Uber feminino: aplicativos de transporte para mulheres

Diante dos desafios vividos diariamente pelas mulheres no transporte por aplicativo, empreendedoras estão criando seus próprios “Ubers feminino”.

Segundo levantamento do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), o canal recebeu 92.323 denúncias em 2018. Isso representa um crescimento de 25,3% em relação ao ano anterior. Para ilustrar melhor: 391 mulheres foram agredidas por dia só em dezembro de 2018.

Assim, no mercado de aplicativos de transporte são recorrentes os relatos de assédio e outros tipos de violência contra a mulher. Tanto com as clientes quanto com as motoristas.

Dessa forma, o resultado é o aumento na insegurança delas: motoristas e clientes.

Para ilustrar essa preocupação, perguntamos para 120 usuárias de Uber, 99 e outros quais suas medidas de segurança e se trocariam os grandes apps por um aplicativo regional com motoristas mulheres.

Insegurança

Quando perguntadas sobre o sentimento de insegurança em corridas com motoristas homens, 55% das entrevistadas responderam que às vezes se sentiam seguras.

Gráfico: Machine

Já quando a pergunta foi sobre a segurança com motoristas mulheres, 84,2% afirmaram que se sentem seguras nas corridas.

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Medidas de segurança

Das entrevistadas, 65% afirmaram utilizar apps de transporte de uma a cinco vezes no mês.

Então, perguntamos quais medidas são tomadas para que a sensação de insegurança seja menor. Foi observado que as usuárias praticam, simultaneamente, de duas a três medidas de segurança.

A maior parte das usuárias respondeu que compartilha a corrida em tempo real com amigos, cônjuges e familiares. Logo após, a atitude mais praticada é ligar, mandar áudio ou conversar com alguém por mensagem.

Muitas usuárias afirmaram que, às vezes, fingem que estão ligando para alguém ou que estão mandando áudio onde dizem seus destinos e a previsão de chegada.

Além disso, também costumam fingir que estão falando com algum homem, geralmente namorado ou pai.

Gráfico: Machine

Curiosamente, a terceira medida de segurança mais adotada é se sentar atrás do motorista para não estabelecer contato visual.

Quando se trata de motoristas mulheres, 29% das usuárias afirmaram não tomar nenhuma medida de segurança. Contudo, quando decidem fazer algo, a atitude mais escolhida também é o compartilhamento de corrida com alguém de confiança.

Entretanto, um ponto que chama atenção é que 12% das usuárias afirmaram nunca ter feito corrida com uma motorista. aAo se olhar de forma ampla, a situação não é surpreendente.

Nos Estados Unidos, país sede da Uber, apenas 14% dos cadastros de motoristas são femininos.

Você trocaria a Uber por um aplicativo regional?

Por fim, perguntamos se elas trocariam a Uber (e os outros apps) por um aplicativo de transporte regional que só cadastrasse passageiras e motoristas mulheres.

79% das usuários afirmaram que, sim, trocariam a Uber por um aplicativo de transporte regional exclusivamente feminino. A estatística fica ainda maior quando a escolha da motorista é um opcional: 91%

Ou seja, um aplicativo que ofereça motoristas homens e mulheres e que, ao solicitar a corrida, a passageira possa escolher ser atendida apenas por uma motorista.

Gráfico: Machine

Motivados por esse número, resolvemos contar a história de duas empreendedoras que resolveram criar aplicativos exclusivamente femininos e estão fazendo sucesso em suas regiões.

Uber feminino: uma grande oportunidade de negócio

Portanto, como vimos aqui, a solução encontrada para ambas empreendedoras investirem no uber feminino foi a Machine. Isso porque ela permite que você tenha seu app em qualquer lugar do Brasil.

Além disso, a plataforma da Machine permite que você crie opcionais com serviços únicos no seu aplicativo.

Por exemplo, caso sua motorista possua um carro com porta-mala grande ou aceite levar animais, disponibilize essa função.

Preparamos um eBook para ajudar você, empreendedora, a dar os primeiros passos e criar seu próprio uber feminino. Acesse: “Uber feminino: uma grande oportunidade de negócio”.