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Como funciona o mercado de apps de entregas?

Entregador em uma bicicleta, ao lado está escrito: como funciona o mercado de apps dentrega?

Temos dois tipos de aplicativos no mercado de apps de entregas. Os que oferecem apenas o serviço de entregas e os que oferecem as entregas e o marketplace.

Segundo o portal Consumidor Moderno, em junho de 2019, o mercado de entregas por aplicativo crescia anualmente 20% no Brasil e 12% no mundo.

Potencializado pela vontade do consumidor, de realizar seu pedido no conforto do seu lar, e pela necessidade de empresários maximizarem suas vendas, os aplicativos de entregas conseguem juntar o útil ao agradável.

Em plena crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, os apps estão vivendo um dos seus períodos de maior demanda.

Segundo levantamento da RankMyAPP, empresa de inteligência de marketing e aquisição de aplicativos de celulares, em março de 2020, houve um aumento de 15% nos downloads de apps de entregas em relação a março de 2019.

Além disso, a pesquisa mostrou que os downloads do dia 1 de janeiro até 16 de março de 2020 representaram 61,3% do total do ano anterior.

Dessa forma, a tendência é que, até o fim dessa crise, os aplicativos de entrega mantenham a alta demanda pelo serviço.

Também não é de se duvidar que nascerão novos serviços de entregas, buscando ocupar vãos que esse mercado ainda oferece.

Se você pensa em investir nesse segmento, é bom ficar ligado no nosso artigo.

Vamos te explicar os dois tipos de aplicativos de entregas que existem e como você pode se encaixar.

Afinal, apesar de os nomes serem tão populares, muita gente ainda não entende como funciona esse mercado e quais as diferenças que existem em cada tipo de aplicativo.

Basicamente, o mercado de apps de entregas é dividido em dois tipos de aplicativos. Vamos chamá-los de aplicativos tipo iFood e aplicativos tipo Loggi.

Aplicativos tipo iFood

De certo, esses tipos de aplicativos são os mais populares entre os consumidores finais.

Afinal, eles oferecem uma plataforma que facilita a vida, principalmente, de quem solicita uma entrega.

Nessa categoria, os empresários cadastram seus estabelecimentos no aplicativo, deixando seu restaurante, lanchonete ou bar catalogados entre dezenas de outras opções que o consumidor final pode escolher.

Além do aplicativo que dá o nome a essa categoria, temos diversos outros, como Uber Eats, Rappi, James e 99 Food.

Cada um tem sua peculiaridade mas, basicamente, a forma de trabalhar é bem semelhante, oferecendo tanto o serviço de entregas, quanto o marketplace.

Como funcionam os apps tipo Ifood?

No caso do iFood, principal representante dessa categoria, o estabelecimento pode optar por dois tipos de planos: básico e entregas.

Segundo o site do aplicativo para restaurantes, no plano básico, o iFood disponibiliza apenas o marketplace, ou seja, a presença do estabelecimento no cardápio.

Nesse caso, o empresário paga uma mensalidade de R$ 100,00, caso venda mais de R$ 1.800,00 no mês com o iFood. Além disso, é descontado um valor de 12% no valor do pedido realizado na plataforma.

Caso ele tenha sido pago no cartão de crédito dentro do app, ainda é descontado uma taxa de 3,5%, referente a transação.

Porém, é sempre importante alertar que, nessa modalidade, a entrega é de responsabilidade do estabelecimento. Assim, além dos serviços do iFood, o empresário precisará organizar seu próprio sistema de entregas.

Isso não acontece no outro plano do app, o entregas.

Nesse caso, o serviço de delivery é realizado pelos entregadores do iFood.

A mensalidade é de R$ 130,00, também caso ele venda mais de R$ 1.800,00 no mês. Porém, a taxa é de 27% do valor da entrega.

O iFood explica que os estabelecimentos que queiram fazer parte do aplicativo devem ter CNPJ e um computador com Windows (a partir do 7) e acesso à internet para receber os pedidos.

O cadastro é feito através do site do aplicativo. Após a assinatura de um contrato digital, o empresário configura as informações do restaurante: horário de funcionamento, formas de pagamento, itens do cardápio etc.

Após isso, ele irá realizar um tour pela plataforma, em que o iFood vai explicar o funcionamento da ferramenta.

Vantagens para as empresas: divulgação e praticidade

As vantagens do modelo de negócio dos aplicativos tipo iFood são a divulgação que o próprio app acaba fazendo para o restaurante.

Seja por meio de campanha online ou ranqueando bem o estabelecimento no cardápio, um elogio comum que você vai ouvir de empresário da área é que essas empresas acabam dando visibilidade para esses negócios.

Segundo o iFood, o percentual médio de aumento do faturamento dos restaurantes parceiros após entrar na plataforma é de 50%.

Além disso, os estabelecimentos não precisam se preocupar em criar seu próprio serviço de entregas.

Desvantagens para as empresas: dificuldade de fidelização e altas taxas

Se por um lado, os estabelecimentos não precisam se preocupar em organizar seu serviço de entrega particular e podem contar com a divulgação do app, por outro, eles podem se tornar reféns dessas plataformas.

Ao entrar em um aplicativo como iFood, o cliente terá muitas opções de restaurantes para escolher. Dessa forma, para os donos de estabelecimentos, torna-se um desafio ainda maior fidelizar o cliente.

Isso sem contar nas taxas que podem acabar pensando no bolso, principalmente, dos pequenos bares e restaurantes.

Aplicativos tipo Loggi

A outra categoria de aplicativos de entrega são os apps tipo Loggi.

Ao contrário de iFood, Uber Eats e Rappi, eles são serviços voltados e especializados apenas na entrega da mercadoria.

Seu público-alvo, além de estabelecimentos alimentícios, são lojas virtuais e escritórios.

Assim, nessa categoria, o estabelecimento realiza uma parceria com o aplicativo para que ele faça as entregas dos produtos deles.

Dessa forma, o usuário final entra primeiro em contato com o estabelecimento que deseja realizar a compra. Então, o estabelecimento solicita um entregador do app.

Além da Loggi, temos a Juma Entregas, app que nasceu em Porto Velho, mas já prepara a expansão para o resto do Brasil.

Assim como a Juma, clientes que usam a plataforma da Machine podem lançar seus apps tipo Loggi e realizar serviços de entregas para empresas parceiras.

Como funcionam os apps tipo Loggi?

Diferente dos aplicativo tipo iFood, apps tipo Loggi, ou os que utilizam a plataforma Machine, não possuem um cardápio para o usuário final solicitar seu produto.

Nesse caso, como falamos anteriormente, os aplicativos e empresas firmam uma parceria.

Com a parceria firmada, o aplicativo disponibiliza uma plataforma de solicitação de entregas para a empresa parceira.

No caso dos clientes da Machine, uma plataforma semelhante à essa:

Plataforma da Machine

Assim, a empresa parceira solicita um entregador, podendo escolher a categoria, ou seja, o tipo de veículo em que a entrega será realizada, além da forma de pagamento.

Nesse mercado, é muito comum que o pagamento seja realizado de forma faturada. Assim, os entregadores realizam a entrega e a empresa parceira paga pelos serviços realizados durante um período acordado.

No caso da Loggi, a empresa diz não cobrar nenhum tipo de mensalidade, apenas o preço da entrega solicitada. Você pode ver os valores cobrados pela empresa no site.

Vantagens para as empresas: fidelização de cliente e taxas

Ao contrário de aplicativos tipo iFood, nessa categoria de apps, as empresas possuem contato direto com seus clientes finais.

Isso significa que não há intermediadores, o que possibilita às empresas fidelizares seus clientes com mais facilidade. Afinal, os apps vão realizar apenas o serviço de transporte.

Além disso, esses tipos de aplicativos costumam oferecer taxas mais vantajosas para os estabelecimentos, justamente por realizar apenas o frete.

Isso garante a pequenos e médios restaurantes, por exemplo, uma possibilidade de entrarem com mais facilidade no mercado de delivery.

Desvantagens para as empresas: dificuldade maior para o cliente

Curiosamente, no caso de apps tipo Loggi, a maior dificuldade é para o usuário final, não exatamente para a empresa.

Afinal, ele deverá escolher previamente qual o estabelecimento deseja fazer o pedido e não terá acesso a um cardápio de opções.

A empresa, por sua vez, deverá ter um meio de contato com o cliente, seja um telefone ou um Whatsapp, para que ele possa efetuar o pedido e, em seguida, realizar a solicitação da entrega.

Já pensou em lançar um aplicativo tipo Loggi?

Agora que você já entendeu melhor como funciona esse mercado, já pensou em fazer parte dele?

Com a tecnologia da Machine, além de lançar seu próprio aplicativo de transporte tipo Uber, você também pode realizar serviços de entregas para empresas parceiras, assim como faz a Loggi.


A Machine é a principal tecnologia para criação de aplicativos de transporte e entregas do Brasil. Juntos, os apps desenvolvidos com nossa tecnologia já tiveram mais de 130 milhões de solicitações.