Quando o taxista deve ligar o taxímetro?

O taxímetro é item obrigatório em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes, mas, afinal, quando o taxista deve ligá-lo?

A Lei nº12.488, que regulamentou a profissão dos taxistas brasileiros, destacou alguns deveres que o profissional do táxi deve ter.

Mas, além disso, no seu artigo 8º, a lei regulamentou o uso de um velho conhecido do mercado do táxi, o taxímetro.

Nada mais é que o aparelho usado para precificar as viagens de táxi. Calculadas pela soma do preço base, a famosa bandeirada, mais o preço por minuto parado e quilometragem percorrida.

Dessa forma, a transparência no momento do uso desse aparelho é essencial.

Afinal, uma das vantagens de aplicativos de transporte como Uber e 99 é a ausência de surpresa na hora do cálculo da tarifa, que já é mostrado para o passageiro antes dele solicitar o veículo.

Assim, para mantermos o táxi competitivo no mercado do transporte individual de passageiros, ser claro em relação ao preço cobrado é essencial.

Por isso, a lei obriga o uso do taxímetro em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes.

Além disso, eles devem ser anualmente conferidos pelo órgão competente, conforme a legislação em vigor.

E quando o taxista deve ligar o taxímetro?

Apenas quando iniciar a corrida.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), apesar de em alguns momentos o taxista realizar uma oferta de preço fechado antes de iniciar a viagem, o passageiro tem o direito de exigir o uso do taxímetro.

Vale lembrar que o táxi é um serviço com legislação específica em cada município. Assim, o instituto alerta que, de fato, em alguns momentos podem haver cobranças extras como pelo uso do porta-mala, viagem intermunicipal e etc, dependendo do município.

De toda forma, para os taxistas que trabalham em municípios acima de 50 mil habitantes, não esqueçam de ligar o taxímetro apenas na presença do passageiro ou pode correr o risco de ser punido pelos órgão de fiscalização.

Aplicativo de mobilidade urbana: o que é, quais são e como criar?

Aplicativos de mobilidade urbana são popularmente conhecidos como apps especializados no deslocamento de pessoas de um ponto ao outro da cidade.

Os aplicativos de mobilidade urbana estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros.

Com o desenvolvimento, principalmente das regiões metropolitanas, o deslocamento virou uma dor de cabeça para milhões de pessoas no Brasil.

Nesse cenário, os aplicativos apareceram para facilitar o trajeto de um ponto A para um ponto B, oferecendo mais conforto, rapidez e, dessa forma, um melhor custo-benefício.

Outra questão importante nesse contexto é a segurança – ou falta dela.

Segundo pesquisa da IDC, encomendada pelo PayPal, 75% dos brasileiros usam apps de mobilidade urbana por se sentirem mais seguros.

O que é um aplicativo de mobilidade urbana?

São popularmente conhecidos como aplicativos especializados no deslocamento de pessoas de um ponto ao outro da cidade.

Segundo a lei nº 12.587, que institui as diretrizes da Política Nacional do setor no Brasil, a mobilidade urbana é definida como a condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano.

Por isso, apesar de ser comum considerar aplicativos de transporte a mesma coisa que app de mobilidade urbana, o primeiro é uma espécie de categoria do segundo.

Afinal, aplicativos como Moovit também são apps de mobilidade urbana, mas não realizam deslocamento de passageiros.

A Lei nº 13.640, que regulamentou o transporte por aplicativo no país, nomeou o tipo de atividade exercida pela Uber, 99 e tantos outros apps que conhecemos como:

Transporte remunerado privado individual de passageiros: serviço remunerado de transporte de passageiros, não aberto ao público, para a realização de viagens individualizadas ou compartilhadas solicitadas exclusivamente por usuários previamente cadastrados em aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

Quais são os aplicativos de mobilidade urbana mais utilizados?

Se focarmos apenas nos aplicativos de transporte individual de passageiros, a Uber é disparada o app de mobilidade urbana mais utilizado no Brasil.

De acordo com pesquisada realiza pelo Ibope Inteligência, ela é a preferida de 54% dos brasileiros. 

O dado não é tão surpreendente, visto que o Brasil é o segundo maior mercado da empresa no mundo.

Já são mais de 600 mil motoristas cadastrados e mais de 22 milhões de corridas realizadas.

Em segundo lugar está a 99, com 12%. A empresa recentemente anunciou uma parceria com o WhatsApp e seus clientes poderão pedir corridas diretamente pelo app de mensagens.

Em terceiro e quarto lugar, respectivamente, aparecem Easy Táxi e Cabify com 5% e 4% de preferência. Após a realização da pesquisa, a empresa de táxi foi descontinuada e integrada à Cabify. A fusão permitiu que a empresa espanhola expandisse suas operações de oito para 39 cidades brasileiras.

Além dos aplicativos mais famosos, existem diversos outros espalhados pelo país, principalmente fora da área de atuação das multinacionais.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 550 aplicativos de mobilidade urbana regional.

Como criar um aplicativo de mobilidade urbana?

Criar um aplicativo de mobilidade urbana do zero é um processo trabalhoso e caro.

Tirando outros custos adicionais e a manutenção, criar um app com um desenvolvedor custa de 200 mil a um milhão de reais. 

O site Quanto Custa um Aplicativo também oferece um questionário onde você pode colocar suas necessidades e receber um valor médio inicial para criação do seu app.

De acordo com o site, o projeto inicial de um aplicativo simples custa cerca de R$76 mil reais.

A segunda opção é investindo em um aplicativo white label. Através dessa categoria, os empreendedores podem alugar a licença de uso para configurar com sua marca, preços e forma de trabalho.

A parte da tecnologia, dos custos com mapas, servidores, atualização e manutenção do aplicativo fica com a empresa responsável por “alugar” o aplicativo de mobilidade urbana.

Apesar de não poder mudar totalmente a identidade visual do aplicativo ou alterar funcionalidades por conta própria, o empreendedor que aluga a plataforma fica responsável por definir a forma de operação do app, como o despacho, os preços, a logo e diversas outras funcionalidades que a empresa desenvolvedora liberar. 

Uma outra vantagem é oferecimento de suporte técnico. Assim, após desenvolver o aplicativo, a empresa mantém contato com os gestores e cuida das atualizações do sistema.

Taxista é prestador de serviço, autônomo ou empregado?

O taxista é uma das profissões mais tradicionais do mundo, no entanto, no Brasil, há algumas dúvidas sobre em qual natureza jurídica ele se enquadra.

Muitas dúvidas cercam a profissão do taxista.

Algumas já respondemos aqui no blog. Como se ele pode comprar dois carros com desconto, ter outra atividade ou recusar corrida.

No entanto, uma das principais questões que ainda não trabalhamos por aqui é qual seria a natureza jurídica da profissão dele.

Alguns entendem o taxista como um funcionário público, já que as licenças para sua atuação são emitidas pelos órgãos da prefeitura.

No entanto, não é bem assim. Como já noticiamos, algumas decisões judiciais derrubaram a tese de que o taxista é um servidor público. A principal argumentação dos magistérios é a de que o serviço do taxista é pago pelo usuário e não pela administração pública.

Sendo assim, servidores públicos, de fato, poderiam inclusive acumular a função de taxista.

Mas é importante destacar que essa não é uma matéria resolvida ou, como se diz no meio jurídico, transitado em julgado. Porém, é a tese mais aceita atualmente, sendo necessário analisar caso a caso.

Prestador de serviço, autônomo ou empregado?

Depende. O taxista pode se enquadrar nas três naturezas jurídicas, dependendo da sua forma de trabalhar.

Quando o taxista é um prestador de serviço?

Algumas empresas contratam o taxista para prestar serviço para elas.

Por exemplo, as seguradoras contratam esses profissionais para fazer o deslocamento dos clientes, quando os carros quebram e eles precisam de transporte.

Hotéis também podem contratar taxistas como prestadores de serviço para realizar o transfer de seus clientes, do hotel para o aeroporto e vice-versa.

Nesses casos, o taxista precisa ter um CNPJ que, como já falamos aqui, pode ser feito via MEI.

A importância dessa documentação é a possibilita de emitir Nota Fiscal pelo trabalho realizado, uma exigência de muitas dessas empresas.

Quando o taxista é autônomo?

O taxista autônomo é uma das formas mais tradicionais de trabalho.

Ele não tem vínculo empregatício e, ao contrário do prestador de serviço, não precisa de CNPJ. No entanto, isso acaba limitando o profissional a realizar serviços apenas para pessoas físicas, em pontos ou nas ruas do país.

É importante lembrar que a LEI Nº 12.468, que regula a profissão dos taxistas, obriga os taxistas autônomos a pagarem o INSS.

Quando o taxista é empregado?

O taxista é empregado quando é contratado com carteira assinada por alguma empresa. As que costumam contratar taxistas são as próprias empresas de táxi.

Segundo a lei, esses profissionais tem direito ao piso remuneratório ajustado entre os sindicatos da categoria e a aplicação da legislação que regula o direito trabalhista e da do regime geral da previdência social.

Há ainda algumas polêmicas relacionadas ao vínculo empregatício entre taxistas de frota e entre os taxistas auxiliares e proprietários.

99 anuncia nova forma de pedir corrida: Whatsapp

Por meio de parceria com o Whatsapp, clientes da 99 conseguirão pedir corridas usando apenas o aplicativo de mensagem.

A 99 anunciou no último dia 5 que fechou uma parceria com o aplicativo de mensagem mais utilizado no Brasil, o Whatsapp.

Agora, clientes do app de transporte brasileiro poderão pedir corridas por meio de mensagens, sem precisar instalar o aplicativo em seu celular.

Em nota à imprensa, a empresa explicou que o objetivo é ampliar o alcance do serviço de corridas por app, principalmente para brasileiros com barreiras tecnológicas, como pouco espaço de armazenamento no aparelho ou pacote restrito de dados. 

A diretora de operações da 99, Livia Pozzi, disse que o Brasil é o primeiro país do mundo a contar com essa tecnologia que, segundo ela, beneficiará milhões de pessoas. “A nova solução faz parte da nossa estratégia para ampliar o acesso das pessoas a uma mobilidade urbana mais eficiente, segura e multimodal. E é um grande passo para ampliar nossa presença especialmente nas periferias, onde durante a pandemia o uso do app da 99 já cresceu 54%”.

Com essa parceria, a startup alcança milhões de brasileiros que ainda não possuem o app instalado. Segundo dados da própria empresa, o Whatsapp possui 120 milhões de usuários no Brasil, enquanto a 99 tem “apenas” 20 milhões.

Vale lembrar que na China, lar da dona da 99, a Didi, o super app de mensagens WeChat já trabalha de forma muito parecida. Inclusive, em 2014, ele chegou a realizar uma parceira com a EasyTaxi, sendo possível pedir corridas pelo app.

Segundo matéria da revista Veja, a parceria com o WeChat foi essencial para a Didi dominar o mercado chinês de transporte por aplicativo, adquirindo a própria Uber por lá.

Como pedir corridas da 99 pelo Whatsapp?

A 99 terá um número oficial para pedir corridas.

Ao mandar uma mensagem pela primeira vez, o aplicativo irá interagir com os usuários, solicitando dados cadastrais, assim como no app.

Em seguida, o usuário informa o local do embarque e destino. O mapa com a localização será integrado dentro do Whatsapp, que também vai informar previsão de valor da corrida, tempo de espera, nome do motorista e dados do veículo.

Assim que a corrida finalizar, será enviada uma última mensagem com valor a ser pago para o motorista.

Como serão pagas as corridas solicitadas pelo Whatsapp?

Inicialmente, todas as corridas solicitadas pelo Whatsapp serão pagas somente em dinheiro. Vale lembrar que a própria 99 já informou que 70% das corridas já são pagas dessa forma.

No entanto, com a modernização das funções de pagamento como a chegada do Pix e o próprio Whatsapp Pay e 99Pay, não é difícil imaginar que em um futuro próximos haverá novas formas de se pagar as corridas.

Em quais cidades já é possível pedir corridas pelo Whatsapp?

Inicialmente, a 99 informou que a modalidade estará presente a partir de 15 de outubro em quatro cidades do interior de São Paulo:

  • Araraquara;
  • Bauru;
  • Presidente Prudente;
  • São Carlos.

Porém a empresa pretende expandir o serviço para o resto do pais em breve.

Include+: transporte acessível para idosos e cadeirantes

Include+ é um serviço de transporte acessível para idosos e cadeirantes em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

45 milhões de brasileiros sofrem com alguma deficiência física.

É o que mostra os dados do último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para esses brasileiros, uma simples ida ao mercado se torna um grande desafio.

Isso, porque nossas ruas, estabelecimentos ou veículos não são transformados ou ao menos adaptados para atender às pessoas que, por algum motivo, tiveram sua capacidade de locomoção reduzida.

Sem falar dos idosos, 13% da população brasileira, e que, naturalmente, com o passar do tempo, vão tendo sua mobilidade dificultada.

Quando essas questões bateram na porta do engenheiro de computação Gláucio Riani, ele viu que era preciso fazer alguma coisa.

Com a idade chegando para sua mãe e seus sogros, e os desafios que com ela acompanha, Gláucio começou a perceber pequenos detalhes que dificultavam muito a vida dessas pessoas.

“Quando eu passei a ver esses desafios enfrentados pelas pessoas próximas a mim, me acendeu uma luz. Junto a isso, minha turma no MBA escolheu como tema de trabalho o empreendimento imobiliários voltado à arquitetura universal, que é um conceito da área em que os projetos devem ser realizados para serem aderentes às várias fases da vida”.

Anos mais tarde, quando devido a uma cirurgia, ele mesmo teve sua mobilidade reduzida temporariamente, “tirou do armário” todos aqueles conceitos e ideias que já o acompanhava há a algum tempo.

Então, começou a colocar na prática a Include+.

O que é a Include+?

A Include+ é um serviço de transporte acessível. O objetivo é atender cadeirantes, idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.

Atualmente, o foco da atuação da empresa é Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Assim, o transporte é realizado tanto para quem sai de Niterói com destino a uma cidade próxima, quanto quem sai de uma das cidades vizinhas para Niterói. Além do transporte dentro do próprio município, é claro.

Para iniciar o projeto, ele contratou uma empresa especializada para transformar seu veículo, uma Chevrolet Spin, em um carro não apenas adaptado, mas de tarnsformado para realizar esse tipo de transporte.

Gláucio explica que a transformação é realizada em uma empresa em São Paulo, e que há todo uma mudança na própria identificação do veículo. “O meu carro, por exemplo, passou a ser chamado Chevrolet Spin Cavenaghi, que é o nome da empresa com autorização de fazer essa transformação”.

O processo varia de 30 mil a 100 mil reais, dependendo de algumas especificações.

A Include começou sua operação em janeiro de 2020, inicialmente com uma viagem teste dos sócios, o próprio Gláucio e sua esposa Mônica.

Também compõe a família Include+, Bianca, filha mais velha do casal, que além de estudante de nutrição, comanda o setor financeiro, marketing e de atendimento ao cliente da empresa.

O destino da primeira viagem foi mais um aprendizado para a empresa. Pois ao chegar no local, Gláucio e sua passageira perceberam que o ambiente não estava adaptado para uma pessoa cadeirante.

“As pessoas do local se ofereceram para prestar apoio, mas esse é um ponto muito ruim para um cadeirante, ser manuseado. Mesmo com todo cuidado, é algo ruim, principalmente para uma mulher, ser tocada desse jeito”.

Porém, Gláucio avistou uma entrada e conseguiu transportar sua cliente até dentro do local. “Foi quando de fato nós vimos que tinha alguma coisa ali, pois como minha própria cliente falou, um serviço tradicional não teria esse tipo de cuidado”.

Como funciona o serviço da empresa?

A empresa oferece três tipos de serviço:

  • Carro acessível + cadeira de rodas: o cliente viaja na própria cadeira de rodas e ainda pode convidar duas pessoas para o acompanhar. Se necessário, a empresa empresta uma cadeira de rodas durante o transporte, sem custo adicional.
  • Carro acessível + acompanhante: o cliente solicita à empresa, uma pessoa para acompanhar durante o seu deslocamento e compromissos. O valor adicional é avaliado caso a caso.
  • Carro acessível + cadeirinha infantil: a modalidade oferece uma cadeirinha para crianças de 0 a 12 anos, ainda fica com três vagas para passageiros. A cadeirinha ainda pode ser emprestada durante o transporte, sem custo adicional.

O agendamento pode ser feito dentro do site includemais.com.br.

É possível entrar em contato via telefone, whatsapp ou e-mail.

O custo do transporte vai variar de acordo com distância e tempo previsto e é possível pagar com:

  • Dinheiro
  • Cartão de crédito
  • Cartão de débito
  • Boleto bancário

“Trabalhamos muito na base da confiança, às vezes fazemos a corrida e enviamos o boleto depois. Afinal, é um cliente próximo e que temos muitas informações sobre ele”.

Gláucio também aponta a importância da flexibilidade em um serviço desse tipo. “Quando realizamos o agendamento do transporte, perguntamos sobre alguns pontos específicos sobre o cliente, como se ele tem dor em alguma região, se usa sonda ou se será preciso entrar na garagem. Além disso, já deixamos agendado um horário, somos pontuais, mas sabemos que nem sempre o cliente pode ser”.

Os próximos passos da Include

Para Gláucio, o próximo passo é avaliar o tamanho do mercado na cidade.

Ele explica que Niterói possui um pouco mais de 2 mil cadeirantes e 10 mil pessoas com alguma dificuldade de locomoção.

“Aqui na cidade temos um táxi para cerca de 200 andantes e até pouco tempo, só tínhamos um táxi para todos os cadeirantes de Niterói”.

Nas suas projeções, a cidade comporta tranquilamente três carros adaptados incialmente.

Em relação a um aplicativo, Gláucio entende que ele não é por si só inclusivo. Afinal, muitos usuários possuem dificuldade com esse tipo de tecnologia.

No entanto, ele pensa que o app pode ser uma forma de expandir a atuação da empresa e trabalhar não apenas com idosos e cadeirantes, mas com pessoas com qualquer tipo de mobilidade reduzida e que necessitam de um serviço especial.

“Nossa ideia é algo mais simples, atender pessoas idosas ou com dificuldade de mobilidade em carros confortáveis que atendam minimamente às necessidades deles. Já os motoristas receberiam um treinamento de como realizar esse tipo de serviço e, logicamente, seriam melhores remunerados do que em um aplicativo tradicional”.

Quer saber mais sobre a Include? Não deixe de acompanhar a empresa nas redes sociais.

Bandeira 2: o que é e quando o taxista pode cobrar?

Bandeira 2 é a “dinâmica do táxi”, momentos de picos em que as tarifas ficam acima dos valores padrões.

O mercado de transporte individual de passageiros tem as suas peculiaridades.

No entanto, os preços das corridas, na maioria das vezes, segue a velha lei do mercado de oferta e demanda.

É assim que funciona com a tarifa dinâmica dos aplicativos de transporte tipo Uber e 99, como já falamos aqui no blog.

Aumenta a procura ou diminui a oferta de motoristas e logo o valor das tarifas sobem.

No mercado do táxi, esse “movimento” é mais conhecido como Bandeira 2 e ocorre de maneira um pouco diferente.

Assim, como veremos, ele é bem menos volátil do que as tarifas dos apps particulares de transporte, sendo regulamentado pelas prefeituras e tendo um horário fixo para ocorrer.

O que é a bandeira 2?

A bandeira 2 é o momento em que as tarifas cobradas pelos taxistas ficam mais elevadas.

Ela, diferente da tarifa dinâmica de Uber, 99 ou qualquer outro aplicativo de transporte, é menos volátil. Isso significa que ela tem uma hora exata para ocorrer, que é regulamentada, assim como todo serviço de táxi, pela prefeitura de cada município.

Em geral, a bandeira incide sobre o valor da quilometragem, ou seja, o valor que o taxista cobra por cada quilômetro rodado que, somado à bandeirada (preço de partida da corrida de táxi) forma o preço final.

Geralmente, o valor extra é de 20% a 30% mais cara do que a quilometragem da Bandeira 1, o preço padrão. Mas tudo isso pode variar de município para município.

Quando o taxista pode cobrar Bandeira 2?

Depende da regulamentação do município. Em São Paulo, por exemplo, a Bandeira 2 é cobrada das 20h às 6h do dia seguinte, como diz o site da prefeitura paulistana.

O “valor extra” também pode ser cobrado aos domingos, feriados e durante o mês de dezembro, algo que foi incluído via decreto municipal.

Na capital paulista, ela é um acréscimo de 30% sobre a quilometragem da bandeira 1, que, segundo notícia publicada no portal Uol, em novembro de 2019, custava R$2,75 por Km rodado.

A prefeitura de São Paulo também instituiu a Bandeira 3, que pode ser ativada durante grandes eventos cadastrados pelo Departamento de Trânsito do município.

A Bandeira 3 equivale a 30% a mais do valor final que seria cobrado na Bandeira 2.

No Rio de Janeiro, a Bandeira 2 começa a ser cobrada uma hora mais tarde (21h) e acaba às 6h do dia seguinte.

Assim como em São Paulo, ela também vale aos domingos e feriados. A prefeitura também costuma assinar um decreto permitindo que o valor adicional seja cobrado em momentos especiais, como no Carnaval.

A Bandeira 2 carioca também é 20% da quilometragem da Bandeira 1.

Para conferir os valores e horários da Bandeira 2 na sua cidade, confira o site da sua prefeitura.

O impacto da fusão de Unidas e Localiza para os motoristas de aplicativo

As duas principais locadoras de veículos do país, Unidas e Localiza, anunciaram uma fusão que promete abalar todo o mercado.

No dia 12 de setembro de 2020, as locadoras de veículos Unidas e Localiza anunciaram que pretendem incorporar suas ações, ou seja, realizar uma fusão.

Com o acordo firmado, a Localiza se tornará detentora de 100% dos papéis da Unidas.

Dessa forma, o valor de mercado da nova empresa será de R$50,5 bi. Além disso, a frota de veículos será de quase 491.000.

A fusão ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Quais são os impactos da fusão para os motoristas de aplicativo?

Em primeiro lugar, muitos motoristas alugam carro para trabalhar. Para motoristas que trabalham exclusivamente com apps, essa pode ser uma ótima opção.

Sendo assim, a fusão afeta diretamente esses motoristas. Isso porque nos últimos anos, o consumidor se beneficiou da “guerra” de preços envolvendo as locadoras de veículos. Com a fusão, o natural é que a concorrência diminua e a oferta de preços variados também.

Além disso, a fusão pode impactar diretamente outra categoria: as montadoras de veículos. As locadoras ampliaram suas atividades com a chegada definitiva dos apps de transporte no Brasil, isso porque as empresas oferecem, além da locação, venda de carros seminovos.

Veículos estes que são comprados das montadoras com descontos de até 30%. Com a criação da maior empresa desse setor do país, os representantes das montadoras temem que o poder de barganha seja ainda maior. 

O que dizem os envolvidos?

Em coletiva de apresentação do negócio aos investidores, Luis Fernando Porto, presidente da Unidas disse: “As empresas terão mais capacidade de alavancar plataformas tecnológicas para aumentar a eficiência e ter maior impacto positivo na experiência dos clientes”.

O diretor presidente e cofundador da Localiza, Eugênio Mattar, reforçou que a fusão reduzirá riscos como os vistos durante o ápice da pandemia que resultou no fechamento de lojas de locação: “Queremos liderar o desenvolvimento do mercado de mobilidade”.

Como funciona a nova taxa de cancelamento da Uber?

A Uber anunciou algumas mudanças em sua taxa de cancelamento. Veja o que mudou.

O cancelamento da corrida pode ser um momento de muito estresse para os motoristas.

Afinal, após realizar o deslocamento, chegar no local e perceber que a corrida não será realizada, pode ser frustrante.

Além disso, as regras das taxas de cancelamento nunca foram uma unanimidade entre motoristas e passageiros.

No último dia 21, a Uber começou a enviar e-mails para comunicar usuários e parceiros de mudanças nessa taxa.

Como funciona a nova taxa de cancelamento?

  • Valor mínimo de 5 reais que pode chegar a 20 reais – a variação vai depender da cidade, do tempo e do trajeto feito pelo motorista;
  • Inclusão do Uber Flash, a categoria de entregas do app, na cidade de São Paulo

Apesar das mudanças, o cálculo para definir o valor segue o mesmo, ou seja, ela leva em consideração o tempo e a distância que o motorista percorreu desde o aceite até o cancelamento da corrida.

Lançada com o objetivo de ser mais justa para passageiros e motoristas, a novidade não agradou todo mundo. O motorista de aplicativo e youtuber Fernando Floripa criticou a nova taxa em recente vídeo no seu canal.

“Em geral, no meu ponto de vista, o motorista acaba ganhando menos com a nova taxa de cancelamento. Você aceita o chamado, roda um ou dois km para buscar o passageiro, espera três, quatro, cinco minutos. No final, o preço de dois km e cinco ou seis minutos é inferior à taxa que a gente recebia antes. Na maioria das corridas vai acontecer isso. Você vai rodar pouco para buscar o passageiro, não vai aguardar muito tempo e o valor que você vai receber vai ser inferior ao que a gente recebia antes. No meu ponto de vista, essa nova taxa de cancelamento não ficou boa para o motorista”.

Reclame Aqui: a importância de ficar atento à página do seu app

O Reclame Aqui é um dos principais referenciais que o cliente pode ter antes de comprar um produto ou serviço.

Se você teve algum problema com uma empresa ou quis dar aquela conferida na reputação antes de fechar um negócio, muito provavelmente já utilizou o Reclame Aqui.

Para quem não conhece, ele é o principal site de reclamações contra empresas no Brasil.

O site foi fundado em 2001 pelo empresário Maurício Vargas, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Em seu site institucional, eles contam que, após perder um voo, Vargas não encontrou nenhum canal onde pudesse expor sua indignação, ao mesmo tempo que alertasse outros consumidores.

E foi assim que nasceu o Reclame Aqui.

Atualmente, o site conta com 15 milhões de consumidores e 120 mil empresas cadastradas.

O serviço oferecido pelo site é completamente gratuito. Isso porque o Reclame Aqui é um projeto do grupo Óbvio Brasil, que desenvolve ferramentas de atendimento ao cliente.

Assim, eles consideram o espaço, uma espécie de laboratório para desenvolver e aperfeiçoar os negócios da empresa.

Para você que tem um aplicativo de transporte, entregas ou estabelecimento comercial, ficar de olho no que estão falando da sua empresa por lá é essencial.

Como funciona o Reclame Aqui?

Após ter algum problema com uma determinada empresa, o consumidor se cadastra no Reclame Aqui e, então, escreve o que ocorreu.

Por exemplo, imagine que você seja do aplicativo de transporte X e um determinado passageiro tenha tido um problema durante uma viagem. Como, por exemplo, ser mal atendido pelo motorista.

Ele abre o site e, mesmo que a sua empresa ainda não esteja cadastrada no Reclame Aqui, o próprio consumidor pode realizar esse cadastro, inserido o nome, e-mail e website da empresa.

Você será notificado que há uma reclamação sobre a sua empresa no site. Então deve entrar em contato com a Central de Atendimento do site para ter acesso a um login e senha, que te possibilite responder à reclamação. Para isso, você também pode mandar um e-mail para [email protected]

É importante ter muita atenção a esse e-mail, afinal, será por lá que o site enviará as novas reclamações dos clientes. É possível inserir até 3 e-mails de contato da empresa, o Reclame Aqui pede preferência àqueles que tenham o domínio da sua empresa, como [email protected]

O responsável pela empresa consegue ver quantas visualizações a empresa teve em sua página no site. Afinal, muitos usuários entram não para realizar uma reclamação, mas para saber se a empresa é confiável.

Dentro da página da empresa, é possível inserir uma breve descrição, incluindo o Reclame Aqui e inserir o CNPJ.

Também é possível colocar o endereço.

Como funciona o cálculo da reputação da empresa?

Um dos grandes feitos do Reclame Aqui é ter realizado um inovador cálculo matemático para chegar a um valor de reputação da empresa.

Ou seja, toda empresa cadastrada no site tem um selo de reputação, que pode ser:

  • RA 1000;
  • Ótimo;
  • Bom;
  • Regular;
  • Ruim;
  • Não recomendada.

Sem querer assustar, mas já assustando, o cálculo é realizado através da seguinte equação:

AR = ((IR * 2) + (MA * 10 * 3) + (IS * 3) + (IN * 2)) / 100

Índice de Resposta (IR) – Porcentagem de reclamações respondidas, sendo que apenas a primeira resposta é considerada;

Média das Avaliações (Nota do Consumidor) (MA) – Leva em consideração apenas reclamações finalizadas e avaliadas. Corresponde à média aritmética das notas (variando de 0 a 10) concedidas pelos reclamantes para avaliar o atendimento recebido;

Índice de Solução (IS) – Leva em consideração apenas reclamações finalizadas e avaliadas. Corresponde à porcentagem de reclamações onde os consumidores, ao finalizar, consideraram que o problema que originou a reclamação foi resolvido. Essas reclamações são representadas pelo ícone de status verde;

Índice de Novos Negócios (Voltaria a fazer negócios?) (IN) – Leva em consideração apenas reclamações finalizadas e avaliadas. Corresponde à porcentagem de reclamações onde os consumidores, ao finalizar, informaram que, sim, voltariam a fazer negócios com a empresa.

O resultado dessa equação é um número que varia de 0 a 10.

Assim, o selo por faixa de pontuação é:

  • Ótimo: de 8 a 10;
  • Bom: de 7 a 7,9;
  • Regular: de 6 a 6,9;
  • Ruim: de 5 a 5,9;
  • Não recomendada: menos que 5.

E o que é o RA 1000?

O RA 1000 é o prêmio máximo do Reclame Aqui, dada àquelas empresas que atingem o nível máximo de excelência no atendimento aos clientes no site.

Os critérios utilizados são:

  • Número de avaliações igual ou superior a 50;
  • Índice de Resposta igual ou superior a 90%;
  • Índice de Solução igual ou superior a 90%;
  • Média das Avaliações (Nota do consumidor) igual ou superior a 7;
  • Índice de Novos Negócios (voltaria a fazer negócios) igual ou superior a 70%.

No entanto, o selo não é dado automaticamente. A equipe do site realiza uma auditoria em todas as empresas que atingem os números exigidos para alcançar o RA 1000.

As empresas que desejam expor o selo no site ou em outro veículo, podem solicitar através do site.

Conclusão

Mantenha sua equipe de atendimento com os olhos sempre atentos à página da empresa no Reclame Aqui.

Afinal, nos últimos anos, o site conseguiu se tornar uma referência no quesito e, certamente, se um possível cliente quiser saber mais sobre você, se a empresa é confiável, ele olhará a página no Reclame Aqui.

Além disso, se possível, responda rapidamente e à todas as reclamações enviadas, pois, como falamos aqui, tudo será levado em conta para você atingir o tão sonhado RA 1000.E para qualquer outra dúvida, não deixe de conferir o FAQ do Reclame Aqui.