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Summit Mobilidade: crescem as alternativas ao transporte coletivo

Summit mobilidade urbana: alternativas ao transporte coletivo

Acompanhe o que de melhor aconteceu no segundo dia do Summit Mobilidade 2021.

O segundo dia do Summit Mobilidade 2021 abriu com a mesa “Mobilidade na Pandemia: como a pandemia fortaleceu a mobilidade ativa?”.

Os participantes foram:

  • Clarisse Cunha Linke, Diretora-Executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento do Brasil (ITDP) e integrante do Conselho do Futuro da Mobilidade do Fórum Econômico Mundial;
  • Fernando Vidal, arquiteto e Diretor-Geral do Estúdio de Arquitetura Perkins&Will;
  • Francisco Pierrini, Diretor-Presidente da ViaQuatro e ViaMobilidade, empresas do Grupo CCR responsáveis pela operação, manutenção e investimento das linhas de metrô da cidade de São Paulo.

O debate foi mediado pelo jornalista do Estadão, Victor Vieira.

Como a pandemia fortaleceu a mobilidade ativa?

A pandemia levou a uma alteração das demandas cotidianas de transporte, tanto através do aumento do uso de transportes privados, quanto na redução do fluxo geral de pessoas nos transportes públicos.

Se a análise das tendências para o mercado de transportes foi o foco do primeiro dia do Summit, o segundo dia abriu com o painel que abordou o crescimento dos meios de transportes alternativos, principalmente os não motorizados, que compõem a chamada mobilidade ativa.

Clarisse Cunha foi a primeira a discorrer a respeito do crescimento da mobilidade ativa e das melhorias que ainda são necessárias para a total funcionalidade desse modal:

Acho que algo que ficou claro, talvez nem tanto no Brasil, mas a gente viu isso globalmente, foi a bicicleta sendo colocada como uma solução efetiva durante a pandemia. Isso não é novo; A gente já via na última década, a bicicleta sendo percebida como fundamental pelas grandes cidades.

Ela ainda ressalta que, a princípio, a motivação para o transporte ativo eram questões ligadas à sustentabilidade, como os tratados de redução de gases do efeito estufa por diversos países e os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Clarisse vê então o crescimento da mobilidade ativa apenas como a aceleração de um processo que já ocorreria nos próximos anos.

De imediato, várias cidades, a princípio as européias e depois as latino-americanas, começaram a apresentar planos de expansão de suas malhas cicloviárias. Além disso, em cidades como Berlim, capital da Alemanha, lojas de bicicletas foram consideradas serviços essenciais desde o primeiro momento da quarentena.

Francisco Pierrini vê também o crescimento da mobilidade ativa em detrimento dos transportes usuais. Além disso, ele também afirma que essa não é uma preocupação nova do mercado:

Nas nossas linhas do metrô também estamos acompanhando isso. Esse movimento [da mobilidade ativa] também é bem visto por nós, em função da necessidade da integração. É muito importante que os sistemas sejam integrados.

Ele também traz o dado da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, a Aliança Bike, de que em 2020 foram 50% a mais de vendas no Brasil.

“É um modelo que veio para ficar e deve ser desenvolvido.”

O arquiteto Fernando Vidal ressalta que do ponto de vista da arquitetura urbana, já se caminha também para uma maior relevância das bicicletas, indo além de somente construir novas ciclovias, mas também adaptar todo um sistema já existente aos modais ativos.

Antes, para um prédio ser considerado do maior nível arquitetônico, era necessário um grande espaço para o estacionamento de carros. Hoje, se não contar com um belo de um bicicletário e um vestiário ele já não é considerado.

Mobilidade e as motos

O segundo dia do Summit também contou com a mesa “A Motocicleta como Mobilidade Durante a Pandemia”.

Foram convidados Marcos Paulo Monteiro, Gerente-Geral Comercial da Honda Motos e Cícero Lima, jornalista e diretor da agência Trajeto Comunicação, para comentar sobre a maior importância que as motocicletas conquistaram nesse momento de crise.

O ponto principal do debate foi a relevância adquirida pelas motocicletas, não somente devido ao fator econômico, com sua predominância na área de entregas, mas também ao fator segurança, por oferecerem uma alternativa as aglomerações dos transportes públicos.

Eles ainda apresentam a solidez do mercado de motocicletas no Brasil, e destacaram sua importância como um complemento eficaz e necessário ao ecossistema dos transporte.