Mercado Envios Flex: o sistema de entregas do Mercado Livre

O Mercado Envios Flex é o sistema de entregas no mesmo dia do Mercado Livre, permitindo que o próprio vendedor as realize.

As entregas são, provavelmente, a etapa mais desafiadora das vendas online.

Não à toa, o mercado trabalha ativamente para solucionar o desafio, permitindo que vendedores possam entregar com a mesma agilidade que os clientes conseguem comprar e pagar pelos produtos.

Por isso, o Mercado Livre, principal marketplace do país, anunciou em 2018 o Mercado Envios Flex. Ele é um sistema de entregas no mesmo dia (same day delivery) ou, no máximo, no dia seguinte.

Através dele, os vendedores da plataforma realizam suas próprias entregas, ou seja, podem utilizar veículos próprios ou contratar centrais de entregas, para levar os produtos até as mãos dos clientes.

Assim, ao habilitar essa modalidade, os vendedores conseguem algumas vantagens dentro do Mercado Livre, atraindo mais clientes e entregando com maior celeridade.

Vamos destrinchar esse sistema?

O que é o Mercado Envios Flex na prática?

O Mercado Envios Flex é o sistema de entregas no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte, do Mercado Livre.

Ele foi anunciado pela empresa em setembro de 2018, como uma forma de flexibilizar as opções de logística dos vendedores.

Afinal, através dessa categoria, a responsabilidade pela entrega é do vendedor; ele combina a data da entrega, e pode realizá-la da maneira que preferir, sem necessitar do serviço dos Correios.

Como funciona o sistema?

Antes de qualquer coisa, para o vendedor estar apto a participar do Mercado Envios Flex, segundo o próprio Mercado Livre, ele precisa atender aos seguintes critérios:

  • Reputação amarela ou verde.
  • Ter o Mercado Envios ativado nos anúncios.
  • Contar com um serviço de entregas particulares, seja próprio ou terceirizado.
  • Oferecer envios no mesmo dia ou no dia seguinte, de segunda a sexta-feira.
  • Fazer envios dentro da área de cobertura.

Se o vendedor atender a todos os critérios acima, basta ele baixar o aplicativo do Mercado Envios Flex em seu celular, e realizar as configurações usando a conta do Mercado Livre.

Quando uma venda é feita pelo Envios Flex, o Mercado Livre gera um QR Code para catalogar o produto. Assim, em seguida, o vendedor vai etiquetar cada produto com o código gerado.

Na hora de realizar as entregas, o entregador vai escanear cada produto através do app. Com os produtos escaneados, o sistema joga para o aplicativo as informações do destinatário, como endereço e telefone de contato.

Além disso, ele vai elaborar uma sugestão de roteiro para o motorista, que poderá ou não segui-la.

Ao partir para a entrega, todas as informações já estarão no aplicativo do entregador, que poderá entrar em contato com o destinatário.

O motorista confirma a entrega e o cliente assina digitalmente dentro do aplicativo, informando também seu CPF.

Caso a entrega não consiga ser realizada, basta informar no aplicativo e reagendar com o comprador.

O Mercado Livre também atenta que os entregadores devem:

  • Manter o Google Maps atualizado;
  • Sair sempre com a bateria do celular carregada, ou alguma bateria portátil;
  • Ativar o serviço de dados da internet.

Segundo a empresa, o vendedor deve manter uma taxa de 85% das vendas dentro do prazo, caso contrário, será suspenso da modalidade.

Quanto custa uma entrega?

Uma das partes mais interessantes dessa categoria é que o Mercado Livre subsidia parte da entrega, para que o vendedor garanta frete grátis aos clientes em vendas acima de R$120,00.

A tabela de preços utilizada pela empresa é a seguinte:

  • R$ 8,90, se a entrega for na mesma região do vendedor.
  • R$ 13,90, se a entrega for em região vizinha.
  • R$ 15,90, se estiver em uma região distante do vendedor.

Dessa forma, para os vendedores Mercado líderes, Lojas Oficiais e reputação verde, 50% desse valor é depositado em até dois dias após a venda.

Já para os que tem reputação amarela, 40% desse valor é depositado.

Quais são as vantagens do Mercado Envio Flex para o vendedor?

Segundo o Mercado Livre, ao oferecer a possibilidade do cliente receber seu produto no mesmo dia, o vendedor, em troca, ganha algumas vantagens, que são:

  • Anúncios em destaque na plataforma e filtro especial de “Chegará hoje”;
  • Dinheiro da venda disponível na conta em até 48h após a entrega;
  • Subsídio de 50% dos custos no frete grátis;
  • Todos os envios rastreados;
  • Envio dos produtos com o próprio veículo ou serviço terceirizado;
  • Escolha da área de atuação.

O Mercado Livre possui alguma central de entregas para indicar aos vendedores?

O grande mote dessa categoria é a realização das entregas pelo próprio vendedor.

Para aqueles que desejam terceirizar a entrega, a empresa possui em seu site, uma lista com algumas centrais habilitadas para o serviço.

São elas:

  • B&A Express;
  • BIBI44Express;
  • Bora Bora Delivery;
  • Pex Tá Entregue;
  • Estoca;
  • R3 Express;
  • N&C Lacerdas Express;
  • Murici Transportes;
  • TM Logística;
  • Easy Frete;
  • Vitom LOG;
  • Shippify;
  • Take Log;
  • Picap;
  • Supremacy Transportes;
  • Delivery Center;
  • Fast Via;
  • Click Entregas;
  • Nex.

Além disso, o Mercado Livre indica que o vendedor busque empresas com boa estrutura para entregas diárias, com entregadores que já operam com o sistema, e que dê preferência para centrais conhecidas, com que já tenha trabalhado.

Outro importante ponto é avaliar os veículos oferecidos pela empresa. Afinal, a depender do produto, será necessário um veículo maior, como uma fiorino.

Vale lembrar que os produtos dessa categoria devem ter, no máximo, até 30 Kg e já estarem cadastrados no Mercado Envio.

Qual a área de atuação do programa?

Por enquanto, o Mercado Envios Flex atua somente na cidade de São Paulo.

A empresa dividiu o município nas suas cinco regiões: centro, sul, leste, norte e oeste. Além disso, subdividiu cada região em outras sub-regiões.

Dessa forma, o vendedor consegue restringir a sua área de atuação, nas seguintes localidades.

Zona Central

  • Barra Funda
  • Bela Vista
  • Bom Retiro
  • Cambuci
  • Consolação
  • Jardim Paulista
  • Liberdade
  • República
  • Santa Cecília

Zona Norte 1

  • Jaçana
  • Santana
  • Tucuruvi
  • Vila Maria
  • Vila Guilherme
  • Vila Medeiros

Zona Norte 2

  • Cachoeirinha
  • Casa Verde
  • Limão
  • Mandaqui

Zona Norte 3

  • Freguesia do O
  • Pirituba

Zona Sul 1

  • Itaim Bibi
  • Moema
  • Saude
  • Vila Mariana

Zona Sul 2

  • Cursino
  • Ipiranga
  • Sacomã

Zona Sul 3

  • Campo Belo
  • Campo Grande
  • Cidade Ademar
  • Jabaquara
  • Jardim São Luis
  • Santo Amaro
  • Socorro

Zona Leste 1

  • Agua Rasa
  • Aricanduva
  • Belém
  • Brás
  • Carrao
  • Mooca
  • Pari
  • Tatuapé
  • Vila Formosa

Zona Leste 2

  • São Lucas
  • Sapopemba
  • São Mateus
  • Vila Prudente

Zona Leste 3

  • Artur Alvim
  • Cangaiba
  • Cidade Lider
  • Penha
  • Ponte Rasa
  • Vila Matilde
  • Vila Prudente

Zona Leste 4

  • Ermelino Matarazzo
  • Itaquera
  • José Bonifácio
  • Parque Do Carmo
  • São Miguel Paulista
  • Vila Jacuí

Zona Leste 5

  • Guaianases
  • Itaim Paulista
  • Jardim Helena
  • Lajeado
  • Vila Curuçá

Zona Oeste 1

  • Alto de Pinheiros
  • Lapa
  • Pinheiros
  • Perdizes
  • Vila Leopoldina

Zona Oeste 2

  • Butantã
  • Jaguaré
  • Raposo Tavares
  • Rio Pequeno

Zona Oeste 3

  • Campo Limpo
  • Morumbi
  • Vila Andrade
  • Vila Sonia

Frota própria ou terceirizada: vantagens e desvantagens

Farmácias e restaurantes, que operam em sistema de delivery, inevitavelmente necessitam escolher entre ter frota própria ou terceirizada.

Nos últimos anos, a tecnologia permitiu uma grande virada no mercado de entregas.

Estabelecimentos como farmácias e restaurantes ganharam diversas opções, para realizar entregas e impulsionar as vendas.

No entanto, os aplicativos de delivery como iFood, Uber Eats e Rappi trouxeram também algumas interrogações nas cabeças de donos de estabelecimentos.

Não propriamente novas interrogações. Afinal, não é de hoje que farmácias e restaurantes precisam optar entre ter a própria frota de entregadores ou terceirizar o serviço.

No entanto, os aplicativos marcaram uma nova fase. Se, por um lado, impulsionam as vendas dos estabelecimentos – segundo o iFood, os restaurantes alcançam aumento médio de 50% em faturamento após entrar na plataforma -, por outro, criaram uma relação de dependência, distanciando clientes e estabelecimentos.

Por isso, muitos empresários acabam optando por construir a própria frota.

Vamos conversar sobre as vantagens e desvantagens de ter uma frota própria, ou terceirizada.

Frota própria

A frota própria é o modelo em que a farmácia ou restaurante contrata os próprios motoboys e entregadores.

Nesse modelo, o estabelecimento pode contratar os profissionais como trabalhadores formais, dentro do regime da CLT, ou de forma autônoma, fazendo contratos de prestação de serviços.

Caso opte por esse último modelo, é muito importante que o estabelecimento preste atenção nas regras trabalhistas que regulamentam o trabalho autônomo, até para não gerar nenhum problema no futuro.

Caso opte por contratar o motoboy, ele será mais um funcionário da empresa, assim como um garçom ou cozinheiro nos restaurantes, e os balconistas e farmacêuticos, no caso das farmácias.

Os estabelecimentos também podem adquirir os equipamentos de proteção e veículos. Logo, também é responsável pela manutenção.

Em um dos nossos artigos anteriores, explicamos como contratar um motoboy para delivery. Se ainda não conferiu, dê uma lida ao final deste texto.

Citamos o empresário Marcelo Marani, que explica a sua preferência por contratar um motoboy dentro da CLT, para que tenha o profissional 100% à disposição.

Padronização no atendimento

Uma das principais vantagens, de possuir a própria frota de entregadores para restaurantes e farmácias, é conseguir padronizar a excelência no serviço.

Afinal, como funcionários do estabelecimento, é possível treinar, capacitar e criar normas de atendimento, vestimenta e higiene para os entregadores.

Mais do que uma questão estética, padronizar vestimentas possibilita personalizar os equipamentos com a marca do estabelecimento, gerando visibilidade para o negócio.

Controle da operação

Além de padronizar o atendimento, contar com a própria frota possibilita controlar importantes questões em uma operação de delivery, como tempo e preço da entrega.

Afinal, ao terceirizar a frota, inevitavelmente, o estabelecimento repassa essas responsabilidades às empresas contratadas.

Informações sobres os clientes

Das reclamações sobre aplicativos de delivery, uma das principais é a falta de informação que o estabelecimento acaba tendo sobre os clientes.

Como já explicamos em outros artigos, em alguns apps o cliente se torna apenas um número, e o restaurante fica sem acesso a nomes, telefones, e-mails e hábitos de consumo, que podem ajudar a elaborar estratégias comerciais.

Vale destacar que esse problema não é exatamente causado pela terceirização da frota mas, sim, pela contratação de apps delivery em que a venda acontece dentro deles.

Assim, se o estabelecimento realiza a venda em site próprio, mas contrata uma empresa de motoboys para fazer a entrega, a falta de informação não se torna uma questão.

No entanto, a terceirização de frota para grandes apps ocasiona esse problema.

Frota terceirizada

O modelo da frota terceirizada é aquele em que o restaurante ou farmácia não possuem a própria frota.

Assim, eles contratam uma empresa de motoboys, especializada em entregas, ou realizam cadastro em apps de delivery para contar com a frota do aplicativo.

Vale lembrar que nem todo plano de aplicativo de delivery conta com a frota de entrega.

O iFood, por exemplo, possui dois planos: básico e entregas. Apenas no segundo o restaurante conta com a frota de entregadores do aplicativo.

A grande vantagem desse modelo é, sem dúvidas, os gastos que acabam sendo menores, tanto com a contratação dos profissionais, quanto pela manutenção dos equipamentos.

Além disso, no caso de aplicativos de delivery, a gestão é automatizada, já que a venda ocorre dentro do app, que já chama um entregador para o serviço.

Custos de contratação e manutenção

Como falamos anteriormente, o modelo de terceirização de frota acaba se tornando vantajoso para quem tem o foco de gastar menos.

Afinal, você não terá gastos com contratação de funcionários e encargos trabalhistas, nem com a manutenção de equipamentos.

Tudo fica a cargo do aplicativo de delivery ou empresa de motoboy que você contratou.

Dessa forma, o foco do estabelecimento é, unicamente, preparar a encomenda e entregar para o parceiro realizar o serviço.

Foco no negócio

Outra vantagem de uma operação com frota terceirizada é a possibilidade de focar exclusivamente na atividade fim do negócio.

No caso de aplicativos de delivery, o sistema é integrado. Assim, o restaurante faz uma venda e imediatamente já despacha para o entregador.

Dessa forma, ele não se preocupa com essa parte da operação.

Segundo o diretor técnico do Sebrae Bruno Quick, em entrevista à Folha de São Paulo, manter uma estrutura de entregas demanda tempo e investimento.

Assim, ao terceirizar essa etapa da operação, o empreendedor, principalmente do pequeno negócio, consegue ficar inteiramente focado.

A realidade é que não existe uma resposta única para o que é melhor para todos os estabelecimentos. Por isso, é necessário que cada empresário avalie prioridades e, assim, decida o que é o melhor para o negócio.

A desintermediação no setor de entregas

A desintermediação é o processo de encurtar caminhos da empresa até o cliente, sendo ela responsável da produção à entrega.

No nosso dia a dia, não é tão difícil encontrar negócios quase 100% desintermediados, em que o estabelecimento é responsável pela venda, entrega e por todas as outras etapas de relacionamento com o cliente.

Mas, geralmente, basta o negócio crescer um pouco mais, que já começa a contratação de intermediários via serviços terceirizados.

A empresa é a que realiza a entrega, o serviço de atendimento ao cliente e assim por diante.

Isso não é, por si só, algo negativo. Afinal, dependendo da operação e do contexto do negócio, há serviços em que intermediação traz não apenas economia, como também “libera” a empresa para focar em outras etapas da jornada.

No entanto, como quase tudo na vida, há ônus e bônus.

Na lista de ônus, está a natural perda de controle sobre algumas etapas do ecossistema do negócio. O distanciamento com o cliente, a falta de controle dos funcionários da empresa terceirizada, podendo resultar em críticas à empresa contratante.

Afinal, quando o cliente da pizzaria, por exemplo, recebe a pizza em casa, ele não enxerga o entregador como “contratado da empresa de motoboys terceirizada pela pizzaria”. Ele é o entregador do estabelecimento.

Por isso, se ele foi mal atendido, ele reclama do entregador da pizzaria X.

O que é desintermediação?

A desintermediação é o processo de eliminar intermediários entre a empresa e o cliente.

Basta imaginar uma empresa, qualquer que seja, e identificar quais são as etapas que separam ela e os clientes.

Um exemplo publicado no site Mercado e Consumo é a Apple e a Samsung.

Essas duas empresas produzem celulares, notebook e outros aparelhos eletrônicos, que são comercializados em grandes redes de lojas mundo afora.

É possível comprar iPhone ou Galaxy nas Lojas Americanas, Magazine Luiza, Walmart ou qualquer outra loja de departamento.

Quando acontece isso, há uma intermediação entre Apple e Samsung e os clientes.

Por isso, essas duas empresas também possuem lojas próprias, em que o cliente pode comprar o produto diretamente. São locais personalizados, com vendedores especializados e atendimento direto ao cliente.

Ao fazer isso, Apple e Samsung estão realizando o processo de desintermediação.

Photo by Hussam Abd on Unsplash

Mas não precisamos ir tão longe. Quando uma rede de pizzaria possui a própria frota de entregadores, e faz com que os pedidos sejam realizados dentro do site dela, ela também está fazendo desintermediação.

Um exemplo é a pizzaria Domino’s que, apesar de também estar em apps como iFood, investe em sua própria plataforma de pedidos através de site.

A tecnologia ajuda ou atrapalha a desintermediação?

Segundo texto publicado pela Livima, empresa do setor imobiliário, aplicativos como iFood e Uber ajudaram a desintermediar relações entre clientes e prestadores de serviços de entregas de alimento e transporte.

Não há como negar que os apps fizeram com que esses tipos de serviços ficassem, de fato, na palma da mão dos clientes.

No entanto, a desintermediação pode ir além. Isso porque, em aplicativos como os citados, a base de clientes pertence ao app e não aos prestadores de serviço.

Por isso, apesar de facilitar para que o consumidor tenha acesso a esses restaurantes e motorista, da outra parte, fica difícil eles terem acesso aos clientes.

Por regras dos aplicativos, muito pouco é passado sobre o cliente e, no mundo de hoje, não ter dados sobre quem está consumindo seu produto ou trabalho pode dificultar muito para o andamento de um negócio.

E é aí que a tecnologia pode ser uma importante aliada, desde que seja democratizada e esteja na mão, também, das pequenas e médias empresas.

Por isso, plataformas próprias de entregas ajudam essas empresas na retenção de informações e, assim, podem prestar o melhor serviço possível aos clientes.

Quais são as vantagens da desintermediação no setor de entregas?

A desintermediação permite que estabelecimentos e prestadores de serviços da área de entregas tenham acesso direto aos clientes.

Dessa forma, eles conseguem realizar promoções, entrar em contato, em caso de algum problema e, principalmente, ter dados sobre para quem está trabalhando. Vamos falar de cada uma dessas vantagens.

Controle de qualidade

Ao desintermediar a operação de entregas do estabelecimento, o empresário consegue padronizar o serviço.

Assim, é possível treinar entregadores, criar padrões de atendimento, higiene e, até mesmo, colher feedbacks diretamente com o cliente.

Por fim, caso ocorra algum incidente grave, é possível localizar de imediato e afastar o entregador responsável.

Aproximação com cliente

No caso de estabelecimentos comerciais, o cliente irá consumir o que a empresa preparou, vendeu e entregou.

Dessa forma, elimina intermediários e, principalmente, comissões que poderiam estar indo diretamente para a empresa.

Essa aproximação com o cliente, no momento da entrega, permite que você tenha sob controle todo o ciclo da experiência dele com sua empresa.

Dados dos clientes

Uma das principais reclamações, de estabelecimentos cadastrados em aplicativos intermediários, é que o cliente se torna apenas um número.

Às vezes, não há informações nem mesmo do nome, menos ainda de hábitos de consumo, que podem ajudar a impulsionar as vendas do estabelecimento.

Ao eliminar intermediários, é possível construir a própria base de dados e, por meio de tecnologia, identificar padrões de consumo e enviar promoções diretamente para o cliente interessado em determinado produto.

Dessa forma, vale a pena entender o negócio e avaliar se a desintermediação da entrega cabe ou não.

Como ter um aplicativo de motoboy para seu estabelecimento?

Agilizar entregas, acompanhar entregadores e gerenciar frotas próprias, tudo isso é possível quando um estabelecimento tem seu aplicativo de motoboy.

Apesar da diversidade de serviços oferecidos pelo mercado de entregas, muitos empresários preferem a logística própria. Afinal, entendem que é a melhor forma de garantir excelência no serviço, do início ao fim.

Dessa forma, farmácias, bares e restaurantes organizam sua frota de motoboys, treinando, capacitando e padronizando o atendimento, para que o cliente tenha a melhor experiência possível.

Nesse cenário, ter um aplicativo próprio de motoboys possibilita que os estabelecimentos cadastrem seus entregadores, acompanhem as entregas e agilizem todo o processo de operação do delivery.

A criação do aplicativo

Há duas possibilidades de ter um aplicativo para seu estabelecimento: contratar desenvolvedores para criarem um app do zero, logo, com maior nível de personalização; ou contratar uma empresa que ofereça plataforma white label.

Como o primeiro caso apresenta maior personalização e detalhamento, de acordo com os pedidos do gestor do app, seu custo é bastante superior.

Já a plaforma white label pode oferecer um sistema com qualidade, embora menor personalização, e um custo mais acessível ao gestor.

Há de se considerar também que não será apenas o custo inicial e, para ambos os casos, surgirão custos posteriores de manutenção da parte tecnológica.

Nesse caso, você deve optar por uma das opções, de modo que essa escolha esteja alinhada com os seus objetivos e possibilidades de negócio.

O que é a plataforma white label e como ela pode ajudar?

O conceito white label significa contratar uma plataforma já pronta e testada no mercado, que possibilita algumas personalizações, como nome do estabelecimento, logo, tarifas e diversas funcionalidades já previamente configuradas pela empresa responsável.

Sendo assim, no caso da contratação de uma plataforma white label para o seu estabelecimento, este terá um aplicativo previamente desenvolvido, e adaptado com o formato de cada negócio: nome, logo e afins.

Esse é o caso da Machine. A nossa ferramenta auxilia empreendedores de todo o Brasil, que queiram ter seus próprios aplicativos de entrega.

Por isso, se você pretende criar um aplicativo para o seu estabelecimento, deve analisar objetivos, orçamento e, principalmente, escolher o formato de desenvolvimento do seu app.

Conheça mais sobre a Machine no nosso canal no YouTube. Inscreva-se e aproveite!

A importância de preencher corretamente os dados da entrega

O módulo de entregas permite adicionar até nove endereços em uma só rota mas, para um serviço de excelência, é essencial o preenchimento correto dos dados da entrega.

Os entregadores da sua central ou estabelecimento já enfrentaram problemas de produtos trocados ou, simplesmente, não acharam o cliente?

A verdade é que isso não é algo raro de acontecer. O cliente pode errar o endereço, colocar uma casa antiga ou, até mesmo, uma eventual “confusão” do entregador pode acontecer.

No entanto, cabe às empresas elaborarem estratégias para minimizar cada vez mais esses contratempos.

Para isso, a tecnologia é, sem dúvida, uma das principais aliadas, desde que seja utilizada da maneira correta.

No módulo de entregas da Machine, por exemplo, centrais de entregas e estabelecimentos comerciais conseguem cadastrar entregadores, despachar corridas direto em um aplicativo próprio, e acompanhar toda a entrega em tempo real.

Imagem do painel de solicitação de entregas da Machine

No entanto, para que isso seja ainda mais efetivo, é necessário que as empresas cadastrem corretamente os dados, que serão enviados para o entregador realizar o serviço.

Nesse texto, separamos algumas questões que você deve ficar de olho durante esse preenchimento e, se necessário, alertar os seus clientes.

Endereços homônimos (com o mesmo nome)

Segundo reportagem da revista Veja, em novembro de 2009, havia mais de 700 ruas e avenidas homônimas, ou seja, que possuem o mesmo nome, apenas na capital de São Paulo.

No entanto, o fenômeno não é exclusividade da “terra da garoa”. Diversos endereços Brasil afora possuem mesmo nome, seja dentro do próprio município ou em cidades vizinhas.

Dessa forma, até a aba endereço deve ser cadastrada com atenção. Verificando se a rua, avenida, alameda etc, é a mesma localidade informada pelo cliente.

O complemento também é necessário, no caso de apartamentos e condomínios.

Informações do cliente, da entrega e adicionais

Ao despachar o pedido pela plataforma da Machine, essas informações podem e devem ser acrescentadas, justamente para facilitar o reconhecimento do entregador.

Sobre os clientes, é possível colocar nome e telefone. Já sobre a mercadoria, o número do pedido.

Por último, é possível acrescentar informações adicionais, aquilo que você julga ser necessário para contribuir com o trabalho do entregador.

Pode ser um ponto de referência, ou a informação de que o produto já está pago, por exemplo.

Retorno ao estabelecimento

No caso de centrais de entregas, como os produtos transportados são de terceiros, os entregadores podem ser requisitados para realizar a cobrança.

Dessa forma, ao final da entrega, eles necessitam retornar ao estabelecimento para fazer a devolução da maquininha ou do dinheiro.

Para facilitar o trabalho, é possível já cadastrar, no momento do despacho, a opção de retorno ao destino.

Otimização de rotas

Ao realizar a solicitação de entregas pela plataforma da Machine, é possível configurar a funcionalidade de otimização de rotas.

Isso significa que, para as centrais e estabelecimentos comerciais que realizam mais de um destino e o foco seja agilidade, é necessário que essa opção seja marcada. Dessa forma, o sistema traça a melhor rota, com o menor tempo, para realizar a entrega.

Você também deve ficar de olho naquelas entregas que são realizadas em locais próximos e, se possível, colocar todas na mesma rota.

Imagem do painel de solicitação de entregas da Machine

Categoria, entregador e forma de pagamento

Antes de finalizar o pedido, também é necessário acrescentar a categoria da entrega, no caso daquelas empresas que oferecem mais de um tipo, e também a forma de pagamento do frete.

Geralmente, centrais de entregas optam por cobrar de forma faturada, ou seja, o frete é realizado e, de tempos em tempos, a central realiza a cobrança do estabelecimento parceiro e repassa aos entregadores.

Por fim, também é possível escolher um entregador específico para realizar o serviço.

Com todas essas informações preenchidas corretamente, a central consegue diminuir as chances de qualquer contratempo, garantindo o melhor serviço possível.

Pix: tudo o que você precisa saber sobre pagamento instantâneo

O Pix é o pagamento instantâneo do Banco Central do Brasil e que promete realizar uma transferência em no máximo 10 segundos.

Em 19 de Fevereiro de 2020, o Banco Central do Brasil anunciou durante coletiva de imprensa em Brasília o lançamento do Pix, o pagamento instantâneo que promete revolucionar o sistema de transferências e pagamentos no país. 

Na prática, o Pix pode marcar o início do fim de alguns velhos conhecidos como TED, DOC e boleto bancário. Isso, porque além da velocidade em que a operação será realizada e sua disponibilidade – ele funcionará 24 horas por dia, nos sete dias da semana, incluindo feriados – as taxas serão bem menores.

Ah, e os principais bancos do país deverão oferecer o serviço. Afinal, o Banco Central regulamentou que todas as instituições financeiras que possuirem mais de 500 mil contas deverão disponibilizar o Pix.

Você ainda está em dúvida sobre o que exatamente é esse serviço e como ele afetará diretamente a sua vida? Então, preparamos um conteúdo completo para você entender cada passo sobre o pagamento instantâneo do Banco Central do Brasil.

Antes de mais nada, o que é pagamento instantâneo?

Pagamento instantâneo são transferências em que o dinheiro cai na conta imediatamente após seu envio. 

De forma mais técnica, o Banco Central explica que são “transferências monetárias eletrônicas na qual a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor ocorre em tempo real”. 

Mas, na prática, o que temos é um modelo em que não precisamos esperar o boleto compensar ou horário de funcionamento de TED e DOC. Isso porque o dinheiro sai de uma conta diretamente para outra, sem nenhum tipo de intermediário e nas 24 horas dos 365 dias do ano.

E o que é o Pix?

O Pix é o pagamento instantâneo do Banco Central do Brasil, que promete realizar uma transferência em no máximo 10 segundos.

Anunciado em fevereiro de 2020, ele será implementado em novembro do mesmo ano. É o resultado de anos de trabalho da instituição, que há tempos se debruça sobre o tema, como veremos mais à frente.

Segundo o diretor de Organização de Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, o Pix, além de facilitar as transações monetárias, chega para incluir mais pessoas no sistema financeiro e baratear os custos da operação.

Por isso, ele está intimamente ligado com a chamada Agenda BC#, uma pauta de trabalhos realizados pelo BC com o objetivo de implementar evoluções tecnológicas no mercado financeiro. 

No portal da agenda, a instituição explica que ela é realizada por meio de quatro pilares:

  • Inclusão
  • Competitividade 
  • Transparência
  • Educação

Durante a coletiva de lançamento, Pinho de Mello explicou que o Pix está diretamente ligado com os pilares da inclusão e da competitividade, justamente por algumas características do sistema.

Imagem: Banco Central/reprodução

Como funciona o pagamento por Pix?

À princípio, o pagamento por Pix poderá ser feito de três formas:

  • QR Code (estático e dinâmico);
  • Chave de endereçamento;
  • Redirecionamento em sites de compra.

QR Code 

Há dois modelos de QR Code que serão usados nos pagamentos via Pix: estático e dinâmico.

O estático é o modelo em que o receptor pode reutilizar o mesmo QR Code em várias vendas.

Nesse caso, o estabelecimento imprime o QR Code e deixa colado em sua loja ou barraquinha, por exemplo. Ele pode deixar pré-programado um valor ou em aberto, para alterar de acordo com a compra. 

Por exemplo, o dono de uma barraca de churros, pode colar o QR Code em sua barraca e, ao fazer uma venda, basta o comprador realizar a leitura através do seu celular e confirmar a transferência.

O dinâmico é o modelo em que um novo QR Code é gerado a cada compra. Dessa forma, estabelecimentos com uma grande variedade de produtos, como supermercados, irão produzir um novo código a cada venda. Os passos seguintes são os mesmo, comprador pega seu celular e realiza a leitura do código. 

Imagem: Banco Central/reprodução

Chave de endereçamento

A chave de endereçamento será a modalidade de pagamento via Pix em que a transação será realizada através da inserção de um dado da pessoa que recebe o dinheiro. Poderá ser o número do celular, e-mail ou CPF. Basta apenas uma dessas informações. 

Com esse dado, a plataforma irá cruzar as informações e retornar ao pagador, que terá a confirmação se é de fato a pessoa ou empresa a quem ele quer transferir.

Com isso confirmado, basta adicionar o valor, senha do banco e dar o ok na transferência. 

Tudo será feito dentro do aplicativo da instituição financeira, da mesma forma que fazemos hoje com TED e DOC.

Redirecionamento em sites de compra

As transações via Pix também poderão ser feitas via links inseridos em e-commerces, por exemplo.

Assim, da mesma forma que, ao realizar uma compra online, temos as opções de pagamentos no boleto ou cartão, teremos a opção de pagar via Pix. Ao clicar nesta opção, será aberta uma tela com as informações de pagamentos.

As principais características do Pix

Enumerar as principais características do Pix só deixa mais evidente a importância desse sistema e o porquê dele revolucionar tudo que conhecemos até agora sobre transferências.

  • Disponibilidade: funcionamento 24 horas nos 365 dias do ano;
  • Velocidade: transferências em no máximo 10 segundos;
  • Conveniência: sistema intuitivo e disponível em alguns cliques;
  • Segurança: informações protegidas pelo BC;
  • Ambiente aberto: plataforma disponível para todos e com igualdade de condições de uso;
  • Multiplicidade de casos de uso: diversas formas de uso, do pagamento do cafezinho ao imposto;
  • Informações agregadas: possibilidade de adicionar dados sobre a transferência, como o motivo da sua realização e a data a que se refere.

Em que situações os pagamentos instantâneos via Pix podem ser utilizados?

Nas mais diversas situações, entre elas:

  • Transferências rotineiras de pessoa para pessoa;
  • Pagamentos de pessoas para estabelecimento comercial;
  • De estabelecimentos para outros estabelecimentos ou fornecedores;
  • Pagamentos de taxas e impostos;
  • Pagamentos de salários e benefícios sociais.

Quais são os principais benefícios do pagamento via Pix?

O pagamento instantâneo via Pix oferece benefícios para ambos os lados. Tanto para quem transfere quanto para quem recebe o dinheiro.

Além disso, oferece benefícios para toda a sociedade brasileira, já que facilita o rastreio de atividades ilegais e diminui o uso de cédulas, que além de custosas, trazem malefícios tanto para a segurança, quanto para a saúde pública.

Entre os benefícios apontado pelo BC estão:

  • Velocidade, preço, segurança e praticidade para quem paga;
  • Possibilidade de integração com outros serviços;
  • Custo de aceitação menor para quem recebe;
  • Disponibilização imediata do dinheiro;
  • Automatização e conciliação de pagamentos;
  • Facilidade e rapidez para quem recebe, pois dispensa maquininha ou troco;
  • Eletronização dos meios de pagamentos;
  • Controle de lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo;
  • Redução de uso de cédulas;
  • Maior competição entre prestadores de serviços de pagamentos;
  • Facilita a entrada de novos negócios;
  • Aumenta a inclusão financeira.
Imagem: Banco Central/Reprodução

 

Quais instituições vão oferecer o Pix?

Segundo a Circular nº 3.985 do Banco Central, que estabeleceu os critérios e modalidades de participação no Pix, todas as instituições financeiras de pagamento com mais de 500 mil contas de clientes ativos, deverão oferecer o pagamento via Pix.

Essas contas podem ser:

  • Contas de depósito à vista;
  • Depósito de poupança;
  • Contas de pagamento pré-pagas.

No entanto, toda instituição financeira ou de pagamento que desejar participar da plataforma, poderá assim fazer voluntariamente. Incluindo aquelas que ainda não atingiram o limite para requerer autorização de funcionamento.

Como as instituições financeiras irão aderir ao Pix?

O processo de adesão ao Pix será feito através do Banco Central, regulamentando pelas circulares da instituição de números 4006/2020, 4022/2020, 4.055/2020 e 4.056/2020.

Há duas etapas nesse processo:

  • Cadastral: preenchimento do formulário (aqui) e envio de informações cadastrais da instituição para o e-mail [email protected]. Para as instituições ainda não reguladas pelo BC, será necessário também envio de declaração, que ateste capacidade técnica, operacional e capital mínimo, além de contrato firmado, devendo ser enviado através do Protocolo Digital
  • Homologatória: fase do cumprimento dos planos de teste e avaliação de aderência aos requisitos mínimos. Teve início em 1º de junho de 2020.

Para saber se a sua instituição financeira está em processo de adesão ao Pix, clique aqui.

O Pix será um aplicativo?

Não, o Pix será a plataforma do Banco Central que permitirá os pagamentos instantâneos. 

O contato das pessoas com ele será feito através dos aplicativos das instituições financeiras.

Assim, da mesma forma que ao abrir o app do nosso banco, conseguimos selecionar a opção de fazer um TED, conseguiremos fazer um Pix.

Como surgiu o Pix?

O Pix surgiu devido a crescente demanda por um sistema de pagamento instantâneo. Assim, desde 2013, com a publicação do Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro 2013, o BC incentiva o desenvolvimento desse tipo de operação.

No entanto, foi em 2018 que a instituição decidiu tomar a frente do processo, com a instauração de um grupo de trabalho destinado à implementação dessa tecnologia.

Assim, esse grupo, denominado GT Pagamentos Instantâneo, reuniu especialistas tanto da instituição quanto do mercado, e no dia 21 de dezembro de 2018 chegaram a um documento com os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

A criação da marca Pix

A marca Pix foi baseada em três subconceitos: 

  • Tecnologia;
  • Transação;
  • Pixel.

Para o BC, as barreiras da tecnologia são empurradas todos os dias e inevitavelmente vão romper as fronteiras do sistema financeiro. Dessa forma, eles capturaram essa ideia e traduziram na imagem de um chip. 

“Hoje a tecnologia permite a comunicação p2p (pessoa para pessoa) de maneira instantânea em apps tipo WhatsApp. Do ponto de vista tecnológico, não há nenhum motivo para não fazermos a comunicação bolso para bolso”.

Assim, para simbolizar esse tipo de transação, eles representaram por meio de um circuito de chip, que vão em caminhos opostos, encontram-se na metade e depois retornam ao rumo original.

Por fim, o conceito do Pixel, menor unidade da imagem, buscou representar a solidez do sistema.

Sobrepondo as imagens das setas, representando as transações, e o losango, representando o Pixel, chegou-se à identidade visual do Pix.

Em relação ao nome, o objetivo foi encontrar algo sonoro e fácil de usar, permitindo que se torne algo facilmente difundido na população.

Como vender meus produtos sem dinheiro ou maquininha?

Nos últimos anos, uma diversidade de ferramentas que te possibilitam vender seus produtos sem dinheiro ou maquininha, vem surgindo no mercado.

Quanto mais formas de pagamentos, melhor para você e seu cliente, não é mesmo?

E, apesar do dinheiro em espécie ainda ser a forma favorita de pagamento de grande parte dos brasileiros segundo o próprio Banco Central, alternativas para diminuir a dependência dessa modalidade, que gera gastos e problemas de higiene e segurança, vêm surgindo.

E não estamos falando de cartões de crédito ou débito. Estamos falando de modelos possibilitados por empresas que juntam tecnologia e mercado financeiro, as chamadas fintechs.

Sim, além de pedir transporte, comida ou até mesmo buscar um relacionamento, a tecnologia pode mudar a forma com que lidamos com o dinheiro, trazendo mais praticidade e segurança para você negociar seus produtos de forma rápida.

E isso é o que vamos mostrar neste artigo. Vamos conhecer  3 tecnologias que podem ajudar as vendas do seu estabelecimento comercial.

AME

O AME é um aplicativo brasileiro que serve como carteira digital.Com ele, você consegue fazer transferências, pagamentos e realizar recargas de celular.

Em 2020, ele ficou bem famoso ao patrocinar o principal carnaval do Brasil, no Rio de Janeiro. Ambulantes cadastrados pela prefeitura venderam seus produtos por meio da carteira digital.

Segundo o site do aplicativo, para começar vender produtos do seu estabelecimento com AME, basta abrir o app, clicar na aba “Transações” e selecionar a opção “Vender”.

Os pagamentos são realizados através de um QR Code gerado pelo app. Você define se ele será com ou sem valor, ou seja, se já terá um valor pré-estabelecido ou se o cliente digitará manualmente quanto precisa te pagar. “Muito útil para compras de mais de um item ou então para quem vende uma variedade grande de produtos”, diz o site da AME.

Com o dinheiro na sua carteira virtual, você pode transferir gratuitamente para sua conta bancária, sem taxa de transferência e com limite de dois saques diários.

Para mais informações, acesse o site da AME.

PicPay

O PicPay é um aplicativo brasileiro de pagamentos.

Lançado em 2012 no Espírito Santo, o app possui mais de 20 milhões de usuários e é aceito em cerca de 2,5 milhões de estabelecimentos do Brasil.

Segundo o site do aplicativo, os usuários transacionam juntos 1,2 bilhões de reais por mês no app.

A empresa possui quatro diferentes planos para estabelecimentos comerciais:

  • Pro;
  • Empresas;
  • E-commerce;
  • Assinaturas.

Assim como AME, ele serve como uma carteira virtual, em que os usuários podem pagar contas, comprar produtos e transferir dinheiro.

Para o estabelecimento, a taxa varia de acordo com cada plano e não há mensalidades. Toda venda acontece de forma online, pelo cartão no app e não há necessidade de maquininha.

Para mais informações, acesse o site do PicPay

Pagar.me

Pagar.me é uma empresa de pagamentos online, pertencente ao grupo Stone e que oferece um serviço para empresas que desejam vender pela internet.

As vendas das lojas que utilizam a plataforma podem ser feitas por cartão de crédito ou boleto.

No caso das compras no cartão, a empresa cobra um percentual do valor da transação, que aumenta de acordo com a quantidade de parcelas. Além disso, são cobradas algumas taxas por cada venda, relativas ao processamento a ao sistema antifraude.

No caso das vendas por boleto, é cobrado um valor fixo por cada boleto pago.

Nos dois tipos de vendas, são cobrados valores fixos para transferir o dinheiro para a conta bancária do estabelecimento, referente ao TED/DOC.

Ao contratar a plataforma, você adquire também a funcionalidade de link de pagamento da Pagar.me. Com isso, basta você enviar a URL para seu cliente pelo WhatsApp, por exemplo, e ele consegue te pagar de forma fácil.

Para mais informações, acesse o site do Pagar.me.

Como a Machine pode ajudar no delivery da minha farmácia?

A Machine é uma ferramenta que desenvolve aplicativos de entregas, e é ideal para a farmácia que deseja ter todo o controle do seu delivery.

Há setores que, apesar de qualquer crise, precisam levantar, “sacudir a poeira” e, se necessário, reinventar-se rapidamente para seguir adiante.

Não apenas porque o negócio precisa, mas por toda a sociedade. Esse é o caso das farmácias.

Nos últimos meses, o setor se juntou aos supermercados e alguns outros serviços essenciais, permanecendo aberto, enquanto outros estabelecimentos precisaram fechar suas portas temporariamente.

Assim, mesmo contando com seu espaço físico, é evidente que parte da população não desejava se arriscar, indo até à farmácia para comprar um medicamento ou itens tão indispensáveis nesse momento, como álcool em gel e máscaras.

Por isso, as compras online de farmácias viram seus números atingirem picos históricos nos últimos meses.

Segundo relatório da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e da Compre e Confie, entre 24 de fevereiro e 18 de março de 2020, houve um aumento de 111% nas vendas online da categoria saúde, comparando com período semelhante ao ano anterior.

Em entrevista ao Estadão, André Dias, diretor executivo da Compre e Confie, explicou que o pico de vendas pegou muitos varejistas do setor desprevenidos, citando inclusive uma rede de farmácia que precisou tirar suas promoções do ar, pois havia vendido todo o seu estoque.

Um outro caso, que ganhou manchetes de jornais, foi da Rede Drogasil.

No primeiro trimestre de 2020, a empresa teve um aumento de mais de 39% no seu lucro líquido. As vendas online da empresa cresceram impressionantes 213% em um ano.

Dessa forma, não há como negar que o setor de delivery de uma farmácia se torna cada vez mais essencial.

Ao mesmo tempo, os desafios, que podiam estar adormecidos, ficam cada vez mais evidentes, necessitando uma resposta rápida dos empresários do setor.

Nesse cenário, a Machine pode contribuir com o seu delivery, agilizando a sua entrega e garantindo a melhor experiência para você e seu cliente.

O que é Machine e como ela pode me ajudar no delivery da minha farmácia?

A Machine é uma plataforma de tecnologia, que permite que centrais de transporte e entregas tenham seus próprios aplicativos.

Desde 2013, disponibilizamos um aplicativo white label, capaz de ser personalizado com logo, funcionalidades e preços definidos pelos gestores, além de um painel de gestão com dados completos sobre a operação.

Em meados de 2020, a plataforma foi atualizada para atender empresas de entregas e estabelecimentos comerciais, por meio do módulo de entregas da Machine.

Basicamente, estabelecimentos como a sua farmácia podem ter o próprio aplicativo, tipo Loggi ou Bee Delivery.

Dessa forma, você rompe qualquer tipo de intermediação com seu cliente, ficando responsável da venda até a entrega.

Afinal, você sabe bem dos desafios de um sistema de delivery. Em relação a um produto tão sensível, a agilidade é essencial. Por isso, cada segundo vale muito na sua operação.

Vamos falar, mais adiante, em quais etapas a Machine pode te ajudar.

Acompanhando sua entrega em tempo real

Do momento que o entregador aceita o pedido, até a entrega na casa do último cliente da rota, toda a movimentação pode ser acompanhada dentro da sua plataforma.

Por meio do nosso sistema de mapas, você rapidamente identifica a posição do entregador.

Dessa forma, caso haja qualquer contratempo, ou um cliente entre em contato querendo informações sobre seu produto, basta pesquisar na plataforma.

Lembrando que o sistema permite definir até nove endereços de entrega em uma só rota.

Após a chegada em cada local, o entregador confirma a entrega dentro do próprio aplicativo, deixando tudo registrado. Caso a entrega ocorra longe do local definido, é enviado um alerta de confirmação para ele.

Automatizando seu sistema de gestão

Como você bem sabe, em uma operação de entregas, todo tempo é valioso, e não há mais tanto espaço para processos manuais ou pouco automatizados.

Por isso, com a Machine você diz “adeus” a cadernos ou planilhas no Excel para manter o controle da sua operação.

Dentro da plataforma, você tem acesso a um relatório completo com informações sobre os entregadores, veículos, endereços de entregas, quantidade de entregas solicitadas, realizadas ou canceladas, e formas de pagamento.

Eliminando aplicativos intermediários

Com a Machine, você não necessita mais de aplicativos de terceiros realizando suas entregas.

Ao contratar a plataforma, você terá seu próprio app de entregas e, por isso, pode definir suas tarifas, formas de trabalho e pagamentos.

Aplicativos que possuem marketplace, como a Rappi, acabam cobrando uma porcentagem das suas vendas, além de intermediar o contato entre você e seu cliente.

Tendo seu próprio sistema de entregas, você tem acesso direto a eles, podendo realizar promoções, listas de transmissão e e-mail marketing com seus clientes.

Lembrando que a Machine não possui um marketplace. Nossa plataforma é especializada em entregas, e suas vendas podem ser realizadas pelo seu WhatsApp, telefone ou site.

Otimizando as rotas da sua entrega

Pode ser que você tenha um funcionário responsável por organizar toda logística da sua operação de entregas, definindo que entregador irá, qual caminho ele vai percorrer, qual será a primeira entrega, a última etc.

Com a Machine, ele também consegue automatizar esse processo. Por meio da nossa otimização de rotas, o sistema calcula o melhor caminho, definindo o melhor momento de cada entrega.

Calculando automaticamente o valor do frete

Quando o cliente entra em contato, procurando por uma medicação específica, você verifica o seu estoque e informa o valor do produto.

Em seguida, você também deve informar quanto sairá o frete, caso você não ofereça ele gratuitamente.

Para facilitar para você e seus funcionários, não é mais necessário ficar pesquisando de local em local.

Dentro do sistema, você já consegue pré-cadastrar os valores da sua entrega de três formas:

  • Km e minuto
  • Km e hora parada
  • Tabela de Km

No caso das entregas, geralmente, os estabelecimentos optam pela tabela de Km. Dessa forma, dentro da sua plataforma, você define as faixas e valores de cada uma delas, como no exemplo abaixo:

Disparando entregas direto para o celular do entregador

Seja para seus entregadores contratados, ou para autônomos em momento de grande demanda, você não precisa mais ficar entrando em contato com eles sempre que necessitar do serviço.

Estando logado no app, da mesma forma que na Loggi ou Bee Delivery, basta realizar o pedido pela plataforma que, automaticamente, a entrega será disparada no celular do motoboy.

Assim, todas as informações que ele precisa para realizar a entrega aparecerão lá, como os endereços, a rota e forma de pagamento.

Em relação à distribuição de corridas, você pode definir que seja o entregador mais próximo da sua farmácia, criar uma fila virtual ou escolher manualmente o motoboy que irá realizar a entrega.

Dessa forma, a intenção é que a plataforma sirva para “tirar o peso das suas costas”, e fazer com que a sua farmácia venda mais e melhor.

Dark Store: lojas sem público e voltadas às vendas online

Dark Store é um modelo de negócio em que as lojas servem apenas como centro de distribuição, não há presença de vendedores ou compradores no local.

Imaginar um estabelecimento comercial de sucesso pode, imediatamente, remeter à lojas lotadas, repletas de vendedores ocupados com clientes ávidos por comprar.

No entanto, a tecnologia proporciona diversas “disrupturas” nos mercados do Brasil e do mundo. Nesse cenário, a compra online vem ganhando cada vez mais espaço na preferência do comprador.

A pandemia do Covid-19, no começo de 2020, apenas acelerou esse processo. Como já noticiamos aqui no blog, basta uma rápida pesquisa no Google com os termos “aumento de compras online” para encontrarmos uma série de manchetes informando os picos nas vendas durante a crise.

Afinal de contas, quem ainda não estava no e-commerce, seja como comprador ou como vendedor, se viu obrigado a partir para esse modelo, tendo em vista os fechamentos dos espaços físicos.

Por isso, com a popularidade dos canais de compra online, a modalidade das dark stores começa a aparecer com um enorme potencial.

Se você acompanha o blog da Machine, deve lembrar quando falamos sobre as Dark Kitchens. Se você ainda não leu sobre elas, confira assim que terminar de ler esse texto.

Basicamente, da mesma forma que as Dark Kitchens criaram o modelo de restaurantes sem espaço para fregueses ou garçons, as Dark Stores oferecem aos lojistas a possibilidade de criar um estabelecimento não aberto ao público, voltado somente para as vendas online.

Na Europa, esse modelo tem sido adotado principalmente por supermercados. Os clientes compram online e, dentro dos estabelecimentos, os chamados Personal Shoppers ou Pickers, realizam o trabalho de coletar os produtos.

O que é dark store?

Dark Store é um modelo de estabelecimento não aberto ao público, onde os produtos que lá se encontram são vendidos apenas online. Os compradores vão até o local, somente para fazer a retirada. Isso, quando não recebem diretamente em suas casas.

Esse modelo de comprar online e retirar na loja física é conhecido como click-and-collect ou “clique e colete”, em um tradução livre.

Ele não é uma novidade, visto que diversas varejistas já usam esse modelo.

Também não é novidade o envio dos produtos a partir das lojas. Como já falamos aqui no blog, o Ship from Store busca identificar a loja mais próxima do cliente, que comprou online, e despachar o produto a partir dela.

A intenção é acelerar a entrega. Assim, consegue garantir que o cliente possa receber seus produtos diretamente em casa, com o menor tempo de espera e, é claro, menor custo de frete.

Todos esses termos estão ligados. Afinal, as Dark Stores também são uma forma de resolver o desafio da última milha da entrega.

Segundo matéria publicada pela BBC Brasil, a diferença das Dark Stores para os centros de distribuição são seus tamanhos e distância do centro da cidade.

Enquanto os armazéns estão localizados distantes dos centros e, geralmente, possuem uma grande extensão, as Dark Stores são menores, do tamanho de uma loja tradicional, e dentro das cidades.

Aliás, muitas Dark Stores são lojas comuns que, por não gerarem muito retorno, são adaptadas para esse fim.

Por isso, podemos entender que são locais basicamente de armazenamento, coleta e envio, trazendo os produtos para mais perto dos clientes.

Principais desafios das Dark Stores

Segundo a matéria da BBC, os principais desafios desse tipo de estabelecimento são os custos e disponibilidade de locais apropriados para tal.

Por isso, segundo especialistas entrevistados, há uma tendência para esses estabelecimentos começarem a serem abertos em zonas não tão povoadas.

Além disso, para Aurélien Jacomy, CEO da consultoria de logística Diagma, 100 pedido diários é a nota de corte para um estabelecimento começar a pensar em ter uma Dark Store. Segundo ele, abaixo disso é possível manter a distribuição a partir do estoque.

Outro desafio apontado diz respeito a um possível impacto negativo que esse modelo traria às cidades.

Além do excesso de veículos nas ruas, a matéria analisa o possível impacto na diminuição do fluxo de pessoas andando pela cidade.

É interessante pensar que a questão foi levantada bem antes da pandemia. Por isso, diminuir o fluxo de pessoas é visto como algo negativo, o que nos dias de hoje foi repensado.

No entanto, mesmo em uma volta da normalidade, os especialistas dizem que o caminho apresentado é muito mais de um modelo misto do que de uma substituição.

Dessa forma, as lojas teriam uma parte aberta ao público e outra fechada, voltada justamente às vendas online.

Para Aurélien Jacomy, CEO da Synapcom, em artigo publicado no Ecommerce Brasil, o principal desafio das Dark Stores é a integração dos diferentes canais de vendas das empresas.

É preciso ter uma solução capaz de orquestrar e reunir todos os pedidos para identificar em todo o estoque a opção mais próxima e segura para aquela compra.

Aurélien Jacomy

Podemos entender que esse modelo é mais uma possibilidade para estabelecimentos comerciais que desejam inovar, e oferecer aos seus clientes um sistema integrado de entrega rápida e barata.