Sebrae: as principais causas de mortalidade das empresas

Em 2016, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgou um estudo sobre as principais causas de mortalidade das empresas.

O ramo do transporte particular de passageiros não é nada fácil.

Se para as gigantes multinacionais, como Uber e 99, a disputa já é feroz, para os pequenos serviços de transporte, os desafios são ainda maiores.

Por isso, para os empreendedores que desejam entrar nesse mercado, todo planejamento é importante.

Assim, nada melhor do que aprender, tanto com o que deu certo, quanto com o que já deu errado.

Para isso, o Sebrae faz um importante trabalho no auxílio a micro e pequenos negócios, coletando dados, fazendo análises e munindo os empreendedores com informações necessárias, para otimizar as chances de sucesso do negócio.

Um desses importantes trabalhos foi divulgado em 2016. O serviço fez um extenso estudo sobre a sobrevivência das empresas no Brasil.

De olho nesses números, é possível visualizar padrões e minimizar riscos, antes mesmo de “colocar a sua empresa de transporte na rua”.

Qual a causa de mortalidade das empresas no Brasil?

Segundo o Sebrae, não há uma única causa para as empresas quebrarem.

Nesse ponto, o estudo faz uma comparação bem interessante, com os acidentes aéreos.

Para quem já acompanhou, ou já ouviu falar de uma investigação nesse setor, sabe que raramente um avião cai por um único motivo, mas sim, por uma conjunção de fatores, que acaba resultando no desastre.

O próprio estuda cita que, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), os acidentes são resultados, em média, de 4,52 fatores.

Não é diferente em relação ao insucesso de uma empresa.

No entanto, é possível destacar quatro principais áreas:

  • Situação do empresário antes da abertura;
  • Planejamento dos negócios;
  • Capacitação em gestão empresarial;
  • Gestão do negócio em si.

Lembrando que a intenção, nem do Sebrae ao fazer a pesquisa, nem nossa ao divulgá-la, é te desanimar ou dizer que o seu negócio não vai dar certo.

Pelo contrário, o objetivo é que você possa identificar esses padrões e corrigir o que for possível.

Agora, vamos destrinchar cada tópico que o Sebrae destacou nas principais causas de mortalidade das empresas.

Fonte: Sebrae/Divulgação

Situação do empresário antes da abertura

A realidade do empreendedor, que decide abrir um negócio, nem sempre é mil maravilhas.

Melhor dizendo, nem sempre, quem começa a empreender, realiza por uma paixão ou vontade. Às vezes, o negócio é aberto por uma necessidade.

Assim, o Sebrae identificou que os empresários das empresas que faliram durante a pesquisa, repetiam alguns padrões.

Desempregado

Ao realizar a pesquisa, o Sebrae observou que a situação dos empresários das empresas que obtiveram sucesso e daquelas que faliram; havia uma proporção maior de desempregados nos negócios que não foram para frente.

Enquanto nas empresas “sobreviventes”, 21% dos empresários estavam desempregados; naquelas que fecharam as portas, 30% estava sem emprego.

Isso significa que, se você está desempregado, você não pode (ou não deve) abrir um negócio? De forma alguma, mas é um ponto de atenção que deve ser levado em conta. Não pelo fato em si, mas pelas consequências que isso pode ocasionar, a pressa de abrir o negócio, a falta de planejamento etc.

Falta de experiência no setor

Outro ponto que o Sebrae observou é que, nas empresas que faliram, havia um percentual maior de empresários que não tinham experiência prévia no setor do negócio.

Enquanto 71% dos empreendedores dos negócios que deram certo já haviam trabalhado no setor, nas empresas que faliram, esse número ia para 64%.

Motivação para abrir o negócio

Como falamos anteriormente, nem sempre o empreendedor abre o negócio por uma visão de oportunidade ou, até mesmo, vontade pessoal.

A pesquisa indicou que esse também é um fator diferenciador nos negócios que vão para frente, ou não.

Apenas 12% dos empresários, das empresas ativas pesquisadas, abriram os negócios por exigências de clientes ou fornecedores. Além disso, 59% afirmaram ter começado a empreender por terem identificado uma oportunidade, ou vontade pessoal de ter o próprio negócio.

Já ao analisar as empresas que faliram, esse número ia para 23% e 49%, respectivamente.

Planejamento dos negócios

O planejamento é um ponto crucial na abertura de todo negócio.

E, como não poderia deixar de ser, novamente é um padrão de diferenciação entre as empresas que foram, ou não, pra frente.

Segundo os dados do Sebrae, as empresas que não faliram foram planejadas, em média, três meses mais do que as que não foram pra frente.

  • Tempo médio de planejamento das empresas ativas: 11 meses
  • Tempo médio de planejamento das empresas inativas: 8 meses

Além disso, um outro ponto de diferenciação foi a negociação de prazos com fornecedores ou obtenção de empréstimo bancários.

  • 39% das empresas ativas negociaram prazos com fornecedores ou obtiveram empréstimos bancários
  • 23% das empresas inativas negociaram prazos com fornecedores ou obtiveram empréstimos bancários

Capacitação em gestão empresarial

Outro ponto observado pela pesquisa foi a capacitação da gestão empresarial do empreendedor.

Ela comprovou a importância do constante aperfeiçoamento do empresário, seja por meio de cursos, palestras ou oficinas de aperfeiçoamento sobre como administrar um negócio.

Nas empresas bem sucedidas, 51% dos empresários fizeram algum curso de aperfeiçoamento de gestão; enquanto que, naquelas que faliram, esse número caiu para 34%.

Gestão do negócio

Por fim, a última área que o Sebrae identificou como vital para a sobrevivência, ou mortalidade, da empresa foi a gestão do negócio.

Nesse aspecto, a pesquisa também identificou alguns padrões de comportamento nas empresas que iam ou não pra frente.

Aperfeiçoamento sistemático dos produtos e serviços às necessidades dos clientes

As empresas que se mantiveram operando, e não precisaram fechar suas portas, tiveram um índice maior da característica de estar sempre aperfeiçoando seus produtos e serviços, sempre voltados às necessidades dos clientes.

  • Empresas ativas: 95%
  • Empresas inativas: 84%

Investimento na capacitação da mão de obra e dos sócios

Assim como na participação dos empresários em cursos de administração, a pesquisa mostrou, novamente, a importância de investir na qualificação, tanto dos sócios quanto dos colaboradores.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Atualização em respeito às novas tecnologias do seu setor

A pesquisa também apontou a necessidade da empresa de estar em constante atualização, em relação às novas tecnologias do setor.

No caso de uma empresa de transporte, os aplicativos estão aí para mostrar a necessidade de contar com uma plataforma em constante atualização e evolução.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Acompanhamento rigoroso da evolução das receitas e das despesas ao longo do tempo

Outro diferencial, entre esses dois tipos de empresas, é o rigoroso acompanhamento da parte financeira.

Manter uma lupa sob o que entra e sai parece significar, também, o sucesso e insucesso do negócio.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Diferencial de produtos e serviços

Não à toa, já falamos da importância da diferenciação e, inclusive, colocamos ela como uma das 7 leis de sucesso dos aplicativos de transporte.

Por isso, estude o mercado e entenda o que é possível oferecer de diferencial no serviço.

  • Empresas ativas: 69%
  • Empresas inativas: 52%

Dicas rápidas

Para resumir tudo que vimos até aqui, baseado na pesquisa do Sebrae, podemos separar alguns passos que o empreendedor pode seguir, para minimizar, o máximo possível, os riscos de mortalidade da empresa:

  • Faça um planejamento completo;
  • Negocie prazos com fornecedores;
  • Se preciso, obtenha empréstimo para sair com caixa inicial;
  • Faça cursos de gestão de negócios;
  • Invista em capacitação de mão de obra;
  • Sempre aperfeiçoe seu serviço;
  • Mantenha-se sempre atualizado com as últimas tecnologias do mercado;
  • Acompanhe receitas e despesas com rigor;
  • Tenha um diferencial no negócio.

Assim, a sua empresa de transporte de passageiros terá uma boa chance de trilhar um belo caminho no mercado.

Para acessar o estudo completo do Sebrae sobre Sobrevivência das empresas no Brasil, clique aqui.

Uber compra a plataforma Autocab

Com o objetivo de entrar de vez no mercado britânico, a Uber comprou a Autocab, uma plataforma de despacho para centrais de táxi.

No dia 6 de agosto de 2020, a Uber anunciou em seu site oficial para o Reino Unido, que estava comprando a Autocab. A empresa é responsável por uma plataforma de despacho de corridas de táxi.

Até então, a companhia era a maior rival da Uber no Reino Unido.

Atualmente, a plataforma da Autocab possui 75 mil carros em áreas onde a Uber não está presente e é usada por cerca de metade do mercado de aluguel e táxi privado no Reino Unido.

Vale lembrar que a empresa norte-americana já sofreu duras restrições no país. Em meados de 2019, teve sua licença de atuação caçada na capital, mas recuperou pouco tempo depois.

O objetivo da aquisição é a expansão de mercado em locais onde a Uber não opera.

De acordo com a Autocab, a conexão para as viagens será feita através do marketplace da empresa, o iGo.

Assim, a Uber poderá conectar seus passageiros com as operadoras locais.

Ao abrir o app da Uber, ao invés de solicitar uma corrida da própria empresa, o usuário pedirá um taxista de uma empresa local.

Com a negociação, as operadoras vão ter a possibilidade de expandir suas atividades e oferecer maiores lucros aos motoristas.

É importante destacar que, mesmo após a aquisição, a Autocab permanecerá independente, com seu próprio conselho administrativo, que seguirá focado no fornecimento de tecnologia para a indústria de táxi e transporte particular em todo o mundo.

Até então, a Uber está presente em 40 cidades no Reino Unido. Após a aquisição da Autocab, a expectativa é de operar em 170 cidades.

O que disseram os envolvidos?

No pronunciamento oficial, Safa Alkateb, CEO da Autocab, definiu a negociação com uma potencialização das ambições da empresa:

“A Autocab vem trabalhando com operadoras locais em todo o mundo para fornecer a tecnologia para torná-las mais eficientes e abrir um mercado para oferecer mais viagens. Trabalhando com o Uber, podemos ampliar nossas ambições, oferecendo centenas de milhares de viagens adicionais para nossos clientes e ajudar a consolidar o lugar dos operadores licenciados em sua comunidade local.”

Ainda no anúncio, Jamie Heywood, gerente geral regional da Europa do Norte e Leste da Uber, destacou os anos de experiência da Autocab no mercado de transporte:

“A Autocab trabalha com sucesso com operadores de táxi e de transporte privado em todo o mundo há mais de trinta anos e a Uber tem muito a aprender com sua experiência. Esperamos trabalhar com a equipe da Autocab para ajudar as operadoras locais a crescer e oferecer aos motoristas oportunidades de ganhos genuínos.”

A nível mundial, é o segundo movimento forte que a Uber faz em direção aos táxis em pouco menos de um mês.

Em julho, a empresa anunciou que abriria a opção Uber Taxi na cidade de São Paulo, uma das principais operações da empresa no mundo.

99Poupa: a categoria de viagens ainda mais baratas da 99

Buscando atrair mais passageiros, a 99 lançou a categoria 99Poupa, a modalidade com preços ainda mais agressivos do app brasileiro.

Em junho de 2020, o aplicativo brasileiro 99, pertencente ao grupo chinês Didi, anunciou duas novas categorias no app.

A primeira foi a categoria 99Entrega, que já falamos aqui no blog. Ela possibilita que passageiros enviem pequenos objetos pessoais via motorista 99.

Mas, além da categoria de entregas, a empresa anunciou a 99Poupa, uma categoria que pretende oferecer corridas com preços ainda mais baixos que a categoria popular do app, a 99Pop.

99Poupa: o que é?

99Poupa é a nova categoria da 99, que pretende oferecer corridas ainda mais baratas durante períodos de baixa demanda no aplicativo.

A intenção, segundo a empresa, é que os motoristas continuem recebendo chamadas durante esses períodos, que são, principalmente, começo da manhã e início da tarde. Afinal, com os preços (que podem ser até 15% mais baratos do que a 99Pop), os passageiros ficariam estimulados a solicitar uma corrida.

Segundo Davi Miyake, diretor de Operações e Produto da 99, a categoria foi criada para “apoiar os motoristas parceiros a terem maior renda e evitar que fiquem ‘batendo lata’”.

A estratégia de preços extremamente baixos, durante a pandemia, também foi seguida por outros aplicativos, como a Uber que, em meados de julho, anunciou a categoria Promo.

No entanto, muitos motoristas criticaram a medida que, segundo eles, seria só mais uma forma de baixar ainda mais os ganhos dos profissionais.

É o caso do motorista e youtuber Fernando Floripa. Em um vídeo no seu canal do YouTube, Floripa diz que a estratégia de preços extremamente agressivos é uma forma dos grandes apps se aproveitarem da situação, desespero e necessidades dos motoristas.

“Para os aplicativos, é melhor que os motoristas façam alguma corrida e ganhem um pouquinho, do que não façam nenhuma, mas isso não é verdade”.

A nova categoria começou na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e será expandida para todo o estado fluminense nas próximas semanas.

Quais são as tarifas da 99Poupa?

Abaixo, colocamos a imagem da tabela de tarifas da categoria Pop e Poupa na cidade de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O horário selecionado foi em volta das oito horas da manhã de uma segunda feira.

No exemplo, para o passageiro, os preços da tarifa mínima, inicial e a taxa de tempo em corrida é a mesma, respectivamente, R$5,00, R$1,70 e R$0,14/minuto.

O que altera, na categoria Poupa, é a taxa de quilometragem R$0,18 mais barata do que na Pop.

Principais características da categoria

  • Preços até 15% mais baixos do que a 99Pop;
  • Ativa em momentos de baixa demanda;
  • Maior tempo de espera para passageiros.

Onde a 99Poupa está funcionando?

  • Belém;
  • Manaus;
  • Rio de Janeiro.

Métodos de pagamento da categoria

  • Cartão de crédito;
  • PayPal;
  • Dinheiro.

Como abrir uma empresa de mototáxi?

Se você já trabalha na área e quer descobrir como abrir uma empresa de mototáxi, confira o artigo que preparamos para você.

De acordo com a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros de 2017, 18 cidades do Brasil contam exclusivamente com os serviços de mototáxi para locomoção dos seus habitantes.

Até mesmo nas grandes cidades, onde existe uma variedade maior de meios de transporte, o mototáxi é uma opção, visto que o tráfego nesses centros se torna cada vez mais intenso, tornando trajetos ainda mais demorados.

Sendo assim, se você já for mototaxista ou um empreendedor de transporte, essa pode ser uma ótima oportunidade. Mas como abrir uma empresa de mototáxi

Estude o mercado de mototáxi

O primeiro ponto de partida não só deste, mas de qualquer empreendimento, é estudar o mercado. É aqui que você vai avaliar tudo que pode gerar algum prejuízo ou interferência, da mais simples à mais grave, no seu negócio.

Mas, para além das ameaças, é aqui também que você vai analisar quais são as oportunidades e onde você deve atacar.

  • Quem faz parte da sua concorrência?
  • Quais são os preços vigentes no mercado?
  • Qual público quer angariar com o negócio?
  • Parcerias que o negócio pode firmar
  • Quais são as ameaças que podem atingir o negócio?
  • Que local(is) podem ser escolhidos para a parte física da empresa?

Todas as perguntas precisam ser respondidas antes que você passe para o próximo passo que é montar seu plano de negócios.

Tenha um plano de negócios estruturado

Aqui começa a etapa que é uma continuação do estudo inicial do mercado. Assim, você vai aprofundar e detalhar mais as informações que colheu.

O plano de negócios é um documento onde constarão ações e atividades da empresa, desde o processo da criação, até as expectativas de expansão.

Nele também entram estratégias tanto de investimento, quanto de atenuação de riscos. 

Pontos que precisam ser definidos:

  • Quais serão os principais produtos/serviços e o diferencial deles;
  • Como seu negócio vai agregar na vida das pessoas?
  • Identificação do público-alvo;
  • Atividades desenvolvidas pela empresa (principal e secundárias);
  • Orçamento e recursos financeiros;
  • Capital de giro.

Registro público da empresa

Até o momento, tudo o que foi feito para abrir sua empresa de mototáxi ainda está no papel.

Isso começa a mudar depois que você cumpre todas as exigências legais necessárias. Para isso, você precisa de alguns documentos, certificados e licenças. São eles:

Classificação da empresa

O primeiro passo é classificar a atividade que sua empresa vai exercer, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

A hierarquia de classificação é a seguinte:

Seção: Transporte, armazenagem e correio
Divisão: Transporte terrestre
Grupo: Transporte rodoviário de passageiros
Classe: Transporte rodoviário de táxi
Subclasse: Serviço de táxi (4923-0/01)
Lista de atividades: mototáxi

Contrato social

É um documento que reúne qual é o tipo de sociedade, nome, endereços e documentos dos sócios, além de participação percentual no capital da empresa e função dos mesmos.

Razão social, sede da empresa e objetivo social também são informados no documento. Contudo, caso a empresa não seja uma sociedade, o contrato social não é necessário. Em vez disso, pede-se apenas um requerimento de empresário.

Documentação na Junta Comercial

Aqui você vai realizar o registro público da sua empresa e obter seu CNPJ. A Junta Comercial é um órgão regulado pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC).

É aqui também que se faz a pesquisa de viabilidade de nome e confirma o endereço da sede. Quando registrada na Junta Comercial, sua empresa obtém o Número de Identificação de Registro de Empresa (NIRE).

Registro na Secretaria Estadual de Fazenda

Sua empresa precisa ser registrada na Secretaria de Fazenda do seu estado. Por isso, a inscrição é necessária, para que as operações da sua empresa, que movimentam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sejam fiscalizadas.

Além disso, qualquer empresa que vá emitir nota fiscal eletrônica e nota fiscal eletrônica ao consumidor, conhecimento de transporte eletrônico e manifesto de documentos fiscais eletrônicos, precisa realizar a inscrição.

Alvará de funcionamento

É um documento que, basicamente, autoriza que sua empresa exerça as atividades.

Ele é concedido pela prefeitura da sua cidade, garante que está tudo certo com a sede física do seu negócio e que ele poderá funcionar normalmente ali.

Por isso, todo empreendimento precisa do alvará de funcionamento, até mesmo os digitais. Para obtê-lo, é preciso que, antes, você tenha:

  • Planta do imóvel;
  • Certificado de conclusão, em caso de imóveis recém-construídos;
  • Declaração de atividade;
  • Cópia do IPTU pago;
  • CPF e RG do responsável;
  • Setor, quadra e lote do imóvel;
  • Cadastro do Contribuinte Mobiliário.
  • Auto de Vista do Corpo de Bombeiros;
  • Licença Ambiental;
  • Licença Sanitária.

Invista no reconhecimento da sua marca

Não basta ter uma logomarca, criar redes sociais e esperar que as pessoas conheçam a sua empresa. Você precisa investir em branding, ou seja, fazer a gestão da sua marca. 

É muito importante ter presença online, estratégia de marketing digital e um desenvolvimento de marca, para que não apenas os seus serviços sejam conhecidos, mas sim para que sua empresa seja sinônimo de credibilidade e qualidade.

Estudar sobre marketing digital ou contratar uma empresa para realizar o serviço é um dos pontos principais do crescimento do seu negócio.

Assim, com esses quatros primeiros passos fundamentais, sua empresa poderá sair do papel e começar a oferecer serviços para terceiros.

Esteja atento às exigências legais

Por fim, se for contratar mototaxistas para a sua empresa, é fundamental que todos estejam cumprindo as regras determinadas pela justiça.

Caso contrário, você, como dono da empresa, pode ter problemas legais.

A lei federal 12.009/2009, assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamentou a profissão, passando a maior parte da responsabilidade para os municípios. Sendo assim, o primeiro passo é verificar se na sua cidade existe alguma proibição da atividade ou exigência extra.

Não deixe de conferir nosso artigo completo sobre a lei dos motoboys e mototaxistas.

O que é sumário executivo de uma empresa de transporte?

O sumário executivo de uma empresa de transporte é o resumo do negócio, um breve documento em que se destaca os principais pontos da empresa.

Abrir uma empresa de transporte de passageiros é um grande desafio.

Em um mercado tão competitivo, é preciso estudar, analisar e entender comportamento de clientes, motoristas e demais envolvidos na operação. No entanto, antes de tudo, é preciso encantar as pessoas.

Dessa forma, o sumário executivo é uma forma de colocar no papel as principais concepções da empresa, e mostrar tanto a colaboradores, quanto a possíveis investidores, o que significa a entrada de mais uma empresa de transporte em um mercado já tão competitivo, enfrentando multinacionais como Uber e 99.

Sumário executivo: o que é?

O sumário executivo de uma empresa de transporte é o resumo do negócio, um breve documento em que se destaca os principais pontos da empresa.

Segundo o Sebrae, ele não é uma introdução ou justificativa mas, como o nome diz, é um sumário, como de um livro, com os principais pontos do plano de negócio.

O ideal é que ele tenha diversos formatos. Tanto em relação à sua forma, quanto em seu conteúdo.

Afinal, esse documento pode ser apresentado tanto para possíveis investidores, quanto para os motoristas de aplicativos da região, mostrando o que eles irão ganhar com a chegada da empresa.

Em relação à forma, ele pode ser disponibilizado em um PDF, de uma a três páginas, de acordo com a Ashford University, mas também adaptado em forma de apresentação oral.

Vamos agora desmembrar cada ponto a ser colocado no sumário executivo de uma empresa de transporte de passageiros, com exemplos práticos que o empreendedor pode seguir.

O que colocar no sumário executivo?

Há diversos modelos de sumários executivos para seguir mas, segundo o Sebrae, é essencial colocar os seguintes itens:

  • Resumo dos principais pontos do plano de negócio;
  • Dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições;
  • Dados do empreendimento;
  • Missão da empresa;
  • Setores de atividades;
  • Forma jurídica;
  • Enquadramento tributário;
  • Capital social;
  • Fonte de recursos.

Segundo o administrador e turismólogo, Rafael Vila, em texto para o Blog da Luz, o sumário executivo pode se resumir ainda em cinco partes essenciais:

  • Resumo do Negócio ou Introdução;
  • Sócios ou Equipe do Projeto;
  • Fonte de Recursos e Resumo Financeiro;
  • Visão de Longo Prazo;
  • Gráfico Financeiro.

É possível perceber que os itens citados por Rafael acabam se diluindo entre os tópicos do Sebrae. Dessa forma, você pode encontrar diversos formatos de um sumário executivo, mas o conteúdo está aí para ser apresentado da forma mais clara possível para os interessados na empresa.

Tudo isso é importante, para passar credibilidade para investidores e motoristas que pretendem dirigir para o aplicativo.

Então, vamos ver alguns exemplos práticos de cada item.

Resumo dos principais pontos do plano de negócio

Esse é o momento de realizar uma breve introdução sobre a empresa, passando dados sobre o negócio, serviços, clientes, localização, capital, faturamento, lucro e tempo de retorno do investimento.

Exemplo

Com a pandemia provocada pela Covid-19, empresas passaram a preferir o uso de transporte individual de passageiros para o deslocamento de seus colaboradores.

Dessa forma, a 21 transporte executivo nasce para conectar via aplicativo, motoristas do Rio de Janeiro à empresas locais, que desejam realizar o transporte de seus colaboradores e clientes de forma segura.

  • Capital: R$ XXXX,XX
  • Lucratividade: R$ XXXX,XX
  • Prazo de retorno do investimento: XX meses

Dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições

Esse é o momento de falar dos empreendedores, um breve currículo e quais serão suas atribuições da empresa.

Exemplo

João Silva é formado em administração de empresas pela Universidade X e tem MBA em empreendedorismo pela Universidade Y. Trabalhou dez anos no setor de turismo, onde era responsável pela operação de transfer dos hóspedes de hotéis e resorts. Comandará o setor de relação com clientes.

Fábio Santos é motorista executivo. Atuou por cinco anos em plataformas como Uber e 99. Desde 2019, atua de forma independente, atendendo executivos e hotéis da zona sul do Rio de Janeiro. Será responsável pelo setor de relacionamento com os motoristas.

Dados do empreendimento

Parte, dentro do sumário executivo, em que será apresentado o nome da empresa e seu CNPJ.

O Sebrae indica que, caso a empresa ainda não esteja formalizada, deve-se colocar o CPF dos sócios.

Exemplo

  • 21 Transporte Executivo
  • CNPJ:  XX. XXX. XXX/XXXX-XX

Missão da empresa

É o papel que ela desempenha para o mercado, a razão de sua existência e o objetivo pelo qual trabalharão sócios, motoristas e demais colocaboradores.

Exemplo

A missão da 21 Transporte Executivo é oferecer o serviço de transporte mais seguro, para colaboradores e clientes de empresas cariocas, ao mesmo tempo que garante melhores ganhos e condições de trabalho para os motoristas de aplicativo da nossa cidade.

Setores de atividade

É a definição do setor do mercado em que a empresa pretende atuar. Não de uma forma específica, mas um pouco mais geral.

São exemplos de setores:

  • Agronegócio;
  • Comércio;
  • Serviços;
  • Indústria;

A 21 Transporte Executivo se enquadraria como uma empresa de serviço. Esse setor é definido pelo Sebrae como “empresas cujas atividades não resultam na entrega de mercadorias e, sim, no oferecimento do próprio trabalho ao consumidor”.

Forma jurídica

Maneira pela qual ela será tratada pela lei e por terceiros.

O Sebrae aponta que para micro e pequenas empresas há cinco quatro jurídicas mais comuns:

  • Microempreendedor Individual – MEI;
  • Empresário Individual
  • Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI
  • Sociedade Limitada.

Assim, por contar com dois sócios, a 21 Transporte Executivo se enquadraria como uma empresa de Sociedade Limitada, que é definida pelo Sebrae como “sociedade composta por, no mínimo, dois sócios, pessoas físicas ou jurídicas. A responsabilidade de cada sócio é limitada ao valor de suas cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social”.

Enquadramento tributário

O enquadramento tributário, como o nome indica, é a forma com que os órgão públicos enxergam a empresa em relação à cobrança de tributos.

Nesse tópico, o Simples Nacional é um nome sempre falado.

Criado pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, o Simples é um sistema de recolhimento de imposto unificado para empresas de micro e pequeno porte.

Ao aderir ao sistema, a empresa unifica os seguintes impostos:

  • IRPJ;
  • CSLL;
  • PIS/Pasep;
  • Cofins;
  • IPI;
  • ICMS;
  • ISS;
  • Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP).

Lembrando que a lei considera uma microempresa aquelas que faturam anualmente até R$360 mil reais. Já as pequenas, são as que faturam entre R$360 mil e R3,6 milhões de reais no ano.

Capital Social

O Capital Social é definido como os recursos que cada sócio irá investir na montagem do negócio.

Também será necessário colocar o valor do capital e o percentual referente a cada sócio.

Exemplo

João Silva investiu o equivalente a R$10 mil reais e terá 40% de participação na empresa.

Fábio Santos investiu o equivalente a R$10 mil reais e terá 40% de participação na empresa.

Fonte de recursos

Esse será o momento em que se mostrarão as fontes de recursos para a criação da empresa.

Assim, se o empreendedor precisa de um investidor, é o momento em que ele irá fazer essa exposição.

Perceba que, no exemplo, João e Fábio investiram juntos R$ 20 mil reais, detendo 80% do capital da empresa. Dessa forma, eles ainda precisarão de um investidor que coloque mais R$ 5 mil reais no negócio, ficando com 20% do capital da empresa.

Ah, caso queira saber como atrair investidores para um aplicativo de transporte, confira aqui no blog.

Como motorista Uber pode comprovar renda?

Seja para conseguir empréstimo ou financiamento, o motorista Uber pode comprovar renda de algumas formas. Confira no artigo que preparamos.

Comprovantes de renda servem para aqueles que pretendem comprar um imóvel, carro ou, até mesmo, aumentar seu limite de cartão de crédito.

Contudo, pode não ser tarefa fácil. Segundo o portal Suno, um comprovante de renda pode se tornar um dos principais obstáculos no caminho profissional dos autônomos e pequenos empresários do país.

Esse tipo de documento tem a função de demonstrar, para terceiros, os rendimentos mensais, fixos e variáveis, do profissional. Com ele, é possível que seja definido um limite de crédito a esse profissional, por exemplo.

Em linhas gerais, o comprovante de renda, quando apresentado, serve para alguém garantir que terá como arcar com um financiamento, empréstimo, negócio e afins.

Para um motorista de aplicativo, o desafio é ainda maior. Por ser um trabalhador autônomo, ele não possui carteira assinada ou holerite, que servem como comprovantes de renda.

Dessa forma, eles precisam de outros caminhos para conseguir comprovar seus rendimentos.

Como motorista Uber pode comprovar renda?

O motorista de aplicativo pode comprovar renda de duas formas: declaração de imposto de renda e extrato bancário.

Declaração do Imposto de Renda

A declaração de imposto de renda é a principal forma que um motorista de aplicativo pode ter um comprovante.

Há duas formas de declaração.

A primeira é a simplificada, uma boa opção para aqueles que não possuem tantos rendimentos tributáveis. Um exemplo é alguém que não tenha dependentes, e tenha poucas despesas, além de apenas uma fonte de renda.

No caso da segunda, declaração completa, ela é indicada para profissionais que têm mais de uma fonte de renda, alguns dependentes e outras despesas com saúde e educação, por exemplo.

Em resumo, se você é motorista Uber, para declarar o seu imposto de renda será preciso recolher os seus tributos como autônomo, e pagar um imposto mensalmente.

Portanto, você irá calcular seu imposto devido e recolherá o já mencionado DARF, sempre no último dia útil. O carnê Leão também ajudará a fazer isso. Caso surjam outras dúvidas, você poderá acessar a cartilha no blog da Uber.

Extrato bancário

Embora não seja aceito como um documento válido em todos os casos, o extrato pode ajudar na liberação de crédito para o cliente de um banco.

Por isso, é interessante que o motorista de aplicativo deposite seus ganhos em uma conta corrente.

Conheça mais sobre a Machine no nosso canal no YouTube. Inscreva-se e aproveite!

Como montar uma empresa de transporte executivo?

Montar uma empresa de transporte executivo é uma boa oportunidade para quem trabalha no ramo do transporte de passageiros e pretende expandir seus negócios.

Para donos de empresa, principalmente aquelas em que os colaboradores precisam fazer viagens corporativas ou comparecer a muitas reuniões externas, contar com um serviço de transporte executivo é uma ótima opção. 

Então se você já trabalha ou é um empreendedor buscando um novo mercado, essa pode ser uma ótima oportunidade de negócio. Mas como começar do zero? 

Estude o mercado do transporte executivo

O primeiro ponto de partida não só deste, mas de qualquer empreendimento, é estudar o mercado. É aqui que você vai avaliar tudo que pode gerar algum prejuízo ou interferência, da mais simples à mais grave, no seu negócio.

Mas, para além das ameaças, é aqui também que você vai analisar quais são as oportunidades e onde você deve atacar.

  • Quem faz parte da sua concorrência?
  • Quais são os preços vigentes no mercado?
  • Qual público quer angariar com o negócio?
  • Parcerias que o negócio pode firmar
  • Quais são as ameaças que podem atingir o negócio?
  • Quais são os veículos mais comuns utilizados?
  • Que local(is) podem ser escolhidos para a parte física da empresa?

Para fazer um levantamento você pode pesquisar em sites como oHub, que mostra listas de empresas de diversos segmentos, inclusive, o de transporte executivo. No site, também é possível ter acesso a orçamentos e contatar os fornecedores, te auxiliando na escolha ideal.

Todas perguntas precisam ser respondidas antes que você passe para o próximo passo que é montar seu plano de negócios.

Desenvolva um plano de negócios

Aqui começa a etapa que é uma continuação do estudo inicial do mercado. Assim, você vai aprofundar e detalhar mais as informações que colheu.

O plano de negócios é um documento onde constarão ações e atividades da empresa, desde o processo da criação, até as expectativas de expansão.

Nele também entram estratégias tanto de investimento, quanto de atenuação de riscos. 

Pontos que precisam ser definidos:

  • Quais serão os principais produtos/serviços e o diferencial deles;
  • Como seu negócio vai agregar na vida das pessoas?
  • Identificação do público-alvo;
  • Atividades desenvolvidas pela empresa (principal e secundárias);
  • Orçamento e recursos financeiros;
  • Capital de giro.

Cumpra as exigências legais

Até o momento, tudo o que foi feito para sua empresa de transporte executivo ainda está no papel. Isso começa a mudar depois que você cumpre todas as exigências legais necessárias. Para isso, você precisa de alguns documentos, certificados e licenças. São eles:

Contrato social

É um documento que reúne qual é o tipo de sociedade, nome, endereços e documentos dos sócios, além de participação percentual no capital da empresa e função dos mesmos.

Razão social, sede da empresa e objetivo social também são informados no documento. Contudo, caso a empresa não seja uma sociedade, o contrato social não é necessário. Em vez disso, pede-se apenas um requerimento de empresário.

Documentação na Junta Comercial

Aqui você vai realizar o registro público da sua empresa e obter seu CNPJ. A Junta Comercial é um órgão regulado pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC). É aqui também que se faz a pesquisa de viabilidade de nome e confirma o endereço da sede. Quando registrada na Junta Comercial, sua empresa obtém o Número de Identificação de Registro de Empresa (NIRE).

Registro na Secretaria Estadual de Fazenda

Sua empresa precisa ser registrada na Secretaria de Fazenda do seu estado.

Por isso, a inscrição é necessária, para que as operações da sua empresa que movimentam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sejam fiscalizadas.

Além disso, qualquer empresa que vá emitir nota fiscal eletrônica e nota fiscal eletrônica ao consumidor, conhecimento de transporte eletrônico e manifesto de documentos fiscais eletrônicos, precisa realizar a inscrição. 

Alvará de funcionamento

É um documento que, basicamente, autoriza que sua empresa exerça as atividades.

Ele é concedido pela prefeitura da sua cidade, garante que está tudo certo com a sede física do seu negócio e que ele poderá funcionar normalmente ali.

Por isso, todo empreendimento precisa do alvará de funcionamento, até mesmo os digitais. Para obtê-lo, é preciso que, antes, você tenha:

  • Planta do imóvel;
  • Certificado de conclusão, em caso de imóveis recém-construídos;
  • Declaração de atividade;
  • Cópia do IPTU pago;
  • CPF e RG do responsável;
  • Setor, quadra e lote do imóvel;
  • Cadastro do Contribuinte Mobiliário.
  • Auto de Vista do Corpo de Bombeiros;
  • Licença Ambiental;
  • Licença Sanitária.

Invista no reconhecimento da marca da sua empresa

Não basta ter uma logomarca, criar redes sociais e esperar que as pessoas conheçam a sua empresa. Você precisa investir em branding, ou seja, fazer a gestão da sua marca. 

É muito importante ter uma presença online, uma estratégia de marketing digital e um desenvolvimento de marca, para que não apenas os seus serviços sejam conhecidos, mas sim para que sua empresa seja sinônimo de credibilidade e qualidade.

Estudar sobre marketing digital ou contratar uma empresa para realizar o serviço é um dos pontos principais do crescimento do seu negócio.

Assim, com esses quatros primeiros passos fundamentais, sua empresa poderá sair do papel e começar a oferecer serviços para terceiros.
Além do blog, você pode conhecer mais sobre o mercado de táxi pelo nosso canal no YouTube. Inscreva-se e aproveite!

99Entrega: o que você precisa saber sobre essa categoria

A 99 não ficou atrás das principais concorrentes e também lançou a categoria de entregas com carros particulares: 99entrega.

Fica cada vez mais evidente, para as grandes empresas, que o deslocamento de pessoas e produtos é um movimento integrado.

Não à toa, Uber e 99 já possuíam seus produtos voltados às entregas de alimento: Uber Eats e 99 Food.

Enquanto a primeira já disputava o mercado brasileiro de igual para igual com outros apps, a 99 food estava “engatinhando”, presente em poucas cidades do Brasil, ainda em fase de teste.

No entanto, a pandemia da Covid-19 fez acelerar o processo de integração entre transporte de passageiros e objetos.

Por isso, assim como a Uber lançou sua categoria Flash, a 99 colocou no ar a modalidade 99Entrega.

Hoje, vamos falar tudo o que é preciso saber sobre essa categoria.

O que é a 99entrega?

É a categoria de entregas de objetos, com carros particulares, do aplicativo de transporte brasileiro 99.

Assim, da mesma forma que o passageiro solicita o motorista para realizar um determinado deslocamento, ele pode solicitar o envio de um objeto.

A empresa anunciou a categoria em junho de 2020, como uma das medidas para ampliar os ganhos dos motoristas durante a pandemia.

Segundo comunicado enviado à imprensa, a 99Entrega possibilita aos usuários enviarem objetos pessoais a amigos, familiares e colegas de forma simples, segura e rápida, respeitando o isolamento social.

O Diretor de Operação e Produto da 99, Davi Miyake, explica que o lançamento, tanto da categoria entregas, quanto da 99poupa, levaram em consideração as necessidades dos usuários, com foco em segurança, conveniência e acessibilidade, ao mesmo tempo que ajuda os motoristas a manterem seus ganhos.

A empresa diz que esse tipo de categoria está presente em outros países da atuação da Didi Chuxing, empresa chinesa que comprou a 99 em 2018.

Em quais cidades a 99Entrega funciona?

Por enquanto, a categoria está presente apenas em algumas capitais e grandes cidades do país, que são:

  • Belém;
  • Belo Horizonte;
  • Brasília;
  • Campinas; 
  • Cuiabá;
  • Curitiba;
  • Fortaleza;
  • Goiânia;
  • Joinville; 
  • Londrina
  • Manaus;
  • Porto Alegre;
  • Recife;
  • Rio de Janeiro;
  • Salvador;
  • Santos
  • São José dos Campos;
  • São Paulo;
  • Uberlândia; 
  • Vitória.

No entanto, a 99 já anunciou que pretende expandir o serviço, visto que ela já é responsável por 5% das solicitações dos usuários da plataforma nesses locais, e representaram um aumento de 21% dos ganhos dos motoristas.

Segundo a empresa, o motivo são os grandes deslocamentos que os usuários solicitam, que chega a ser 30% maior do que em outras categorias.

Assim, a 99 pretende, a longo prazo, atingir as 1.600 cidades que a empresa atua.

Como funciona a 99Entrega?

Ao solicitar uma corrida na categoria entregas, o cliente informa, dentro do aplicativo, o nome do destinatário e demais informações sobre o serviço.

Chegando no local da coleta, o cliente é quem deve colocar o objeto dentro do porta-malas ou no banco traseiro do carro. Afinal, deve-se evitar o contato físico.

O motorista é responsável apenas pelo transporte do objeto, ou seja, ele não irá fazer compras, pagar contas ou qualquer outro trâmite para o cliente.

Ele também não terá nenhuma linha de comunicação com o destinatário. Assim, é de responsabilidade de quem envia o objetivo de avisar a pessoa sobre o deslocamento do motorista.

Caso ele chegue ao local e não encontre ninguém em até 10 minutos, ele retorna ao ponto da coleta para fazer a devolução do objeto. Se, novamente, não tiver ninguém no local, ele pode deixar o objeto na porta.

Assim como nas demais categorias, é possível colocar até três paradas e o pagamento pode ser feito no cartão no app, Paypal ou dinheiro, que deve ser entregue no momento da coleta do objeto.

Em caso de alteração da rota ou retorno do motorista, por não achar o destinatário, o valor pode ser alterado.

Ela só está disponível, por enquanto, das 6h às 23h.

Para mais informações, a 99 preparou um site completo sobre a categoria.

Como habilitar a categoria?

Tanto para motoristas, quanto para clientes, não há nenhum processo específico para habilitar a categoria. Basta selecionar a opção dentro do próprio app, caso você esteja dentro da zona de cobertura.

Quanto custa uma entrega pela 99?

As entregas são calculadas da mesma forma que na categoria POP, e também podem sofrer alterações em momento de pico de solicitação.

Na imagem abaixo, um exemplo da tabela de tarifas da categoria na cidade do Rio de Janeiro.

Imagem da tabela de preços da categoria entregas da 99

Quais objetos são proibidos de serem transportados?

A categoria também serviu para formalizar um serviço comum entre motoristas de aplicativo que, muitas vezes, gerava insegurança, por transportar um objeto desconhecido.

Dessa forma, a 99 regulamentou alguns tipos de objetos proibidos de serem transportados pelos motoristas, que são:

  • Dinheiro, cheque ou títulos de crédito;
  • Produtos ilícitos e/ou roubados;
  • Bebida alcoólica;
  • Tabaco;
  • Animais;
  • Armas de fogo ou munições;
  • Materiais perigosos (inflamáveis, combustíveis, explosivos ou venenosos);
  • Drogas e entorpecentes;
  • Jóias;
  • Gift cards;
  • Objetos de alto valor (acima de R$500);
  • Objetos com mais de 10 Kg ou que não caibam no porta-malas fechado do veículo;
  • Medicamentos controlados;
  • Quaisquer outros itens cujo transporte seja proibido por lei.

Sendo assim, o motorista que atua na categoria entregas da 99 deve transportar objetos simples e pessoais, de baixo valor, com menos de 10 Kg.

Por isso, caso o cliente queira transportar um objeto não aceito nos termos de uso, o motorista pode cancelar a corrida.

Como legalizar uma empresa de transporte executivo?

Legalizar uma empresa de transporte executivo, além de manter o negócio dentro das leis, garante mais autoridade ao serviço.

Grandes apps se popularizaram e, à medida que isso foi ocorrendo, alguns interessantes movimentos no mercado começaram a surgir.

Um deles é a criação de centrais de transporte de passageiros, fundadas por motoristas que começaram a ser requeridos constantemente para fazer corridas particulares.

Quando um passageiro gostava muito do trabalha do motorista, ele acabava pegando um contato para, em uma futura ocasião, solicitar o serviço dele.

Isso ocorria principalmente quando o passageiro entendia que precisava de alguém de confiança para o transporte em uma situação mais delicada, como o deslocamento dos filhos, uma viagem, transporte de material de alto valor e assim por diante.

Dessa forma, o serviço ia crescendo, um colega pegava o serviço, indicava outro e quando eles percebiam, o grupo estava com sua própria cartela de clientes, independente dos grandes apps.

Assim, algumas dessas centrais começaram a crescer e formaram de um negócio no ramo do transporte por passageiro.

No entanto, o serviço muitas vezes não está de acordo com as normas e funciona de maneira informal.

Por que legalizar a empresa de transporte?

Assim como o planejamento e a execução, legalizar a empresa de transporte executivo é um dos fatores mais importantes para a ascensão e consolidação da mesma no mercado.

Isso porque o serviço de uma empresa, que está dentro dos padrões e conformidades da lei, apresenta ainda mais credibilidade aos clientes, o que fortalece a marca.

Além disso, configura uma segurança para ela mesma, pois o ato de legalizar está atrelado aos departamentos financeiro e contábil.

Estando dentro das normas, você tem o caminho facilitado para conseguir atrair investimentos e empréstimos e, assim, expandir o negócio.

Uma outra possibilidade é você conseguir lançar o próprio aplicativo da sua central de transporte, já pensou?

Então, para legalizá-la, é necessário atentar-se aos próximos passos.

Passos para a legalização da empresa

Esses são alguns dos principais passos referentes à parte burocrática do negócio, que podem auxiliar os gestores:

Separar a documentação

Você, gestor, deverá separar uma série de documentos, requeridos para legalizar a empresa. São eles:

  1. CNPJ;
  2. Documentação na Junta Comercial;
  3. Cópia autenticada do RG e CPF;
  4. Registro na Secretaria Estadual da Fazenda (para as operações da empresa, que movimentam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), serem fiscalizadas);
  5. IPTU da sede;
  6. Cópia do Contrato de Locação ou Compra e Venda;
  7. Alvará de funcionamento;
  8. Documentos específicos da sua região/cidade.

Alguns documentos são separados, para os sócios e para a empresa. Estes, estão discriminados no portal abertura simples, como o contrato social, o registro na junta comercial e o alvará.

Além disso, vale atentar-se também à todas as licenças de funcionamento, condições para validar o alvará de funcionamento, e que podem “envolver” diversos departamentos, como a Prefeitura.

Obter auxílio extra de outras ferramentas

O portal Abertura Simples é um dos que realizam o processo completo, para que o empreendedor instaure seu serviço de forma rápida e segura. É uma opção, caso esteja buscando ajuda para a instauração do seu projeto.

O Sebrae também disponibiliza informações sobre os principais passos, para que os empreendedores consigam desenvolver seus projetos e, por fim, formalizá-los de acordo com a Lei.

Agora, seguindo os passos e sugestões, você estará ainda mais perto de oferecer o melhor serviço de transporte executivo aos seus clientes, além de posicionar-se bem no mercado.

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