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iFood: o principal aplicativo de food delivery do Brasil

Ilustração de um entregador, ao lado está escrito "ifood: o principal aplicativo de food delivery do Brasil"

O iFood é o aplicativo mais usado pelos brasileiros para solicitar refeições. Recentemente, o app bateu a impressionante marca de mais 30 milhões de pedidos em um só mês.

Se você já solicitou uma refeição via aplicativo, é muito provável que tenha utilizado o iFood.

Afinal, segundo pesquisa da consultoria CVA Solutions, com quase 3 mil pesquisados em 12 cidades brasileiras, 71% dos entrevistados afirmaram que o iFood é o aplicativo mais usado para solicitar comida.

Em comparação aos outros players do mercado, o app brasileiro está bem na frente. O segundo colocado é o Uber Eats, com 18% de preferência, seguida pela Rappi com 5% e a 99food com 2%.

A realidade é que o iFood virou sinônimo de food delivery no Brasil, e não é à toa, seus números impressionam.

Apesar da tendência de alta já há alguns anos, foi durante a pandemia que o aplicativo da empresa campineira Movile viu seus números cresceram exponencialmente.

Segundo dados da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, o iFood foi o app de compras que mais cresceu durante o início da pandemia.

Junto ao crescimento, aparecem novos desafios.

A história do iFood

Segundo o site institucional do iFood, a empresa nasceu em 2011 e longe dos meios digitais.

O embrião daquilo que se tornaria o principal aplicativo de food delivery do Brasil foi o Disk Cook, um guia impresso de cardápios, que conectava clientes a uma central telefônica. O usuário ligava e fazia o pedido.

Porém, um ano depois, o serviço foi transferido para os meios digitais, com um aplicativo e um site.

Foi então que apareceu o grupo Moville, uma das principais redes de empresas de tecnologia do Brasil, que em 2012 realizou um importante aporte financeiro no projeto.

A partir daí, o iFood passou a crescer mais a cada ano e, em 2015, bateu seu primeiro milhão de pedidos em um só mês.

Esse número, hoje, parece pouco para a quantidade de entregas recebidas mensalmente pelo app.

No ano seguinte ao bater a marca de um milhão de pedidos mensais, o iFood já estava realizando 2,8 milhões. Uma ano depois, esse número já era de 6,1 milhões. Em 2018, 13 milhões. Em 2019, 20 milhões.

No entanto, 2020 parece ser o ano da maior virada da história do iFood. Segundo a própria empresa já são nada mais, nada menos que 39 milhões de entregas por mês.

Números do iFood

Com o passar dos anos, é fácil observar o crescimento dos números da empresa.

Afinal, como já falamos, em cerca de cinco anos, o iFood passou de um milhão de pedidos mensais para a incrível marca de 39 milhões.

Atualmente, a empresa está disponível em mais de 1,7 mil municípios do Brasil.

Vale lembrar, que esse é o número total dos locais em que o iFood disponibiliza algum dos seus serviços. Na maior parte dos municípios, o iFood está disponível apenas no plano básico, aquele em que o restaurante vende pelo app, mas precisa entregar com uma frota própria ou uma empresa de motoboys terceirizada.

No caso do plano Entrega, o iFood está disponível apenas em 134 regiões do país, que não são 134 municípios. Afinal, em metrópoles como Rio e São Paulo, o iFood separa por regiões específicas da cidade, como Zona Sul, Ilha do Governador e assim por diante.

Falando em entregadores, o iFood tem cadastrados em sua plataforma 400 mil entregadores. Desse número, 150 mil são entregadores cadastrados na própria plataforma, ou seja, estão aptos a receber pedidos dos cliente do plano Entregas, e 250 mil são cadastrados fixos dos restaurantes.

Aliás, já são mais de 200 mil restaurantes cadastrados.

Quais são as soluções do iFood?

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, o iFood não oferece apenas um marketplace ou uma plataforma de entregas.

Como empresa, o iFood também oferece outras soluções, que são:

  • Loop: serviço de compras de refeições baratas com antecedência;
  • Mercado: serviço de compras de supermercado pelo app;
  • Shop: compras de insumos para restaurantes;
  • Empresas: pagamento corporativo de refeições pelo app;
  • Refeição: o vale-refeição do app;
  • Card: cartão presente para refeições dentro do app;
  • Box: compra de refeições via box, em que o cliente faz a retirada usando um código.

O que significa iFood?

A palavra iFood é a junção da letra i, que remete a tecnologia, inovação e/ou internet, com Food, do inglês, comida.

Não à toa, a empresa se declara como uma Food Tech, ou seja, uma empresa que usa a tecnologia para resolver os desafios do mercado de alimentação.

Uma das recentes inovações foi o uso de drones para entregas. O projeto, realizado em parceria com uma empresa brasileira do setor, terá seu piloto na cidade de Campinas, interior de São Paulo, e conectará um pequeno trecho da logística de entregas do aplicativo em um shopping local.

Como funciona o iFood?

Como já falamos no artigo sobre a 99food, o mercado de entregas via aplicativo funciona no tripé: cliente, entregador e restaurante.

Dessa forma, vamos falar como a plataforma funciona para cada parte desse sistema.

Para restaurante

É importante relembrar que o iFood possui dois planos:

  • Básico: apenas com marketplace;
  • Entregas: Marketplace e entregas.

Como falamos anteriormente, o plano entregas funciona apenas em 134 regiões do país. No entanto, o iFood está disponível em mais 1,7 mil municípios brasileiros.

Dessa forma, devemos explicar como funciona separadamente cada plano.

Os estabelecimentos que assinam o plano básico, pagam uma taxa de12% sobre o valor de todos os pedidos e mais 3,5% em pedidos com pagamento via iFood.

Além disso, caso o local fature mais de 1,8 mil reais por mês, é cobrada uma mensalidade de 100 reais.

No plano entregas, o estabelecimento paga uma taxa de 27% sobre o valor de todos os pedidos e, caso fature mais de 1,8 mil reais no mês, uma mensalidade de 130 reais.

Para fazer o cadastro do restaurante, basta acessar o site https://restaurante.ifood.com.br/restaurante.

Por lá, o proprietário do estabelecimento envia as informações para o iFood e realiza a assinatura do contrato online. Em seguida, ele configura o restaurante dentro da plataforma, informando dados do cardápio, pagamento e horário de funcionamento.

Além disso, é dado um treinamento online sobre a ferramenta, chamada de gestor de pedidos.

O iFood ainda informa que para operar na plataforma é necessário:

  • CNPJ válido e CNAE no ramo alimentício;
  • Conta bancária vinculada ao CNPJ (ou ao responsável legal, em caso de MEI);
  • Computador com Windows (a partir do 7) ou celular Android;
  • Internet para receber os pedidos.

Para entregador

Para os entregadores, o cadastro no iFood é realizado através do aplicativo “iFood para entregadores”, disponível na Play Store.

Primeiramente, é solicitado um cadastro com dados simples, como CPF, nome, e-mail e senha. Nesse momento, ele também realiza o aceite dos termos de uso.

Em seguida, o entregador informa se ele será móvel ou fixo, ou seja, se atenderá apenas um estabelecimento ou ficará à disposição dos restaurantes do plano entregas.

Além disso, ele informa a região em que irá atuar e com que veículo será feita a entrega.

Durante o cadastro, é solicitado:

  • Foto do rosto;
  • Contato de emergência;
  • Foto da CNH;
  • Dados bancários.

Após ser aprovado, o entregador está apto para trabalhar pela plataforma.

Segundo o iFood, em maio de 2020, um entregador ganhou em média R$ 22,98 por hora trabalhada e R$ 9,77 por hora logada.

Ao contrário dos aplicativos de transporte, a empresa não abre os valores das suas tarifas.

As únicas informações que o iFood passa em seu site, em relação aos ganhos dos entregadores, é que o valor mínimo da entrega é de 5 reais.

Além disso, eles falam que o cálculo da tarifa é feito baseado na seguinte conta: retirada do pedido no restaurante + entrega para o cliente + distância rodada. E o valor pode variar de acordo com:

  • O número de pedidos, caso haja agrupamento;
  • O perfil da cidade;
  • A hora e dia da semana;
  • O modal (carro, moto, patinete ou bicicleta).

Os repasses são realizados semanalmente, às sextas até 20h, calculados de acordo com os ganhos de segunda à domingo.

Para o cliente

Para os clientes, o iFood não tem muito mistério.

É possível baixar o aplicativo na Play Store, para Android, e na Apple Store, para IOS.

Com o aplicativo baixado, basta selecionar o restaurante de sua preferência e realizar os pedidos.

Geralmente, o aplicativo oferece cupons de desconto para os primeiros pedidos, além de promoções-relâmpago para incentivar o uso do app.

Também é possível filtrar o restaurante por tempo de entrega, preço, categoria do alimento, formas de pagamentos e muito mais.

Aliás, falando sobre formas de pagamentos, o iFood disponibiliza diversas opções para o cliente pagar tanto na hora da entrega quanto pelo próprio app.

Para saber em quais cidades o serviço está disponível, consulte o site da empresa.