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Gaudium: a tecnologia impulsiona o mundo

Logo da Gaudium, ao lado está escrito "Gaudium: a tecnologia impulsiona o mundo".

A Gaudium é a empresa de tecnologia que criou a Machine, a principal plataforma para aplicativos de transporte e entregas do Brasil.

Em 1997, o cearense Bruno Muniz chegou ao Rio de Janeiro.

Formado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Ceará, ele chegava pra fazer mestrado em informática na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio).

Desde pequeno, já sabia para qual caminho queria seguir.

Aos 10 anos, já desenvolvia, nas linguagens Basic e Assembly, jogos e aplicativos no TK-2000, um dos primeiros computadores pessoais do Brasil. “Sempre fui apaixonado por tecnologia e por construir”.

Enquanto Bruno chegava ao Rio, o engenheiro eletrônico Ricardo Góes, que seria seu sócio anos mais tarde, estava nos seus últimos anos no Exército.

Formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Góes foi um dos responsáveis pela informatização dos sistemas do Comando da Primeira Região Militar.

Nascido e criado no Rio de Janeiro, se apaixonou pela tecnologia quando um amigo o ensinou uma linguagem de programação. “Achei incrível a possibilidade de se escrever algo, o computador executar e sair o resultado esperado”.

Em 1999, começaram a trabalhar juntos na Secretaria de Fazenda do estado do Rio de Janeiro.

Não demorou muito para virarem amigos, compartilhando a paixão por matemática, xadrez e, a maior de todas, tecnologia.

Nos anos que estiveram na secretaria, o sonho de empreender acabava surgindo entre uma conversa e outra.

Então, em 2006, começaram a organizar os primeiros projetos juntos.

Mas somente depois de 5 anos que tudo realmente saiu do papel.

Assim, surgia a Gaudium, a empresa que criou a Machine, principal plataforma do Brasil para empresas de transporte de passageiros e de entregas, e o Mr. Frete, catálogo online de empresas de entregas no Rio de Janeiro e São Paulo.

A Gaudium passou nos últimos meses por uma revolução.

Expandiu seu quadro de funcionários, criou novos produtos e se tornou nacional, com funcionários em diversas cidades do Brasil.

Dos projetos ao produto

Nos seus primeiros anos, a Gaudium fazia projetos de aplicativos, ou seja, o cliente aparecia com um projeto e a empresa desenvolvia apps de tudo quanto é tipo.

“A gente sabia que queria trabalhar com mobile, que era algo muito novo na época. Então, começamos a oferecer para os clientes (…) batemos muita perna”, relembra Góes.

“Esse momento de sair do zero é muito desafiador, ralação pura. É necessário muita atenção nas vendas e no caixa da empresa”, diz Bruno.

Nessa fase de “projetista”, a empresa ganhou visibilidade fazendo aplicativos de times de futebol, além de apps para grandes empresas de comunicação como o Lance e a Tv Bandeirantes.

No entanto, os fundadores sempre sonharam com um produto próprio na Gaudium. Algo que pudesse permitir impactar na vida de pessoas e empresas mais diretamente, e gerar receita recorrente para empresa sem depender de um projeto ou outro.

Segundo Bruno, o modelo de produto também busca resolver o problema de escalabilidade. “Quando a gente vende projeto, conseguimos trazer dinheiro mais rápido, mas chega uma hora que fica muito difícil de expandir”.

Góes lembra que, desde cedo, eles sabiam que a estratégia de vender projetos seria algo temporário e logo eles iriam atrás de um produto.

Foi então que começaram a fazer vários testes com produtos que imaginavam ser rentáveis. Nenhum deles era a Machine.

“Mas chegou um momento em que começamos a ter muitos pedidos de centrais de táxi para desenvolvermos um aplicativo. Naquela época, a 99 e a Easy Táxi começavam a surgir e as cooperativas sentiram a necessidade de ter um sistema próprio”, lembra Góes.

Assim, foi nascendo o Taxi Machine, Moto Machine e o Driver Machine, que juntos, em 2019, unificaram-se na Machine, uma tecnologia que permite empreendedores, cooperativas e sindicatos terem seus próprios aplicativos de transporte, independente da modalidade, carro particular, moto ou táxi.

“O começo foi muito interessante. Lançamos a Machine em setembro de 2013. Durante um tempo, a gente equilibrava nosso produto com os projetos que ainda chegavam. Mas, em 2015, quando ela começou a pagar as contas, vimos que era hora de focar 100% na nossa plataforma de transporte”, lembra Bruno.

Desde então, milhares de aplicativos de táxi, mototáxi, carro particular e, mais recentemente, entregas, foram criados com a tecnologia da Machine.

Em novembro de 2020, a plataforma bateu a marca de 100 milhões de solicitações em sua história.

2020: a pandemia e as entregas

Em 2020, a Gaudium crescia impulsionada por seus clientes de transporte.

Alguns, fora dos grandes centros do Brasil, conseguiam superar as multinacionais.

No entanto, em março deste ano, a pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o mundo e o coração do negócio da Gaudium.

Afinal, como uma empresa de tecnologia para mobilidade urbana consegue servir a um mundo que precisava se locomover o mínimo possível?

“Sabíamos que precisávamos fazer algo para ajudar nossos clientes. Então, agimos rápido para prestar esse socorro”.

A empresa disponibilizou créditos aos clientes, que durante 3 meses puderam usar em suas mensalidades.

No entanto, mesmo com o desafogo financeiro, era preciso ir além.

A resposta veio dos próprios clientes da Machine.

Mesmo com o produto voltado para transporte de passageiros, alguns clientes adaptavam a plataforma para oferecer serviços de entregas.

A equipe da empresa percebeu que a estrutura já estava lá e trabalhou rápido para lançar o Módulo de Entregas, uma plataforma de despacho para empresas de motoboy e estabelecimentos comerciais.

O sucesso foi imediato. Diante do aumento do mercado de delivery no Brasil, diversas centrais de motoboys viram a necessidade de usar a tecnologia para impulsionar seus negócios.

“Fomos perguntar para aqueles clientes que já usavam a plataforma para entregas, o que eles precisavam. Em 2 semanas, o módulo de entregas estava pronto”, conta Góes.

Pouco tempo depois de colocar o módulo de entregas no ar, surgia o Mr. Frete, um catálogo online de empresas de motoboy no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“O Mr. Frete apareceu para ajudar estabelecimentos comerciais a encontrarem empresas de motoboys e para as empresas de motoboys divulgarem seu trabalho”, explica Bruno.

Uma equipe nacional

Além dos novos produtos, a Gaudium passou por outras mudanças nos últimos meses.

Agora, a empresa é nacional e passou a trabalhar de forma remota, com funcionários em diversas cidades do Brasil.

Esse novo cenário apresenta um belo desafio para a empresa, que tem justamente a equipe como um dos seus pilares.

Góes lembra que quando a Gaudium tinha por volta de vinte funcionários, ele passou uma pesquisa para identificar quais valores eles identificavam na empresa.

A importância da equipe foi uma das mais lembradas.

“Com o trabalho remoto e, principalmente, no meio de uma pandemia, estamos criando alguns rituais para manter o espírito de grupo, mesmo à distância. Então, por exemplo, buscamos manter nossas câmeras sempre ligadas nas reuniões e agora criamos encontros para podermos ter uma conversa mais livre durante o expediente, como no cafezinho”, explica Bruno.

Para consultar as vagas abertas na Gaudium, confira o site carreiras.gaudium.com.br/

O futuro da Gaudium

Para 2021, a Gaudium foca cada vez mais na melhoria do seu produto.

Ainda em 2020, a equipe de tecnologia aumentou de tamanho e a expectativa é que a Machine avance cada vez mais.

“Na minha opinião estamos em dois mercados muito grandes: mobilidade e logística. São muitas oportunidade e problemas interessantes para resolver, vamos continuar nessa pegada, acho que nem temos noção ainda de quão longe podemos chegar”, diz Bruno.

Para Góes, está muito claro o que é preciso fazer para 2021, melhorar o produto e fortalecer a relação com o cliente.

Olhando mais para frente, os dois concordam que a expectativa é levar a Machine para outros lugares do mundo.

“Acho que podemos prover nossa tecnologia a nível mundial, sempre com foco de ser uma plataforma altamente customizada, para funcionar bem de acordo com as características de qualquer cidade do globo”.

Segundo Bruno, a Gaudium tem como vocação ser uma empresa mundial, que resolve problemas para o mercado de mobilidade e logística. “Sabemos que ainda temos muito arroz com feijão para comer aqui no Brasil, mas a expectativa é levar nosso produto para o mundo, sempre com muito pé no chão”.


A Machine é a principal tecnologia para criação de aplicativos de transporte e entregas do Brasil. Juntos, os apps desenvolvidos com nossa tecnologia já tiveram mais de 130 milhões de solicitações.