Início » A semana no Mercado da Mobilidade Urbana (23/08 – 27/08)

A semana no Mercado da Mobilidade Urbana (23/08 – 27/08)

fundo branco com uma ilustração de uma pista e por cima um megafone com ícone de localização

Novidades para a mobilidade elétrica e novos dados sobre o panorama dos apps movimentaram a semana no mercado da mobilidade urbana.

A mudança para um modelo de mobilidade que envolva cada vez mais veículos elétricos é um tema constante nos debates sobre o mercado.

Nesta semana, duas grandes novidades no setor direcionaram ainda mais holofotes para o assunto.

A Mercedes-Benz anunciou o início da produção de ônibus elétricos em solo brasileiro. Além disso, a Enel, gigante italiana do ramo de combustíveis e eletricidade, revelou que também planeja voltar suas atenções para o Brasil.

Em outro tópico, a consultoria global R/GA liberou dados de sua pesquisa que mostra o nível de aceitação das pessoas aos aplicativo e serviços de mobilidade.

Mercedes-Benz produz ônibus elétricos no Brasil

Na quarta-feira (25), a montadora alemã anunciou o início da produção de chassis elétricos para ônibus no Brasil. O projeto foi descrito como o “primeiro passo da empresa rumo a eletromobilidade em solo brasileiro”.

A escolha do ônibus como primeiro produto da linha, se dá pela menor quantidade de limitações infraestruturais que existem para oferecer esse tipo de transporte elétrico. Isso porque, a falta de uma rede nacional de recarga de veículos elétricos tornaria inviável o uso de carros e caminhões em longas distâncias.

Além disso, com o transporte coletivo, uma parcela maior da população seria impactada pela tecnologia. Segundo o portal R7, a bateria do ônibus elétrico permite ao veículo rodar 250 quilômetros sem necessidade de recarga.

A produção está sendo feita por equipes da fábrica da empresa em São Bernardo do Campo (SP), com o apoio de engenheiros da Daimler, dona da Mercedes, em que protótipos do veículo já estão sendo testados.

O objetivo da empresa é iniciar as vendas já em 2022, tanto nacionalmente, quanto para outros países da América Latina.

Enel projeta investimentos no país

A empresa italiana de combustíveis e eletricidade, Enel, também está com olhos atentos na situação da mobilidade elétrica no Brasil.

A multinacional já é reconhecida na área, principalmente através da atuação da Enel X, divisão voltada para soluções em energia da Enel, líder em mobilidade elétrica na América Latina.

A Enel X criou o primeiro corredor pan-americano de carregamento de veículos elétricos, que se estende do extremo sul da América do Sul até a América do Norte, passando por toda a costa oeste do continente. Com 196 pontos de recarga, a rota liga Ushuaia, na Argentina, a Ensenada, na Baixa Califórnia, México, cruzando 11 países.

A divisão também atuou na implementação de ônibus elétricos em diversos países da América do Sul.

“Nossa visão não se limita a contribuir com a substituição dos ônibus movidos a diesel por [veículos] elétricos. Queremos viabilizar e impulsionar projetos integrados, que incluam os ônibus e toda a infraestrutura elétrica com energia renovável, numa plataforma inteligente que permita a gestão otimizada da carga”.

Francisco Scroffa, responsável pela Enel X no Brasil

Com o grande potencial energético brasileiro e com a presença de diversas montadoras no país, a Enel X já encaminha os primeiros passos para iniciar o serviço de mobilidade elétrica em solo nacional.

“Acredito que nos próximos meses vamos conseguir anunciar os primeiros programas. Com as soluções que temos apresentado, a conta está fechando, ou seja, não vai ser necessário que os operadores ou mesmo que o Estado tenham de arcar com custos adicionais para disponibilizar os ônibus elétricos para a população”

Francisco Scroffa

Pesquisa internacional mostra relevância de serviços de mobilidade

A consultoria internacional de inovação, R/GA, divulgou essa semana dados interessantes que mostram não só o contexto atual, mas indicam o futuro próximo da mobilidade urbana.

As informações foram publicada no site da Época Negócios.

Segundo o relatório Future of Mobility, no Brasil, dois em cada três proprietários de automóveis se dizem dispostos a, nos próximos dez anos, trocar o carro próprio por serviços de mobilidade.

Além disso, para 90% dos brasileiros, automóvel é sinônimo de liberdade. 75% deles, porém, gostariam de dirigir menos.

A aderência dos aplicativos e serviços que oferecem alternativas de transporte ao público no Brasil não é nenhum segredo. Não à toa, o país figura no pódio dos maiores mercados da Uber em todo mundo.

O estudo ainda mostra que quase 90% dos proprietários de veículos, em todo o mundo, incluindo aqueles em áreas rurais e nos subúrbios, querem experimentar novas opções de transporte. As duas barreiras são, conforme relato dos entrevistados, “falta de disponibilidade na minha área” (35%) e “problemas de segurança” (35%).

A tendência é que cada vez mais pessoas recorram a serviços do tipo em suas rotinas, principalmente na medida que os aplicativos vão se adaptando às necessidades e características do público. Especificamente no Brasil, temos acompanhado o sucesso recente de aplicativos de transporte regionais.

O futuro da mobilidade exige investimento em infraestrutura e acesso ao MaaS (sigla em inglês para ‘Serviços de Mobilidade’).

Ashish Prashar, diretor global de marketing da R/GA