Tela azul à esquerda com os dizeres: Brasil possui centenas de aplicativos regionais em atuação. À direita o mapa do Brasil.

Quantos aplicativos tipo Uber têm no Brasil?

Brasil conta com, no mínimo, 556 outros aplicativos tipo Uber espalhados por todo o país. Centenas desses aplicativos são regionais.

Antes de ler o início desse texto, quantos aplicativos de transporte tipo Uber você achava que havia no Brasil?

Talvez tenha se lembrado da 99, da Cabify, do Garupa – caso você more no sul do país – ou de algum outro aplicativo da sua região.

No entanto, já catalogamos 557 aplicativos de transporte disponíveis, incluindo a Uber, na Play Store, a loja de apps do Google.

A maioria desses aplicativos podem ser encontrados na categoria mapas e navegações e estão hospedados dentro de suas próprias contas ou das contas de suas desenvolvedoras, empresas especializadas na criação de aplicativos, como é o caso da Machine.

Você pode estar se perguntando se isso não representaria uma saturação do mercado. Afinal, ninguém iria baixar 557 aplicativos de transporte em seu celular.

No entanto, ao contrário da Uber ou da 99, esses apps não tem abrangência nacional e atuam de forma local, em uma cidade ou em regiões próximas.

Além disso, a Uber está presente em menos de 5% dos municípios brasileiros, que é composto principalmente por locais com menos de 100 mil habitantes.

Dessa forma, muitos apps regionais se tornaram pioneiros no transporte por aplicativo em suas cidades.

Esses aplicativos, apesar de não ter o mesmo poder de investimento das gigantes multinacionais, conseguem atrair passageiros e, principalmente, motoristas, através da adaptação do modelo de negócio para a realidade local.

Assim, eles buscam gerar condições mais atrativas para os motoristas, gerando um maior faturamento para eles; ao mesmo tempo, conseguem garantir tarifas menores para os passageiros.

Forma de cobrança é o diferencial para os motoristas

Durante muito tempo, os grandes apps cobravam taxas fixas, algo que variava entre 20% a 25% do que era pago pelo passageiro. No entanto, atualmente, as tarifas de tempo e distância cobradas aos passageiros são diferentes das que são pagas aos motoristas.

Isso significa que, por exemplo, enquanto para o passageiro o quilômetro da viagem custa R$1,40 e o minuto R$0,15, para o motorista é pago R$1,15 o quilômetro e R$0,10 o minuto.

Ao final, os motoristas podem acabar recebendo até menos de 75% do que é pago pelo passageiro.

Assim, os aplicativos regionais buscam cobrar os motoristas de uma forma diferente. Quando não oferecem taxas menores, eles optam por possuir um valor fixo por período (diária, por semana ou mensalidade) ou por corrida realizada pelo motorista.

Você pode conferir mais sobre formas de cobrar os motoristas, em um artigo que fizemos aqui no site.

Democratização do acesso a tecnologia ajuda a impulsionar negócios locais

Há alguns anos, o desenvolvimento de um aplicativo de transporte era inacessível a boa parte dos empreendedores locais.

Poucas empresas detinham o investimento necessário para abrir um negócio desse tipo.

Dessa forma, os pequenos e médios municípios ficavam à mercê da estratégia de negócio dos grandes aplicativos, que escolhiam ou não ir para esses locais.

Já os motoristas tinham poucas opções de trabalho, já que só haviam um ou dois aplicativos disponíveis no mercado.

Isso mudou com a facilidade de acesso a tecnologia e empresas que, como a Machine, são especializadas em desenvolver aplicativos de transporte no modelo White Label.

Dessa forma, fica mais fácil que pequenos e médios empreendedores de todas as cidades do Brasil consigam ter acesso a uma tecnologia para iniciar seu negócio no transporte por aplicativo.

Em Diamantina, aplicativo de transporte regional é realidade

Dono de uma loja de veículos na cidade de Diamantina (MG), o empresário Diogo Margonari, de 34 anos, elaborou um projeto de um aplicativo de transporte regional para seu trabalho de conclusão de curso.

O projeto saiu do papel e se tornou o aplicativo Buski que, em pouco tempo de operação, já estava fazendo muito sucesso na cidade. “Tinha tanta certeza na visão que tive, que quando saí da aula com o insight (da criação do app), fiz os contatos necessários, fechei contratos e fiz as divulgações ao meu alcance”, disse o empresário.

Segundo ele, apesar de Diamantina ser uma cidade com menos de 50 mil habitantes, tinha um enorme potencial para um app de transporte, por ser um patrimônio histórico da humanidade e receber muitos turistas anualmente.

Diego, agora, imagina que o aplicativo pode se expandir e chegar até mesmo fora do país. Caso queira saber mais sobre a história do Buski, confira a matéria completa que preparamos sobre ele.