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A história do Mercado Livre

Ilustração de uma tela de computador aberta em um site de vendas, ao lado está escrito "A história do mercado livre"

Conheça a história do Mercado Livre, a maior plataforma de e-commerce da América Latina.

O Mercado Livre foi fundado em 1999 pelo argentino Marcos Galperin e pelo brasileiro Stelleo Tolda. 

O projeto do e-commerce começou a ser desenvolvido dois anos antes, quando Galperin estagiava na norte-americana JPMorgan Chase – uma grande companhia de finanças.

Graças ao sucesso do Mercado Livre, Galperin está incluído na lista de bilionários da Forbes, com uma fortuna estimada em cerca de 4,2 bilhões de dólares.

Após receber financiamento de empresas como o Banco Santander, a própria JPMorgan, Goldman Sachs, entre outros, Galperin se uniu a Tolda e o Mercado Livre nasceu. 

No primeiro ano, as operações já começaram em quatro países: Argentina, Brasil, México e Uruguai, respectivamente.

Atualmente, a plataforma opera em 18 países. De acordo com Tolda, o Brasil é o principal mercado da empresa, representando 60% do volume total.

Mapa de presença do Mercado Livre
Imagem: Mercado Livre/Site

Em setembro de 2001, o eBay – um dos maiores marketplaces do mundo – comprou 19,5% do Mercado Livre. 15 anos depois, em 2016, a empresa norte-americana vendeu suas ações por 925 milhões de dólares

Em 2007, a empresa abriu capital na Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotations), uma das bolsas de Nova York voltadas principalmente para empresas do setor de tecnologia. 

Em  2020, a empresa contava com quase 2000 colaboradores no Brasil, sem contar os terceiros que utilizam a plataforma como marketplace – esses somam mais de 111 mil pessoas. 

Marcos Galperin

Galperin nasceu em 1971 em uma família abastada e desde sempre teve o empreendedorismo presente em sua vida pois seus familiares eram donos da Sadesa – gigante empresa produtora de couro.

Depois de se formar no colégio, Marcos Galperin foi morar nos Estados Unidos, onde passou a estudar na Wharton School – um departamento vinculado à Universidade da Pensilvânia.

Além de aprender tudo sobre o mundo dos negócios, Galperin começou, também, a criar sua rede de networking, ou seja, relacionamentos comerciais. Foi na universidade que ele conheceu José Estenssoro, herdeiro da YPF, estatal petroleira argentina. Ao terminar a graduação, Galperin trabalhou na empresa.

Três anos depois, resolveu sair deste emprego e retornar aos Estados Unidos para realizar um MBA (Master of Business Administration), isto é, uma pós-graduação voltada para administradores que desejam atuar com gestão de empresas e projetos. O local escolhido foi a Universidade de Stanford.

Durante os estudos, Galperin estagiou na JPMorgan Chase. Neste momento começou a desenvolver o projeto que se tornaria o Mercado Livre.

Como tratado na introdução, Galperin conseguiu grandes investimentos para a empresa neste período. Jack McDonald, seu professor no MBA, foi um dos responsáveis por ajudar neste processo e conseguir contatos.

Ao completar a etapa de financiamento, Galperin finalmente poderia tirar a ideia do papel e torná-la prática. Assim, uniu-se ao brasileiro Stelleo Tolda e deu início ao Mercado Livre.

Stelleo Tolda

Diferente de Galperin, Tolda cresceu em uma família de classe média do Rio de Janeiro. Menos glamour, mas ainda muito privilegiado. Seu pai, português, era sócio da Modern Sound, loja de discos localizada em Copacabana (RJ).

Estudou em um colégio americano e, depois, se graduou em Engenharia pela Universidade de Stanford, no Vale do Silício.

Tolda, de 48 anos, é carioca, vice-presidente do Mercado Livre e comanda, basicamente, os lucros da empresa. Até o início de 2020 ele era o número 2 – abaixo de Galperin -, sendo, assim, o COO (Chief Operating Officer), ou seja, diretor de operações.

Contudo, em fevereiro do ano passado, Galperin renunciou à presidência, deixando, dessa forma, de ser o CEO do Mercado Livre. Tolda passou, então, a presidir a empresa, mas continua com suas funções na diretoria de operações no Brasil.

Fica sob a responsabilidade dele a operação da empresa nos 18 países em que opera. 

Ecossistema do Mercado Livre
Imagem: Mercado Livre/Site

Mercado Pago

Em 2014, a empresa começou a explorar o setor de pagamentos e, assim, surgiu o Mercado Pago. 

Por meio dele, as lojas que vendem através do Mercado Livre podem receber pagamentos via maquininha de cartão ou online. 

Atualmente, o Brasil é o país que mais utiliza a ferramenta. Ao todo são mais de 150 milhões de usuários em toda América Latina e 10 mil empresas.

É possível realizar pagamentos por boleto bancário ou por cartão de débito e crédito de diferentes bandeiras.

Uma das características mais marcantes da ferramenta é o alto índice de segurança que conta com análises de fraude de grande rendimento. 

Mercado Envios

Além do marketplace e do setor de pagamentos, o Mercado Livre passou a investir também em entregas por meio do Mercado Envios. 

Antes, o vendedor precisava combinar com o comprador a forma de entrega dos produtos. Agora, esse processo não precisa ser feito individualmente, o que otimiza as vendas.

Assim como no Mercado Pago, a funcionalidade também visa fornecer mais seguranças para os envolvidos. Uma das vantagens é o ressarcimento do valor pago pelo consumidor em caso de extravio do produto.

Com o Mercado Envios, o vendedor pode receber o pagamento em até seis dias depois do produto ser entregue ao comprador. 

Para o comprador, nada muda e nenhum valor extra é cobrado. Basta que o vendedor gere uma etiqueta do Mercado Envios, preencha os dados e envie normalmente pelos Correios.

O Mercado Envios também oferece ao vendedor a opção de frete grátis em troca de mais exposição dentro do marketplace. Nesse caso, o lojista paga 50% do valor e o Mercado Livre arca com a outra metade.

Para despachar encomendas nesta categoria, o vendedor precisa cumprir alguns requisitos como, por exemplo, enviar a encomenda em até 24h após o pagamento (exceto em casos de itens sob encomenda, desde que o tempo de fabricação do produto esteja especificado no anúncio e seja cumprido).

Mercado Livre Ads

Outro setor explorado pelo Mercado Livre é o da publicidade, por meio do Mercado Livre Ads. 

Os anúncios são guiados pelo comportamento do consumidor, ou seja, a pessoa recebe a publicidade de acordo com suas buscas, compras e interesses.

Assim, quando o vendedor for anunciar seu produto ou serviço, ele poderá escolher em quais deles pretende adicionar campanhas. 

Depois, basta definir um orçamento diário e pagar por clique. O anunciante pode determinar um número máximo de cliques diários. Quando esse limite é atingido, a publicidade deixa de ser exibida. 

A plataforma Ads informa para o anunciante informações relevantes como: quantidade de cliques, impressões (quantas vezes o anúncio foi exibido nas buscas), vendas diretas e indiretas e investimento. 

Os anúncios do Mercado Livre Ads podem ser veiculados dentro do próprio site como resultado de busca dos usuários ou dentro de lojas de terceiros (quando o comprador visita a página de outro vendedor e o anúncio aparece em forma de banner).

Mercado Shops

Por último, há ainda a categoria Mercado Shops. Apesar de ser integrada ao Mercado Livre, essa modalidade permite que o vendedor comercialize seus produtos fora do marketplace. 

O Shops permite que a loja monte seu próprio e-commerce. No mais, tudo que for anunciado lá aparece automaticamente no Mercado Livre. As tarifas são as mesmas das vendas patrocinadas no marketplace comum.

Se o vendedor já atua no Mercado Livre, ele não precisa criar uma conta do zero para anunciar no Shops, uma vez que as contas são vinculadas.

Diferente da plataforma “oficial” do Mercado Livre, o Shops busca dar mais personalidade às lojas. Ele oferece nove templates. Apesar de ser pré-moldado e não permitir muitas alterações, o vendedor pode alterar a paleta de cores e adicionar imagens, textos e ícones.