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inDriver: o que é e como funciona?

logotipo inDriver

O inDriver é um aplicativo de transporte russo em atuação no Brasil, em que passageiros e motoristas podem negociar o preço da corrida.

Publicado em 25/08/2020 – Atualizado em 22/06/2021

Apesar da Uber possuir parte significativa do mercado de transporte por aplicativo no Brasil, a cada ano novas empresas vão surgindo para competir com a gigante dos Estados Unidos.

Cada uma buscando seu diferencial, seja com funcionalidades, seja com preços e formas de atuação.

Uma dessas competidoras é a inDriver, um aplicativo de transporte russo que tem como seu grande diferencial permitir que motoristas e passageiros negociem o preço da corrida.

A história da inDriver

A empresa nasceu na cidade de Yakutsk, na região da Sibéria, considerada a cidade mais fria do mundo.

Segundo o site da Indriver, em uma dessas noites frias, mais precisamente no ano novo de 2012, o termômetro chegou a marcar -45°C. Com a alta procura por serviços de transporte, as tarifas de táxi ficaram 50% mais caras.

Vendo a revolta da população com o ocorrido, universitários locais iniciaram um grupo chamado “Motoristas independentes, indrivers”, dentro de uma rede social do país.

O grupo funcionava de forma parecida com a que a inDriver é hoje. Uma pessoa escrevia falando que precisava ir de um ponto A a um ponto B e estava disposta a pagar X rublos, a moeda local.

Então, os motoristas entravam em contato para aceitar ou negociar um novo preço.

A empresa conta que, em seis meses, mais de 60 mil pessoas se juntaram ao grupo. Um ano depois, a empresa Sinet adquiriu o grupo e desenvolveu a tecnologia para transformá-lo em um aplicativo.

“Foi assim que o inDriver nasceu, desde o início, um aplicativo que vai contra as imposições de serviços de transportes centralizados e manipuladores”, conta o site da empresa.

Além do transporte urbano de passageiros, o aplicativo também oferece:

  • Entregas;
  • Viagens interurbanas
  • Carga.
Banner "Crie um aplicativo de transporte ou entregas com a sua marca"

A missão da empresa

Segundo o site da inDriver, a missão da empresa é devolver o poder para as mãos de passageiros e motoristas, através de um modelo de ganha-ganha para ambos os lados.

“O inDriver funciona tanto em cidades pequenas com uma população de 7 ou 8 mil habitantes, muitas vezes com Internet fraca e sem mapas no local, como também em grandes cidades com o mais alto nível de concorrência. O inDriver se adapta com sucesso às necessidades das pessoas de qualquer região. Atualmente, o inDriver é um dos 5 melhores aplicativos de transporte de passageiros no mundo. A empresa continua sua ativa expansão internacional, permitindo que mais e mais usuários determinem termos ideais de viagens e protegendo-os cada vez mais da manipulação de preços”.

Transporte Urbano de Passageiros (Cidade)

O principal produto da inDriver é justamente o transporte urbano de passageiros via aplicativo, tal como Uber e 99.

Segundo a empresa, eles estão presentes em mais de 450 cidades de 33 países do mundo.

Ao todo, já foram realizados mais de 1 bilhão de viagens pelo app, que já transportou mais de 80 milhões de passageiros.

O grande diferencial do aplicativo, como já falamos, é a possibilidade do passageiro oferecer um preço e o motorista poder negociar.

Como funciona o inDriver para o passageiro?

Para os passageiros que desejam utilizar o aplicativo, basta baixá-lo na Play Store, para celulares Android, ou na Apple Store, para iPhones.

Após instalar o app no seu celular, o passageiro começa a realizar um breve cadastro. Inicialmente, o aplicativo pede algumas autorizações padrões para acessar as informações de mapas, por exemplo.

Em seguida ele pede a confirmação da cidade e de como você deseja utilizar o aplicativo, ou seja, como motorista ou como passageiros.

De informações pessoais, ele vai exigir o número do CPF e data de nascimento. Também é possível colocar uma foto.

Com o cadastro realizado, o passageiro já pode solicitar uma corrida. Para isso, basta inserir o endereço de partida, chegada e a oferta para o motorista.

Automaticamente, o inDriver passa uma sugestão de preço, mas que pode ser alterada. Além disso, é possível adicionar informações para o motorista.

Só há três formas de pagamento, dinheiro, maquininha de cartão ou Pix. Assim, ao contrário de Uber e 99, não há pagamento via app.

A empresa explica que isso torna as viagens mais lucrativas para os motoristas, já que exclui as comissões bancárias.

Ao solicitar a corrida, as ofertas começam a ser enviadas para os motoristas. No celular do passageiro, começa a surgir contra-propostas ou aceites dos motoristas. Então, cabe ao passageiro aceitar ou não.

Segundo a empresa, as viagens da inDriver são, em média, 20% mais baratas do que as dos outros apps e, em algumas cidades maiores, o serviço aponta um preço médio da rota para orientar os passageiros.

Ela também conta com um preço mínimo, que varia de cidade para cidade.

Em São Paulo, por exemplo, o passageiro não pode oferecer um valor menor do que R$ 5.

Captura de tela do aplicativo indriver

Como funciona o inDriver para o motorista?

Também ao contrário da Uber e 99, o aplicativo da inDriver para o motorista é o mesmo para passageiro.

Logo após a instalação, o app pergunta se deseja utilizá-lo no modo passageiro ou motorista.

A qualquer momento, o usuário pode alterar o modo de utilização do aplicativo.

Os documentos exigidos para um motorista inDriver são:

  • Foto;
  • Foto do veículo;
  • CRV (Certificado de Registro do Veículo);
  • Carteira de motorista;
  • Certidão de antecedentes criminais, foto de conta válida em outro aplicativo de transporte ou licença para taxista.

Em seguida, o motorista cadastra a marca e o modelo do veículo, além da placa do carro.

Ao contrário do passageiro, a foto para o motorista é obrigatória.

O cadastro demora, em média, de 3 a 5 minutos para ser feito. Em seguida basta enviar para empresa e aguardar o retorno.

As ofertas de corridas aparecem nesse formato para o motorista, que pode realizar uma contraproposta.

Segundo a inDriver, a taxa da empresa não passa de 9,5% do valor da corrida. Além disso, como não há a opção de pagamento pelo app, o valor vai instantaneamente para o motorista, que pode receber em dinheiro ou através de uma maquininha de cartão.

A empresa também trabalha com um sistema de prioridade para motoristas melhores avaliados. “A prioridade depende das avaliações feitas pelos passageiros ao final das viagens (…) também é determinada por fatores como o número de pedidos atendidos, o número de estrelas na avaliação, assim como pelas reclamações recebidas. Atenda mais pedidos, obtenha mais avaliações, e sua prioridade aumentará”.

Entregas

Além do serviço de transporte de passageiros, a inDriver oferece também entregas, em um modelo semelhante ao da Uber Flash e da 99Entrega.

A diferença é que, assim como no serviço de transporte, o cliente e o entregador também podem negociar o preço.

A exigência é que a mercadoria tenha no máximo 20 Kg.

Captura de tela do site da indriver
Imagem do site da Indriver apresentando o serviço de entregas do aplicativo.

Para enviar uma entrega, basta o estabelecimento abrir o aplicativo, indicar a rota, oferecer o preço e aguardar o entregador mais próximo aceitar ou fazer uma contraproposta.

Interurbano

Outro diferencial do aplicativo da inDriver é o serviço interurbano de transporte de passageiros.

Ele funciona no estilo do Blablacar e, assim como os outros serviços da inDriver, o passageiro especifica quanto deseja pagar e recebe as contrapropostas dos motoristas.

Através do aplicativo, o passageiro consegue ver todas as propostas disponíveis e, então, pode aceitar aquela que preferir.

Para se cadastrar, o motorista precisa dirigir há 3 anos veículos da categoria B (carros) ou há 5 anos no caso de veículos da categoria D (ônibus e micro-ônibus).

O pagamento é feito após o fim da viagem e, assim como em todos os serviços da inDriver, fora do aplicativo, ou seja, dinheiro, cartão na maquininha ou qualquer outra forma que não seja dentro do app.

Carga

Por fim, a inDriver também oferece serviços de transporte de cargas maiores.

Para se inscrever, o caminhoneiro deve descrever em detalhes o veículo e indicar o preço do serviço.

Onde o aplicativo opera?

Atualmente, o inDriver está presente em mais de 450 cidades de 33 países no mundo, são eles:

  • Rússia
  • Brasil;
  • México;
  • Cazaquistão;
  • Colômbia;
  • Chile;
  • Equador;
  • Índia;
  • Peru;
  • El Salvador;
  • Bolívia;
  • Indonésia;
  • Honduras;
  • Guatemala;
  • Costa Rica;
  • Tailândia;
  • Panamá;
  • Tanzânia;
  • República Dominicana;
  • África do Sul;
  • Senegal;
  • Filipinas;
  • Malásia;
  • Quirguistão;
  • Uzbequistão;
  • Armênia;
  • Botswana;
  • Nicarágua;
  • Quênia;
  • Nigéria;
  • Uganda;
  • Marrocos;
  • Paquistão.

No Brasil, ela está disponível em cerca de 30 cidades, como:

  • João Pessoa;
  • Natal;
  • Teresina;
  • Aracaju;
  • Fortaleza;
  • São Luís;
  • Caruaru;
  • Feira de Santana;
  • Londrina;
  • Pelotas;
  • Goiânia;
  • Cuiabá;
  • Belém;
  • Macapá;
  • São José do Rio Preto;
  • Sorocaba;
  • Santos;
  • São José dos Campos;
  • Juiz de Fora

Ela também já opera nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

inDriver é seguro?

Por fim, um dos principais questionamento em relação ao inDriver são os aspectos de segurança para os usuários. Tanto para passageiros quanto motoristas.

Segundo a empresa, eles priorizam a segurança do passageiro ao realizar a verificação dos documentos dos motoristas, dar a possibilidade do próprio escolher quem irá atendê-lo e ainda poder compartilhar sua viagem em tempo real com um amigo ou familiar.

Para os motoristas, as críticas são muitas. Segundo o motorista de aplicativo e youtuber Fernando Dutra, o Floripa, a empresa não dispõe de ferramentas de segurança para os profissionais. “No quesito segurança, vejo a inDriver pior que Uber e 99”.

Além disso, para o Floripa, a ideia do aplicativo é boa, porém, deveria ter um piso justo. “Muitos motoristas não fazem conta e acabam trabalhando por valores irrisórios, pois o passageiros sempre vai querer pagar menos”.