escrito: números do mercado de entregas no Brasil e no mundo

Números do mercado de entregas no Brasil e no Mundo

A crise provocada pela Covid-19 fez com que os olhos de muita gente se voltassem para eles, mas os números do mercado de entregas já crescem há algum tempo.

Em Março de 2020, começamos a ver dezenas de notícias anunciando recordes no mercado de entregas.

O Jornal Extra, por exemplo, anunciou um levantamento da consultoria RankMyApp, revelando que o número de instalações de aplicativos dessa categoria, do dia 1 de Janeiro de 2020 a 16 de Março de 2020, representou 61,7% de todos os downloads desses mesmos apps no ano de 2019 inteiro.

Apenas no dia 6 de março, quando o Ministério da Saúde anunciou que a chegada da transmissão comunitária da doença estava próxima, houve um aumento de 126% nos downloads desses apps. Isso em relação ao mesmo dia do ano anterior.

Já a Exame revelou que o aplicativo colombiano Rappi viveu, nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 30% (em relação aos dois últimos meses de 2019) no número de pedidos em toda a América Latina. Apenas na categoria Farmácia, a empresa revelou um aumento de 28% na demanda dentro de sua terra natal.

Além dos aplicativo de entregas tipo iFood, ou seja, aqueles que possuem um cardápio de estabelecimentos, apps tipo Loggi também aguardam um boom em suas solicitações.

O próprio aplicativo, em comunicado ao portal Uol, revelou esperar um aumento de 3 vezes em suas demandas usuais.

Já a empresária Bruna Baseggio, dona do aplicativo Juma Entregas, contou para o nosso blog que a crise fez com que estabelecimentos que não possuíam o serviço de entregas, precisassem se adaptar.

No entanto, apesar desse crescimento nos últimos tempos, a tendência de alta já acompanha esse mercado há alguns anos.

11 bilhões de reais no Brasil e 182 bilhões de dólares no mundo

Em Março de 2019, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) já anunciava que o mercado de delivery no Brasil movimentava 11 bilhões de reais por ano.

Segundo a nota da associação, “o grande impulso no setor pode ser explicado também pelas novas plataformas de delivery e pela capilaridade de operações, que facilitam a logística de acesso ao consumidor”.

Eles também destacaram que os novos serviços de entrega facilitaram a vida de empreendedores, possibilitando que eles tenham seus negócios com um valor mais justo. Afinal, através de apps de entregas, é possível criar sua hamburgueria, por exemplo, sem a necessidade de ter um ponto de atendimento fixo ao cliente.

Já no resto do mundo, segundo matéria da revista Época, o setor de home delivery faturou impressionantes 182 bilhões de dólares no ano de 2018.

Sucesso antigo

Se observarmos mais um pouco, vamos ver que o sucesso não é de hoje, nem mesmo de ontem.

Em 22 fevereiro de 1998, a Folha de São Paulo já anunciava com entusiasmo o sucesso do setor.

À época, segundo levantamento informal realizado pelo Sebrae-SP, os serviços de delivery cresciam entre 60% a 80% nos três anos anteriores, apenas na capital paulista.

A matéria explicava que a novidade havia sido trazido por empresários que conheciam o serviço durante viagens aos EUA.

Assim, adaptavam o modelo aos seus negócios, conseguindo diminuir em até 50% seus custos totais com a operação.

Além disso, a matéria destacava que o ramo alimentício não era mais o único a contar com os serviços de entregas.

“O principal ramo de atividade continua sendo o de alimentação. Mas esse tipo de negócio parece ser tão lucrativo que hoje é possível receber em casa produtos bem distintos da velha e boa pizza ou do velho e bom hambúrguer. Agora, há de mapa astral a “shiatsu” por telefone ou Internet”.

Folha de S. Paulo, 1998

Outros números do mercado de entregas

Além dos números que já trouxemos até agora, separamos para você outros dados interessantes sobre o tamanho desse mercado.

  • Entre 2017 e 2018, o Instituo Foodservice Brasil registrou um aumento de 23% nos pedidos de comida no Brasil.
  • Também em julho de 2019, a Loggi estava presente em 36 municípios brasileiros e possuía 25 mil entregadores cadastrados.
  • A Loggi foi a oitava Startup brasileira a alcançar o valor de mercado de mais de 1 bilhão de dólares
  • Uma Startup brasileira de entregas, a Raínz, que conecta pequenos produtores agrícolas a consumidores, teve um aumento de 200% no seu faturamento entre 2018 e 2019.