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Dropshipping: o que é e como funciona?

Na ilustração, um ciclo contendo uma loja, um caminhão e uma pessoa. Ao lado está escrito "Dropshipping: o que é e como funciona esse modelo de e-commerce?"

Dropshipping é a forma de comércio varejista eletrônico na qual o vendedor não tem estoque e atua como intermediário entre o fornecedor e o consumidor final

Segundo um relatório desenvolvido pela Mastercard SpendingPulse, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 75% em 2020 em comparação com o ano anterior. O destaque foi para o segundo trimestre do ano, isto é, entre março e maio, período que representou 48% deste aumento.

Apesar do “boom” gerado pela pandemia, o e-commerce já não era uma novidade entre os brasileiros — e sim uma tendência. 

Um levantamento da NZN Intelligence mostrou que ainda em 2019, 74% dos brasileiros já preferiam realizar compras online

Assim, investir no comércio eletrônico não é apenas uma oportunidade, mas uma necessidade de mercado.

Nesse cenário, existem diversas formas de operação para atender os mais variados negócios. Uma delas é o dropshipping.

O que é dropshipping e como funciona?

Dropshipping é o modelo de e-commerce no qual o lojista não possui estoque nenhum. Ele atua como uma “vitrine” ou como um intermediário entre o seu fornecedor e o consumidor final.

Assim, o lucro do empreendedor vem de uma porcentagem do valor recebido pelo fornecedor, uma vez que é o motivador da compra.

Nessa forma de atuação a responsabilidade do empreendedor é, em primeiro lugar, ter parceria com um fornecedor. Depois, seu foco passa a ser o marketing do e-commerce.

Vamos ilustrar: você quer criar um e-commerce de sapatos. O primeiro passo é criar uma loja virtual. Você pode criar um site próprio ou ter um dentro de alguma plataforma que faça integração automática com fornecedores.

Uma vez que não será necessário investir em estoque e custos operacionais de logística, o foco necessariamente precisa ser destinado para o marketing.

Após o consumidor finalizar a compra, o trabalho do dono da loja virtual não estará finalizado. Existem duas maneiras de prosseguir:

  1. Se você criou seu site dentro de uma plataforma que integra automaticamente sua loja à lista de produtos do fornecedor, as informações da negociação serão direcionadas ao fornecedor, que por sua vez ficará responsável pelo envio do produto ao cliente;
  2. Se você precisa importar a lista de produtos do fornecedor, talvez seja necessário enviar as ordens de compra para que o envio seja realizado.

Além disso, é fundamental ficar atento à “vitrine” da loja.

Em alguns casos, quando o produto não está mais disponível no estoque do fornecedor, ele automaticamente fica indisponível na loja dos parceiros.

Mas, também há casos em que os fornecedores atualizam seus estoques e cabe ao lojista atualizar manualmente o que está disponibilizando para os consumidores.

O pós-venda, ou seja, suporte, atendimento, possíveis trocas e devoluções também ficam a cargo do fornecedor nesse modelo de negócio. 

Alguns dos benefícios oferecidos pelo dropshipping são:

  • Menor investimento: para quem está começando a investir, um investimento alto pode ser um grande empecilho. Não precisar investir em estoque e armazenamento torna o empreendimento mais acessível. Além, é claro, da possibilidade de remanejar esses recursos para as estratégias de marketing;
  • Ter uma loja física se torna dispensável: ainda que capital para investimento não seja um problema, ter um espaço físico para armazenamento demanda burocracia e custos que nem todo empreendedor quer ter. O dropshipping permite que todo o negócio aconteça online.

Magazine Luiza e AliExpress

Magazine Luiza e AliExpress são exemplos de empresas que atuam com dropshipping. Enquanto o primeiro opera como intermediário, o segundo atua como fornecedor.

No terceiro trimestre de 2020, mais da metade do faturamento do Magazine Luiza veio do comércio eletrônico. A empresa atua de forma mista: com estoque próprio e de terceiros. Assim, dentro do marketplace do Magalu é possível comprar de fornecedores como Unilever, Ambev, Coca-Cola e P&G.

Já o AliExpress (maior marketplace internacional do mundo) e a Nuvemshop (maior plataforma de e-commerce da América Latina) firmaram recentemente uma parceria para que lojistas brasileiros possam criar suas lojas e vender produtos do AliExpress em solo nacional.

Criando a loja virtual dentro Nuvemshop, o lojista é conectado à lista de produtos vendidos pelo Grupo Alibaba, o dono do AliExpress.

Segundo Yan Di, gerente nacional da empresa no Brasil, a “meta é atender mais de 2 bilhões de consumidores pelo mundo e gerar 100 milhões de postos de trabalho”.


A Machine é a principal tecnologia para criação de aplicativos de transporte e entregas do Brasil. Juntos, os apps desenvolvidos com nossa tecnologia já tiveram mais de 130 milhões de solicitações.