Início » Motoboy OL: o que é e como funciona o operador logístico?

Motoboy OL: o que é e como funciona o operador logístico?

Motoboy

O Motoboy OL é um entregador vinculado a uma empresa que atua no segmento de entregas, com quem o aplicativo ou plataforma de delivery faz um contrato para que ela gerencie uma frota de entregadores fixos.

Uma das principais bandeiras levantadas pelos grandes negócios da área da mobilidade urbana é a autonomia concedida a seus motoristas e entregadores parceiros.

Afinal, esse modelo foi o que consagrou o sucesso de grandes empresas do ramo como Uber e iFood.

Na área de entregas, o modelo em que uma plataforma realiza apenas a intermediação entre empresas, clientes e entregadores ficou conhecido como Crowdshipping.

Os aplicativos de entrega são uma das principais referências desse modelo no cotidiano.

O que nem todos sabem é que existem duas formas pelas quais um entregador, mais comumente os motoboys, podem realizar entregas e fazerem parte do grande mercado de crowdshipping e principalmente do crescente setor de entregas.

Na maioria das plataformas de delivery de alimentos, a exemplo do próprio iFood, na hora do cadastro o motorista pode optar entre duas modalidades: entregador independente ou OL.

O problema é que muitas vezes não existem disponíveis informações o suficiente sobre as diferenças entre esses modelos, o que faz com que os entregadores tomem uma importante decisão sem saber exatamente o que estão escolhendo.

Por isso explicaremos o que são cada um deles, principalmente o menos conhecido, o OL.

Entregador Independente

Essa é a modalidade mais popular entre os entregadores. Não somente em conhecimento sobre o funcionamento, mas também no número de entregadores operantes.

Segundo o iFood, atualmente 90% de seus entregadores cadastrados atuam desse forma.

Esses são os já conhecidos entregadores que vemos parados em áreas de restaurantes e fast foods, a espera de que a plataforma os envie um pedido para entrega.

Por serem os próprios profissionais que decidem quando estarão ativos, que chamados aceitarão e em que áreas atuarão, essa categoria foi apelidada de “Nuvem”.

Os valores embolsados por esses entregadores depende diretamente do tempo que dedicarão a plataforma, ou seja, da quantidade de entregas que fizeram.

Entregador ou Motoboy OL

OL, ou Operador Logístico, é o nome dado a uma empresa que atua no segmento de entregas, com quem o aplicativo ou plataforma de delivery faz um contrato para que a empresa gerencie uma frota de entregadores fixos.

O motorista da plataforma que se cadastrar como entregador ou motoboy OL, passa então a ficar à disposição dessa empresa parceira durante períodos pré-definidos.

Esse modelo foi criado pensando na necessidade de suprir as lacunas deixadas pela autonomia que o modelo de “entregador nuvem” permite.

A ideia é garantir que sempre haja um mínimo de entregadores ativos para atender as demandas da plataforma de delivery.

Por estarem “filiados” a uma empresa de entregas terceirizada, a relação dos motoboy OL com os apps é diferente dos demais entregadores.

Por exemplo:

  • Um motoboy OL não tem a liberdade de ficar inativo no app quando quiser, ele precisa cumprir horários fixos.
  • Ao invés de responder somente a um aplicativo, o motoboy OL responde a uma pessoa responsável, conhecido como “líder de praça”;
  • O entregador OL tem direito a uma folga por semana;
  • O iFood transfere os pagamentos à Operadora Logística, e é de responsabilidade dessa efetuar os repasses.

Para atrair entregadores para essa modalidade, que por sua natureza tende a ser mais rígida, as plataformas costumam oferecer algumas vantagens para os que escolhem ser OL. No caso do iFood:

  • Aprovação imediata do cadastro do entregador;
  • Blusa e Bag do aplicativo;
  • Maquininha de cartão crédito/débito.

Esse tipo de serviço não é exclusividade da área de delivery de alimentos. A Loggi, serviço de entregas generalista, tem sua própria linha de operadores logísticos, chamada de Loggi Leve.

As dificuldades de um motoboy OL

As principais críticas ao modelo de entregadores OL estão no fato de, apesar de haver toda estrutura de uma relação empregatícia formal, os profissionais não serem tratados como CLT.

Além disso, as ameaças de bloqueios e limitações no número de entregas, feitas aos motoristas que por qualquer razão não atendem a algum chamado, são constantes no meio.

Apesar disso, a categoria atrai entregadores, pela promessa de receber quantias maiores, já que um motoboy OL recebe uma quantia mínima independente do número de entregas que fizer.

Quando eu era ‘nuvem’, precisava trabalhar 12 ou 13 horas para ganhar R$ 80 por dia. Hoje, como entregador OL, ganho R$ 100 em pouco mais de sete horas diárias. Hoje consigo ganhar entre R$ 2.800 e R$ 3.100 por mês, bem mais do que eu recebia na ‘nuvem’

Jeff Fernandes, youtuber e entregador, em entrevista ao Portal UOL

Esse valor mínimo normalmente é acordado com a própria operadora logística e além dele o motoboy OL também recebe a taxa normal por entrega.