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Mototáxi ou motoboy: qual vale mais a pena para você?

Mototáxi ou motoboy?

O desemprego ainda assombra milhares de brasileiros. Segundo relatório do banco BTG Pactual, divulgado no mês passado, a taxa de desempregados no país só deve ficar abaixo dos 10% a partir de 2021. No relatório também é mencionado o aumento de trabalhadores informais ou autônomos. Diante desse cenário, as profissões de mototáxi e motoboy aparecem como uma saída para quem quer trabalhar.

Motoboys

Boa parte dos restaurantes regionais que oferecem entrega têm duas formas de trabalho. A primeira é a contratação de motoboys. Eles têm salário fixo, carteira assinada e ganham comissão diária ou mensal sob as entregas.

Além disso, a terceirização também é muito utilizada. Os restaurantes contratam empresas de motoboys e esses profissionais trabalham como terceirizados. Assim, o restaurante paga a esta empresa e as condições de contratação dos motoboys ficam sob responsabilidade da terceirizada.

Entretanto, para ser motoboy de aplicativo, as condições são outras. Assim como na Uber, 99 e outros apps de transporte, os motoboys não são contratados dos aplicativos. Dessa forma, são autônomos.

A Rappi, por exemplo, trabalha neste formato. O aplicativo é um multidelivery que entrega praticamente tudo. Desde comida até compras em supermercado. A Rappi cobra de cada cliente R$6,90 por entrega e este valor é repassado integralmente para o motoboy parceiro. Vale ressaltar que este é o valor mínimo cobrado e cobre distâncias de até três km e uma demanda de 30 minutos. Depois, o valor se torna proporcional por km rodado e ao tempo gasto pelo entregador.

Vamos supor: Carlos Eduardo, 32 anos, virou motoboy parceiro da Rappi. Ele trabalha oito horas por dia, de segunda-feira à sábado. Ele realiza quatro entregas por hora. Assim, ele ganha R$220,80 por dia. Em uma semana, fatura R$1.324,80. O que por mês alcançaria R$5.299,20 mensais brutos.

Como se cadastrar para ser motoboy da Rappi?

Para ser entregador do app, é necessário se encaixar em três quesitos básicos: ter 18 anos, um celular e um meio de transporte. A empresa não obrigada o entregador a ter uma moto. Assim, bicicletas e carros também são aceitos.

É bom destacar que os entregadores do app são MEI (microempreendedores individuais), assim, não têm carteira assinada.

Dessa forma, o interessado só precisa se cadastrar na plataforma. O cadastro pode ser realizado através do site ou do próprio aplicativo. Com os dados em mãos, a equipe da Rappi analisa e realiza uma triagem dos candidatos e, depois, entra em contato.

Legislação específica

Vale ressaltar que para exercer a profissão de motoboy ou moto-frete, é necessário seguir uma legislação específica.

As motocicletas que serão utilizadas no transporte de cargas precisam ser registradas no DETRAN, na categoria aluguel.

Mas, para conseguir esse registro, a moto precisa, obrigatoriamente:

  1. dispositivo de proteção para pernas e motor em caso de tombamento do veículo, fixado em sua estrutura;
  2. dispositivo aparado de linha, fixado no guidão
  3. baú, bagageiro, alforjes, bolsas ou caixas laterais para o transporte de carga, devendo o veículo ser registrado para essa finalidade.

A capacidade máxima de tração deverá constar no Certificado de Registro e no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo. As motocicletas deverão passar por inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança. Sendo assim, para o exercício das atividades o condutor deverá:

  1. ter, no mínimo, vinte e um anos de idade
  2. possuir habilitação na categoria “A”, por pelo menos dois anos;
  3. ser aprovado em curso especializado, na forma regulamentada pelo CONTRAN (Res. nº 350, de 14/06/2010);
  4. estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos refletivos.

Para conduzir veículos de transporte remunerado, o condutor deverá, ainda, utilizar capacete motociclístico dotado de refletivos especiais para motofretista, com viseira ou óculos de proteção.

As dimensões desses dispositivos e a acomodação da carga têm que respeitar medidas estabelecidas nesta Resolução e as especificações do fabricante do veículo, no tocante à instalação e ao peso máximo admissível.

Mototáxi

Diferente do motoboy, o mototáxi trabalha com transporte de pessoas. Não sendo necessário, assim, vínculos ou parcerias com empresas. Essa facilidade gerou um mercado autônomo gigantesco. Segundo o Perfil dos Municípios Brasileiros de 2017, o mototáxi é o único meio de transporte em 18 cidades brasileiras.

Pedro Paulo, 29 anos, é mototaxista. Ele trabalha cinco horas por dia de domingo a domingo. Pedro trabalha apenas em seu bairro, realiza 25 corridas por dia e cobra um valor fixo de R$4. Dessa maneira, recebe R$100 por dia. No fim do mês, sua arrecadação bruta gira em torno de R$2.800.

O valor médio que Pedro Paulo lucra mensalmente é cerca de 52% inferior ao de Carlos Eduardo. É claro que a arrecadação pode variar caso Pedro trabalhe mais horas por dia. Mas, dificilmente, será tão superior ao de Carlos.

Isso porque na profissão de motoboy, o restaurante ou app parceiro direciona as corridas para você. Já no mototáxi, o profissional precisa rodar em busca de passageiros.

Uma alternativa para quem não quer trabalhar por conta própria, é se tornar parceiro de um app. O aplicativo Garupa, por exemplo, é um serviço de mototáxi.

Nele assim como no Uber, 99 e outros, o passageiro solicita sua corrida e um mototaxista vai ao seu encontro. O valor da corrida e estimativa de tempo são informados antes do mototaxista chegar. Um diferencial positivo para os mototaxista é o pagamento antecipado. Quando o mototaxista chega, o passageiro precisa confirmar o pagamento primeiro e depois embarcar.

Como ser mototaxista da Garupa?

Os interessados precisam realizar um pré-cadastro no site do aplicativo. Para isso, é obrigatório se encaixar em alguns requisitos. O mototaxista precisa ter mais de 21 anos, mais de dois anos de CNH categoria A ou AB, não possuir antecedentes criminais e ter conta própria em banco.

A declaração de ausência de antecedentes criminais pode ser feita no site da Polícia Federal.

Em relação à motocicleta, ela precisa estar vistoriada e com documentos em dia, ano 2009 em diante e ter, no mínimo, 125 cilindradas.

Legislação Específica

Desde julho de 2009, o serviço de mototáxi e motoboy, está presente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), graças a promulgação da Lei nº 12.009/2010, que o inseriu no mesmo. Com a lei, a profissão dos mototaxistas e motoboys foi regulamentada sob regras gerais. 

Art. 1o  Esta Lei regulamenta o exercício das atividades dos profissionais em transportes de passageiros, “mototaxista”, em entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e “motoboy”, com o uso de motocicleta, dispõe sobre regras de segurança dos serviços de transporte remunerado de mercadorias em motocicletas e motonetas – moto-frete –, estabelece regras gerais para a regulação deste serviço e dá outras providências.

Entre as regras gerais estão:

  1. ter, no mínimo, 21 anos completos;
  2. possuir habilitação da categoria por, pelo menos, dois anos;
  3. ser aprovado em algum curso especializado que atenda às exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran);
  4. vestir colete de segurança retrorrefletivo no exercício da profissão.

Além disso, as exigências para os motoboys vão além. A motocicleta precisa:

  1. ter autorização emitida pela entidade de trânsito dos Estados e do Distrito Federal;
  2. ser registrada como veículo de aluguel;
  3. ser inspecionada a cada seis meses para verificação dos equipamentos obrigatórios de segurança.

O principal ponto da regulamentação está exposto na Constituição Federal. A Lei nº 12.009/2010 definiu exigências gerais a serem seguidas, mas é obrigação de cada município fiscalizar e acrescentar novas regras ao serviço.

Segundo o Inciso V do Art. 30, compete aos municípios: “Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial”. Além disso, os municípios devem: “I – legislar sobre assuntos de interesse local”, “II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber”.

Machine

Uma solução para aumentar sua renda é criando seu próprio aplicativo de mototaxistas. Com um aplicativo regional, você atenderá as necessidades da sua cidade e poderá oferecer o melhor serviço tanto para passageiros quanto para seus mototaxistas.

Além disso, você escolhe nome, logo, preços e taxas do seu app. Pensando sempre no melhor custo-benefício para todos.

E para os mototaxistas, o app é um enorme facilitador. Isso porque ao invés de rodar pela cidade em busca de passageiros – gastando tempo e gasolina -, a central vai disparar as corridas e os mototaxistas as receberão em seus celulares. A central pode configurar se esse disparo será por proximidade ou por fila.

Fica a cargo do gestor da central escolher a forma de cobrança dos mototaxistas. Mais uma vez, sempre pensando no melhor custo-benefício e qualidade do serviço.

Dessa forma, o mototaxista não perde tempo, poupa gasolina e fará mais corridas. E o melhor de tudo: vai trabalhar com mais segurança. Entre as funcionalidades da Machine estão as informações prévias do passageiro, como CPF e quantas corridas já realizou com o app, e seu destino final.

Histórias de sucesso


Mototáxi

Ainda está em dúvida se vale a pena abrir seu app de mototaxistas? O Robinho Cordeiro, de Petrolina, resolveu investir no negócio e hoje tem um dos aplicativos de mais sucesso de Pernambuco: a Telemototaxi.

Hoje o serviço é muito bem organizado, com pontos específicos, fardamento personalizado e todas motos numeradas para haver um controle de segurança. “As pessoas chegam em Petrolina e ficam maravilhadas com nossa organização, que não tem em nenhum outro canto do Brasil”. 

Para Robinho, o diferencial do Telemototaxi é que a central é gerida pelos próximos mototaxistas. “Nós estamos desde o começo na luta. São 13 anos de experiência, então é a parceria e a amizade que temos entre nós e os passageiros, sempre dispostos a ouvir reclamações e dicas dos clientes”.

Se você ficou interessado e quer saber mais sobre como ter o seu app de mototáxi, solicite agora mesmo uma demonstração com a equipe de especialistas da Machine. Basta clicar no banner abaixo.

Motoboy

Caso o seu desejo seja ajudar a sua cidade com um serviço eficiente de entregas, a Coolt Entregas é um ótimo app para se inspirar. A Josieli Lopes, de Londrina, resolveu criar o aplicativo para solucionar o problema de frete na cidade.

Disponível gratuitamente para os usuários de Android, a plataforma tem como objetivo ligar restaurantes, floriculturas, padarias e farmácias aos consumidores. As entregas são realizadas, exclusivamente, por meio dos motoboys cadastrados. 

Segundo Josieli, o mercado de entregas é extremamente tradicional. Contudo, acredita que as inovações oferecidas pela Coolt Entregas podem trazer melhores resultados para empresas e clientes. Em primeiro lugar, um dos diferenciais oferecidos pela plataforma é o pagamento variável. O motoboy é pago de acordo com o número de corridas e distância. Logo, uma forma mais justa para todos os lados. “A partir do momento que você dá a oportunidade de cada empreendedor oferecer esse tipo de serviço, você transforma em um custo variável. Então, você está potencializando todos os negócios”.

Apesar de ser um novo aplicativo, Josieli conta que o feedback do público está sendo extremamente positivo, motivo de muito orgulho para ela. “Nós estamos muito felizes por estarmos gerando recursos e empregabilidade. A aceitação do povo conosco nos deixa muito feliz. Dá orgulho trabalhar com isso”.