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A semana no Mercado da Mobilidade Urbana (27/09 – 01/10)

fundo branco com uma ilustração de uma pista e por cima um megafone com ícone de localização

Banimento de motoristas e aprovação de leis na cidade de São Paulo é o foco das notícias da semana no mercado da Mobilidade Urbana.

Duas notícias surpreendentes e um tanto opostas a respeito da empresa mais conhecida da mobilidade urbana foram destaque no decorrer dessa semana.

A primeira é uma denúncia feita pela Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp), que afirma que a Uber desligou cerca de 15.000 motoristas da plataforma por causa do cancelamento de corridas.

A segunda, foi o anúncio de uma paralisação dos serviços, vindo da própria Uber, em apoio a uma manifestação de motoristas.

Além disso, na esfera municipal de São Paulo os motoristas conquistaram mais algumas reivindicações.

Câmara Municipal de São Paulo aprova mudanças nos aplicativos de transporte

O vereador Marlon Luz publicou em suas redes sociais novidades sobre o andamento de dois projetos de lei que afetam a classe dos motoristas.

O primeiro, nós mencionamos aqui mesmo nas notícias da semana há algum tempo. O Projeto de Lei 548/2021, que estava em trâmite na Câmara, foi finalmente aprovado.

O projeto propõe que os aplicativos de transporte que atuam em São Paulo forneçam um demonstrativo completo de todos os componentes do preço de uma corrida, além do quanto será cobrado como taxa pelo app.

Já o Projeto de Lei 547/21, faz com que as empresas de transporte de passageiros por aplicativo exijam foto dos passageiros no momento do cadastro.

O projeto, aprovado em 1ª votação, ainda precisa passar pela 2ª e antes de ir para sanção do Prefeito.

Uber é acusada de excluir 15.000 motoristas

A Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp) afirma que a Uber excluiu, sem nenhum aviso prévio, 15 mil motoristas da plataforma, o equivalente a 1% de toda a base de colaboradores no Brasil.

A empresa negou os números da acusação, mas afirmou que desligou 1.600 parceiros devido ao cancelamento de viagens em excesso ou para fins de fraude, o que viola o Código da Comunidade da empresa.

A Uber argumenta que o comportamento prejudica o seu funcionamento e atinge também usuários e outros motoristas.

A prática de cancelar viagens tem se tornado mais comum, principalmente com a alta dos combustíveis, levando os motoristas a selecionarem suas corridas para não levar prejuízo.

Segundo o site Tecmundo, a Uber exemplificou seus argumentos mostrando o exemplo de um motorista que, no período de um mês, cancelou 10.051 corridas da 10.473 que foram enviadas para ele.Apesar disso, a decisão de desligar motoristas sem aviso prévio vai contra a Lei 17.596 do município de São Paulo, que determina que as empresas donas de aplicativos de transporte que atuam na cidade, notifiquem os motoristas do motivo de descadastramentos, suspensão ou exclusão.