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Pequenas encomendas e sua utilização pela população

estante com caixas de encomendas com a legenda ao lado: Pequenas encomendas e sua utilização pela população

As compras online cresceram significativamente nos últimos anos. Por isso, a etapa da última milha da entrega segue sendo a mais desafiadora do processo.

Nos últimos anos, houve um aumento vertiginoso da demanda de pedidos online, e a ascensão da tecnologia e a popularização dos smartphones foram fatores importantes dentre os consumidores.

Nesse contexto, a questão da última milha da entrega é a mais desafiadora, pois é essa etapa que envolve os maiores custos e problemas acerca do tempo de entrega de encomendas nas áreas urbanas.

Diante disso, foi realizado um estudo exploratório sobre o tema; “Análise da adesão da população à utilização de um sistema de entrega de pequenas encomendas” é o título da pesquisa realizada por Miranda, Silva e Oliveira, da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais.

Detalhes sobre o trabalho

O trabalho dos autores, sobre pequenas encomendas e sua utilização pela população, foi dividido em cinco partes.

A primeira parte, introdutória, apresenta o panorama do desenvolvimento da economia a partir da distribuição urbana de mercadorias, que passou a impactar, até mesmo negativamente, o dia a dia da população.

Os impactos negativos são referentes a congestionamentos e poluição, por exemplo, que são parte inerente a todo o processo. Contudo, para minimizar o problema, há investigações sobre soluções baseadas no desenvolvimento sustentável das cidades.

Portanto, até mesmo o comércio eletrônico é capaz de impulsionar, de forma positiva ou não, o desenvolvimento da população e das cidades.

O objetivo do trabalho foi estimar a demanda por um novo sistema de entregas de pequenas encomendas, baseado em Pontos de Entrega Inteligentes – PEI, e a pesquisa foi realizada com usuários da internet, sobre a possibilidade de adesão (ou não) a esse novo sistema de entregas.

Posteriormente, no capítulo sobre comércio eletrônico e o problema da última milha, os autores discorrem a respeito da insatisfação dos clientes com os prazos de entrega dos produtos adquiridos e, além disso, o custo pelo envio também se torna um fator decisivo no momento da compra.

A qualidade e segurança, nesse tipo de serviço, ainda são fatores bastante importantes, embora custos e prazos transpareçam como determinantes.

Os autores também explicam o que são os tais Pontos de Entrega Inteligentes: eles consistem em equipamentos nos quais os produtos podem ser deixados, até que os clientes possam retirá-los, por meio de códigos eletrônicos. Logo, a alternativa evita os problema oriundos das entregas nos centros urbanos, assim como corrobora para reduzir custos de distribuição.

A metodologia escolhida consistiu em uma investigação acerca da demanda para esse sistema de pontos de entrega inteligente, a qual reuniu 115 entrevistas com usuários da internet. Por meio de um questionário socioeconômico, foi possível obter diversas informações sobre os usuários.

Após explicações sobre a etapa da pesquisa com esses entrevistados, estratificados por gênero, idade e se compravam pela internet, os autores demonstraram os seus resultados e considerações finais.

As pequenas encomendas e a utilização pela população

Os pesquisadores afirmaram que, sim, é a larga distribuição urbana de mercadorias que coloca o comércio eletrônico como fator impulsionador da demanda atual por transporte urbano. Isso porque essa distribuição tem como objetivo atender à demanda, cada vez maior, por bens e serviços.

Diante da problemática urbana que o crescimento desse comércio pode causar, são necessárias algumas alternativas para diminuir, ao máximo, seus efeitos negativos sobre o tráfego nas cidades.

Por esse motivo, algumas cidades no mundo já adotam o serviço de pontos de entrega inteligentes. Ao avaliar a possibilidade desse serviço no Brasil, a pesquisa questionou os entrevistados sobre a adoção desse sistema.

Os pontos inteligentes poderiam ser implementados em lojas centrais de fácil acesso, com muitos usuários, como postos de gasolina e lojas de conveniência, por exemplo.

Um dos dados finais da pesquisa é que a maioria dos entrevistados declarou fazer compras pela internet pelo menos uma vez ao mês, enquanto parte dos entrevistados declarou não comprar online por motivo de segurança.

Outro dado importante sobre a pesquisa é que o fator rastreabilidade foi o único, de três atributos elencados, que obteve valorização positiva pelos usuários, enquanto o custo foi o fator mais desfavorável, na visão deles.

Quanto aos níveis de demanda de migração para esse novo modelo, a mínima ficou em torno de 5,9% e a máxima, 29,6%. Em suma, a adesão ao modelo de entregas de pequenas encomendas em PEI oscila entre 5 e 30%.

Por fim, cabe ressaltar que, diante dos dados obtidos na pesquisa, a viabilidade do modelo PEI só seria possível caso houvesse redução de custos, fator considerado preponderantemente negativo na adesão.

Você pode ter acesso ao trabalho completo nesse link.

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