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Loggi: a história do principal app de entregas do Brasil

Ilustração de um motoboy transportando itens alimentícios, ao lado está escrito: a história do principal app de entregas do Brasil

A história da Loggi marca um processo de revolução no mercado de entregas no país, utilizando tecnologia para conectar clientes, empresas e entregadores.

No início de junho de 2020, o Google apresentou um estudo no Brazil at Silicon Valley no qual analisou o momento da economia brasileira, principalmente no que diz respeito à inovação.

A análise mostrou, ainda, quais foram as startups mais procuradas durante a pandemia da Covid-19. O estudo foi feito com base no volume de pesquisas no buscador.

Com a impossibilidade de frequentar bares e restaurantes, ou até mesmo realizar compras em estabelecimentos comerciais, a procura por delivery cresceu 30% entre os meses de março e abril.

Entre as startups que aumentaram seu volume de pesquisa se destacam: iFood, Liv Up, Rappi e Loggi. A última, inclusive, teve aumento de 94% em suas buscas.

Por meio do Google Trends, a plataforma do Google para análise de dados de pesquisa, é possível ver que em junho de 2020, a empresa teve seu maior volume de buscas na história. Com uma forte tendência de alta desde o início da pandemia.

Assim, na medida em que os olhos dos brasileiros vão se voltando para a Loggi, vamos descobrir um pouco da história dessa empresa, que revolucionou a forma de solicitar um motoboy.

A História da Loggi

Em entrevista ao portal StartSe, o fundador da Loggi, Fabien Mendez, destrinchou sua história e da empresa que fundou e preside até hoje.

O francês nasceu no pequeno vilarejo de Le Bosc, na Riviera Francesa, mas foi morar na Espanha durante sua adolescência.

No entanto, anos depois, retornou ao seu país natal, mas precisamente para capital Paris, em que foi estudar Direito e Economia.

Ainda na capital francesa, Fabien começou a trabalhar como analista de fusões e aquisições na J.P Morgan, uma das principais consultorias financeiras do mundo.

Oriundo do mercado financeiro, foi graças a um emprego que veio morar e começar a empreender no Brasil.

Apesar disso, o país não era novidade para Fabien, que anos antes havia se encantado com a famosa capa da revista The Economist, em que o Cristo Redentor aparecia decolando como um foguete. Além disso, o francês havia feito intercâmbio pela Fundação Getúlio Vargas.

SAO PAULO ECONOMIA NEGOCIOS Capa da 'Economist' cristo redentor  FOTO REPRODUCAO
SAO PAULO ECONOMIA NEGOCIOS Capa da ‘Economist’ cristo redentor FOTO REPRODUCAO

Contratado como executivo da BNP Paribas, maior banco de investimento da França, desembarcou na capital paulista como funcionário, mas tempo depois decidiu abrir seu próprio negócio.

Curiosamente, apostou no mercado de transporte de passageiros por aplicativo, com o app GoJames. No entanto, em um país que até então nem a Uber atuava e a regulamentação era praticamente inexistente, o negócio não durou muito. Porém, ficou a enorme vontade de empreender.

O momento da virada

Era junho de 2013 e o país vivia uma crise política e econômica. Tal cenário aliado a um empreendimento mal sucedido seria o conjunto necessário para muitas pessoas desistirem de empreender. Mas Mendez não pensou assim.

Segundo o blog da Loggi, ao observar o intenso fluxo de motoboys no país e as falhas na organização e no processo de entrega como um todo, decidiu investir no ramo para otimizar a operação.

Junto ao desejo de melhorar o sistema de entregas, veio a regulamentação da profissão, que fez com que os motoboys precisassem atender a mais critérios para trabalhar.

Além disso, apesar da situação financeira do país, naquele momento houve uma expansão de smartphones com preço acessível, o que aumentou o acesso não só à internet, mas também a aplicativos e funcionalidades online para as classes mais baixas. E foi aí que a Loggi nasceu.

Assim, o app passou a facilitar a vida de pessoas físicas ou jurídicas. Basta baixar o aplicativo, encontrar um mensageiro disponível e dar todas as instruções para entrega ou retirada de pacotes, encomendas ou documentos.

Hoje, sete anos após a criação, a Loggi conta com mais de 2.500 motoboys em quatro estados e segue em expansão mesmo durante a pandemia. Uma visão à frente do tempo que trouxe benefícios a longo prazo.

Em matéria da revista Veja, em julho de 2019, a empresa dizia realizar 100 mil entregas diárias, com projeto de bater 5 milhões até o final de 2022, conectando 95% dos brasileiros.

Além disso, está presente em 36 municípios do país, o que representa 35% da população e 70% do e-commerce nacional,.

Loggi: um aplicativo de delivery?

No mercado de entregas, dividimos os aplicativos entre os que possuem o marketplace, ou seja, em que você pode realizar compras diretamente no app, que é o caso do iFood ou Rappi, e aqueles sem o marketplace, focados na entrega e transporte de mercadorias, como os apps que usam o módulo de entregas da Machine e a Loggi.

A própria empresa se declara como um aplicativo de entregas via motoboy. Ela funciona como uma intermediária que contecta clientes a um mensageiro.

Ao realizar o pedido, o cliente descreve o que o mensageiro deve fazer. Entre as opções estão retirar um documento, uma encomenda ou outra ação que deve ser especificada. 

Atualmente, a empresa tem foco em três públicos: escritórios, restaurantes e e-commerces.

Além disso, por meio do seu programa Leve, a empresa tenta expandir seu sistema de franquias pelo Brasil.