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Sebrae: as principais causas de mortalidade das empresas

mulher olhando papeis na mesa

Em 2016, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgou um estudo sobre as principais causas de mortalidade das empresas.

Publicado em 12/08/2020 – Atualizado em 20/12/2021

O ramo do transporte particular de passageiros não é nada fácil.

Se para as gigantes multinacionais, como Uber e 99, a disputa já é feroz, para os pequenos serviços de transporte, os desafios são ainda maiores.

Por isso, para os empreendedores que desejam entrar nesse mercado, todo planejamento é importante.

Assim, nada melhor do que aprender, tanto com o que deu certo, quanto com o que já deu errado.

Para isso, o Sebrae faz um importante trabalho no auxílio a micro e pequenos negócios, coletando dados, fazendo análises e munindo os empreendedores com informações necessárias, para otimizar as chances de sucesso do negócio.

Um desses importantes trabalhos foi divulgado em 2016. O serviço fez um extenso estudo sobre a sobrevivência das empresas no Brasil.

De olho nesses números, é possível visualizar padrões e minimizar riscos, antes mesmo de colocar a sua empresa de transporte na rua.

Qual a causa de mortalidade das empresas no Brasil?

Segundo o Sebrae, não há uma única causa para as empresas quebrarem.

Nesse ponto, o estudo faz uma comparação bem interessante com os acidentes aéreos.

Para quem já acompanhou, ou já ouviu falar de uma investigação nesse setor, sabe que raramente um avião cai por um único motivo, mas sim por uma conjunção de fatores, que acaba resultando no desastre.

O próprio estuda cita que, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), os acidentes são resultados, em média, de 4,52 fatores.

Não é diferente em relação ao insucesso de uma empresa.

No entanto, é possível destacar quatro principais áreas:

  • Situação do empresário antes da abertura;
  • Planejamento dos negócios;
  • Capacitação em gestão empresarial;
  • Gestão do negócio em si.

Lembrando que a intenção, nem do Sebrae ao fazer a pesquisa, nem nossa ao divulgá-la, é te desanimar ou dizer que o seu negócio não vai dar certo.

Pelo contrário, o objetivo é que você possa identificar esses padrões e corrigir o que for possível.

Agora, vamos destrinchar cada tópico que o Sebrae destacou nas principais causas de mortalidade das empresas.

Captura de tela demonstrando as principais causas de mortalidade das empresas
Fonte: Sebrae/Divulgação

Situação do empresário antes da abertura

A realidade do empreendedor que decide abrir um negócio, nem sempre é mil maravilhas.

Melhor dizendo, nem sempre quem começa a empreender realiza por uma paixão ou vontade. Às vezes, o negócio é aberto por uma necessidade.

Assim, o Sebrae identificou que os empresários das empresas que faliram durante a pesquisa repetiam alguns padrões.

Desempregado

Ao realizar a pesquisa, o Sebrae observou que a situação dos empresários das empresas que obtiveram sucesso e daquelas que faliram.

Havia uma proporção maior de desempregados nos negócios que não foram para frente.

Enquanto nas empresas “sobreviventes”, 21% dos empresários estavam desempregados, naquelas que fecharam as portas, 30% estavam sem emprego.

Isso significa que, se você está desempregado, você não pode (ou não deve) abrir um negócio? De forma alguma, mas é um ponto de atenção que deve ser levado em conta. Não pelo fato em si, mas pelas consequências que isso pode ocasionar, a pressa de abrir o negócio e a falta de planejamento.

Falta de experiência no setor

Outro ponto que o Sebrae observou é que, nas empresas que faliram, havia um percentual maior de empresários que não tinham experiência prévia no setor do negócio.

Enquanto 71% dos empreendedores dos negócios que deram certo já haviam trabalhado no setor, nas empresas que faliram, esse número ia para 64%.

Motivação para abrir o negócio

Como falamos anteriormente, nem sempre o empreendedor abre o negócio por uma visão de oportunidade ou, até mesmo, vontade pessoal.

A pesquisa indicou que esse também é um fator diferenciador nos negócios que vão para frente, ou não.

Apenas 12% dos empresários, das empresas ativas pesquisadas, abriram os negócios por exigência de clientes ou fornecedores. Além disso, 59% afirmaram ter começado a empreender por terem identificado uma oportunidade, ou vontade pessoal de ter o próprio negócio.

Já ao analisar as empresas que faliram, esse número ia para 23% e 49%, respectivamente.

Planejamento dos negócios

O planejamento é um ponto crucial na abertura de todo negócio.

E, como não poderia deixar de ser, novamente é um padrão de diferenciação entre as empresas que foram, ou não, para frente.

Segundo os dados do Sebrae, as empresas que não faliram foram planejadas, em média, três meses mais do que as que não foram para frente.

  • Tempo médio de planejamento das empresas ativas: 11 meses
  • Tempo médio de planejamento das empresas inativas: 8 meses

Além disso, um outro ponto de diferenciação foi a negociação de prazos com fornecedores ou obtenção de empréstimos bancários.

  • 39% das empresas ativas negociaram prazos com fornecedores ou obtiveram empréstimos bancários
  • 23% das empresas inativas negociaram prazos com fornecedores ou obtiveram empréstimos bancários

Capacitação em gestão empresarial

Outro ponto observado pela pesquisa foi a capacitação da gestão empresarial do empreendedor.

Ela comprovou a importância do constante aperfeiçoamento do empresário, seja por meio de cursos, palestras ou oficinas de aperfeiçoamento sobre como administrar um negócio.

Nas empresas bem sucedidas, 51% dos empresários fizeram algum curso de aperfeiçoamento de gestão; enquanto que, naquelas que faliram, esse número caiu para 34%.

Gestão do negócio

Por fim, a última área que o Sebrae identificou como vital para a sobrevivência, ou mortalidade, da empresa foi a gestão do negócio.

Nesse aspecto, a pesquisa também identificou alguns padrões de comportamento nas empresas que iam ou não para frente.

Aperfeiçoamento sistemático dos produtos e serviços às necessidades dos clientes

As empresas que se mantiveram operando, e não precisaram fechar suas portas, tiveram um índice maior da característica de estar sempre aperfeiçoando seus produtos e serviços, sempre voltados às necessidades dos clientes.

  • Empresas ativas: 95%
  • Empresas inativas: 84%

Investimento na capacitação da mão de obra e dos sócios

Assim como na participação dos empresários em cursos de administração, a pesquisa mostrou, novamente, a importância de investir na qualificação, tanto dos sócios quanto dos colaboradores.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Atualização em respeito às novas tecnologias do seu setor

A pesquisa também apontou a necessidade da empresa de estar em constante atualização, em relação às novas tecnologias do setor.

No caso de uma empresa de transporte, os aplicativos estão aí para mostrar a necessidade de contar com uma plataforma em constante atualização e evolução.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Acompanhamento rigoroso da evolução das receitas e das despesas ao longo do tempo

Outro diferencial, entre esses dois tipos de empresas, é o rigoroso acompanhamento da parte financeira.

Manter uma lupa sob o que entra e sai parece significar, também, o sucesso e insucesso do negócio.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Diferencial de produtos e serviços

Não à toa, já falamos da importância da diferenciação e, inclusive, colocamos ela como uma das 7 leis de sucesso dos aplicativos de transporte.

Por isso, estude o mercado e entenda o que é possível oferecer de diferencial no serviço.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Dicas rápidas

Para resumir tudo que vimos até aqui, baseado na pesquisa do Sebrae, podemos separar alguns passos que o empreendedor pode seguir, para minimizar, o máximo possível, os riscos de mortalidade da empresa:

  • Faça um planejamento completo;
  • Negocie prazos com fornecedores;
  • Se preciso, obtenha empréstimo para sair com caixa inicial;
  • Faça cursos de gestão de negócios;
  • Invista em capacitação de mão de obra;
  • Sempre aperfeiçoe seu serviço;
  • Mantenha-se sempre atualizado com as últimas tecnologias do mercado;
  • Acompanhe receitas e despesas com rigor;
  • Tenha um diferencial no negócio.

Assim, a sua empresa de transporte de passageiros terá uma boa chance de trilhar um belo caminho no mercado.

Para acessar o estudo completo do Sebrae sobre Sobrevivência das empresas no Brasil, clique aqui.

E sobre os aplicativos de transporte?

Todos os dados apontados pelo Sebrae cabem perfeitamente no caso de empresas de aplicativos de transporte.

Mas é claro que o nosso mercado tem as suas peculiaridades.

Por isso, fomos conversar com a equipe de Sucesso do Cliente aqui da Machine para entender quais são os principais motivos de mortalidade de um aplicativo de transporte.

Falta de investimento em Marketing

Notamos que muitos gestores de aplicativos de transporte deixam o investimento em marketing em segundo, terceiro (…) plano.

E não adianta você ter um projeto incrível, motoristas prontos para rodar pelo seu aplicativo e uma tecnologia robusta, se você não der uma atenção especial para o marketing da sua empresa.

Por isso, separe uma verba mensal para este setor, que você pode usar com:

  • Impulsionamento no Facebook, Instagram e Google;
  • Parcerias com influenciadores locais;
  • Cupons de descontos;
  • Patrocínios em eventos da região.

Falta de gestão

Há alguns indicadores que todo dono de aplicativo de transporte precisa estar sempre com uma lupa para não deixar o negócio se perder.

Podemos destacar alguns, como:

  • Relação de corridas solicitadas vs corridas atendidas;
  • Corridas por motorista;
  • Ticket médio por corrida.

Também é essencial que o gestor acompanhe as tarifas da concorrência, tanto os valores padrões quanto a dinâmica.

Para isso, nós elaboramos o ebook “Quanto cobrar nas corridas do meu aplicativo de transporte?“.

Baixa adesão de motoristas

Em um aplicativo de transporte regional, os motoristas são a grande força do movimento.

Um aplicativo que ganhe a simpatia dos profissionais da região tem tudo para alcançar excelentes resultados.

Assim, o contrário também é verdadeiro, e observando milhares de aplicativos de transporte pelo Brasil, notamos que aqueles que apresentam baixa adesão de motoristas dificilmente vão para frente.

Por isso, é importante que o gestor tome para si a responsabilidade de ouvir os motoristas e não achar que apenas cobrando uma tarifa baixa dos passageiros, o aplicativo vai fazer sucesso.

Assim, organize eventos como um café da manhã com os motoristas do aplicativo dentro da sede da empresa para escutá-los, entender suas reivindicações e avaliar o que é possível adotar no aplicativo, seja em relação a tarifas, taxas, funcionalidades ou qualquer outro aspecto da empresa.

Sorteios e parcerias com estabelecimentos da região também são excelentes formas de engajar os motoristas.


A Machine é a principal tecnologia para criação de aplicativos de transporte e entregas do Brasil. Juntos, os apps desenvolvidos com nossa tecnologia já tiveram mais de 130 milhões de solicitações.